quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Cientista prevê que, até 2040, será possível fazer upload dos dados do próprio cérebro




Ray Kurzweil, um futurologista e cientista americano que dedicou toda a vida para criar máquinas e aparelhos que ajudassem as pessoas acredita que uma nova era se aproxima, na qual, com modificações genéticas, o ser humano será capaz de feitos incríveis, como transferir dados diretamente do cérebro para, por exemplo, a internet e até mesmo viver para sempre.

Segundo o site The Independnt , Kurzweil foi o criador de dispositivos inovadores, como o primeiro sintetizador de música capaz de duplicar quase que perfeitamente o som de um piano de cauda, ou do primeiro leitor de livros para cegos. O inventor é conhecido por seu louvável senso de responsabilidade social. Seu aplicativo educacional chamado Kurzweil 300, que ajuda no ensino de pessoas com dislexia ou transtorno de déficit de atenção, é um exemplo disso.

Kurzweil afirma que, com o avanço do estudo do DNA , a imortalidade vai se tornar uma proposta real até 2045. Ele chama toda essa gama de processos de evolução, assistida ou não, de Singularidade.

Na transcrição de um podcast publicado pela Scientific American , o jornalista John Horgan, que estudou o trabalho de Kurzweil e seus conceitos, disse que todos esses processos podem acontecer inclusive sem o uso de inteligência artificial, apenas com engenharia genética ou até com auxílio de remédios, prolongando a vida por centenas de anos.

Kurzweil ainda defende que seremos capazes de enviar informações de uma mente humana para um computador, capturando toda sua personalidade, incluindo memória, habilidades específicas e sua história, usando para isso máquinas não biológicas que co-existirão com os humanos de forma tão harmoniosa que as diferenças entre eles não serão tão importantes.

Fonte Matheus Gonçalves (Yahoo)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Governança de tecnologia está com dias contados, diz especialista do MIT

O pesquisador Peter Weill explica que, em estruturas organizacionais maduras, também existe a tendência de o orçamento de TI ser dividido por áreas de negócio

Patrícia Lisboa, repórter da CIO
Publicada em 01 de outubro de 2009 às 09h05

O pesquisador-sênior do Centro para Pesquisas em Tecnologia da Informação do MIT (Massachusetts Institute of Technology), Peter Weill, acredita que a governança de TI, da maneira como conhecemos hoje, está com os dias contados.

Defensor ferrenho de que as melhores práticas de atuação são um fator essencial para o desempenho dos negócios, Weill afirma que em corporações maduras existe a tendência de se incorporar todos os controles departamentais - inclusive a governança de TI - em um único modelo de governança corporativa global.

“A expectativa é de que não haja governança de TI no futuro”, diz o pesquisador, que complementa: “Isso porque, com a evolução das normas regulatórias dos mais diversos setores, é esperado que todas as companhias precisem integrar as iniciativas em uma só política”.

Autor do livro “IT Governance: How Top Performers Manage IT Decision Rights for Superior Results” (Governança de TI: Tecnologia da Informação, em português), ele ainda complementa que o mesmo deve acontecer com o orçamento específico da TI.

Na visão do especialista, ao passo que o gestor de tecnologia passará a coordenar ações que tragam resultados práticos ao negócio, em vez de centralizar o budget da área, ele terá acesso a uma parcela dos recursos destinados aos projetos que envolvem a TI de cada departamento.

Na prática, o pesquisador aposta em uma estrutura orçamentária da seguinte maneira: com base nas demandas das áreas de negócio e na condição financeira da companhia, os recursos estabelecidos para o segmento de tecnologia da informação serão divididos e repassados aos demais departamentos. “Assim, quando planejar uma iniciativa voltada à área de finanças, por exemplo, o CIO utilizará os orçamentos específicos que o departamento financeiro possui para as iniciativas ligadas à TI”, explica ele.

Para alcançar tal patamar de integração entre as áreas, no entanto, Weill alerta que as companhias terão de colocar ordem na casa, estabelecendo políticas efetivas e segmentadas de governança. “Não é possível integrar tudo sem que cada departamento tenha cumprido seu dever e organizado projetos individualmente”, conclui o especialista.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Cracker preso trava computadores da cadeia

James Della Valle, de INFO Online
Quarta-feira, 30 de setembro de 2009 - 10h31



SÃO PAULO – O cracker Douglas Havard, de 27 anos, conseguiu travar todos os computadores do complexo penitenciário de Ranby, na Inglaterra.

O cracker, preso por envolvimento com técnicas de phishing, tinha a missão de reprogramar as máquinas da penitenciária para criar a estação de TV interna da instituição.

Segundo o Sunday Mirror, os administradores, que delegaram a tarefa a Havard, pensaram que sua afinidade com tecnologia os ajudaria a acelerar o processo. Mas não foi o que aconteceu.

Sem supervisão, ele resolveu trocar todas as senhas de todas os PCs, impedindo os próprios administradores de logar em suas estações de trabalho. A instituição foi obrigada a contratar especialistas para resolver o problema.

Havard, que cumpre pena de seis anos, foi colocado na solitária como punição. A administração do presídio informou que a brecha de segurança está sendo investigada.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Cigarro eletrônico causa polêmica nos EUA

Reuters
Terça-feira, 29 de setembro de 2009 - 08h15


Ecigarettes são vendidos principalmente pela interne.


NOVA YORK - Será que o cigarro eletrônico se tornará uma nova opção para quem está tentando parar de fumar? As reações entre americanos são mistas.

Mais da metade das pessoas entrevistadas em pesquisa acha que o cigarro eletrônico deve ser regulamentado pelo órgão regulador dos EUA, Food and Drug Administration (FDA), mas 47% dos entrevistados acreditam que o aparelho deve ser disponibilizado para fumantes que queiram parar.

"Na busca por um cigarro mais seguro, o cigarro eletrônico, conhecido como ecigarette, está se tornando uma opção popular entre os que estão ou tentando parar ou buscando substituir a fumaça do tabaco comum por uma alternativa que fabricantes alegam ser mais segura", afirmou a Zogby International, que conduziu a pesquisa, em comunicado.

Cerca de metade dos 4.611 adultos entrevistados no estudo já tinha ouvido falar de ecigarettes, que são aparelhos a pilha, ou recarregáveis, que vaporizam uma solução líquida de nicotina. Os cigarros não produzem fumaça, mas sim vapor de água, que não tem cheiro.

Os ecigarettes, que ainda são vendidos, na maioria, pela internet, foram fabricados pela primeira vez na China. No ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou contra o uso dos cigarros eletrônicos, afirmando que não havia provas de que seriam mais seguros ou que ajudassem a parar de fumar.

A OMS disse ainda que pessoas que fumam os ecigarettes inalam uma leve névoa de nicotina nos pulmões.

Quase um terço das pessoas entrevistadas pela pesquisa acredita que os ecigarettes devem ser permitidos em locais onde é proibido fumar, já que o aparelho não produz fumaça, mas 46% das pessoas não concordam.

Mais homens que mulheres que sabiam da disponibilidade dos cigarros afirmaram que deveriam ser uma opção disponível para quem quisesse parar.

Jovens entre 18 e 29 anos e solteiros foram os grupos mais abertos a testar o cigarro eletrônico.

O tabaco é, sozinho, a maior causa de morte evitável do mundo, segundo a OMS.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Google Maps mostra o trânsito de SP, RJ e BH

Maurício Moraes, da INFO
Sexta-feira, 25 de setembro de 2009 - 20h22


Um retrato das vias congestionadas em São Paulo na noite de sexta-feira (25)

SÃO PAULO – O Google Maps passou a exibir informações sobre o trânsito de São Paulo, Rio e Belo Horizonte. Basta clicar no botão “Trânsito” para ver a lentidão em tempo real.

O serviço já está disponível há um bom tempo em dezenas de cidades de outros países, como Nova York, Los Angeles, Paris e Londres. As informações sobre os congestionamentos em algumas capitais brasileiras também já podiam ser acessadas em serviços concorrentes, como o Bing Maps, da Microsoft, ou por meio dos sites de empresas responsáveis pela fiscalização do trânsito, como a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Speedy diz ter elevado 40% da capacidade

Felipe Zmoginski, de INFO Online
Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 - 20h50


Sede mundial da Telefônica: Speedy recebe novos investimentos


SÃO PAULO - Quase dois meses após acordar um plano de melhorias para o Speedy, a Telefônica anunciou a ampliação de sua capacidade de tráfego de dados de 100 Gbits para 140 Gbits.

O plano de melhorias foi apresentado à Agência Nacional de Telecomunicações em 26 de junho e previa 90 dias para a telecom ampliar sua capacidade de tráfego, o que foi usado pela Telefônica como argumento para demonstrar que está reagindo mais rápido do que o planejado às instabilidades que seu produto de banda larga sofre.

De acordo com a companhia, a ampliação na capacidade da rede é a segunda no prazo de um ano, já que anteriormente o Speedy contava com banda de 60 Gbits, capacidade que subiu para 100 Gbits e, agora, para 140 Gbits. A telecom disse ainda que seu backbone IP no Estado de São Paulo teve a capacidade elevada de 240 para 520 Gbits, o que melhora o transporte e contingenciamento no tráfego de dados do Speedy.

Também nesta etapa, a Telefônica diz ter concluído o plano de segmentação de sua rede banda larga. Isto é importante para garantir que, caso um problema pontual na rede ocorra, possa ser isolado mais rapidamente. Em 2008, uma falha num roteador na cidade de Sorocaba causou problemas na banda larga da empresa em todo o Estado, o que poderia não ocorrer com a segmentação da rede.

Desde agosto, a Telefônica afirma ter investido R$ 50 milhões para estabilizar o Speedy e melhorar seu sistema de atendimento ao cliente. Em nota, a companhia diz que o número de reclamações de sua banda larga junto ao PROCON caiu para 10 mil queixas em setembro, frente uma média histórica de 29 mil mensais. Na cidade de São Paulo, diz a Telefônica, o número de queixas está no valor mais baixo dos últimos cinco anos.

A companhia divulgou ainda o número de novas assinaturas do Speedy desde que a Anatel retirou o bloqueio às vendas do produto. De 26 de agosto até agora, 75 mil pessoas assinaram o serviço, diz a empresa.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Mídias sociais: inteligência & tecnologia



O Seminário INFO – Twitter, Orkut e Flickr, realizado dia 21 de setembro, não cumpriu tudo o que havia prometido, ou seja, mostrar o impacto dessas novas mídias nos negócios: o Flickr, por exemplo, não foi praticamente mencionado e o Orkut foi tratado de forma apenas numérica. Esperamos que, num próximo seminário, sejam abordados o perfil e as características de cada mídia, com foco na qualidade. No entanto, os dez painéis de discussão conseguiram gerar um debate instigante. Algumas personalidades se destacaram, como os supertuiteiros Marcelo Tas, sempre inteligente em suas colocações, e Camila Menezes, jornalista e filha do técnico do Corínthians, Mano Menezes.


O diretor geral para o Google Brasil, Alex Dias, afirmou o que outros palestrantes também colocaram: “Se a sua empresa não integra uma rede social, saiba que os consumidores já falam dela por lá”. Essa é uma realidade à qual muitas empresas resistem e elas precisam acordar para a realidade. Os números por ele apresentados são astronômicos: 1,6 bilhões de pessoas já estão conectadas no planeta e a cada ano ingressam mais 300 milhões. O Orkut no mundo já conta com 60 milhões de perfis, sendo metade – pasme! – no Brasil. Mais extraordinários ainda são os números do Facebook, que conta hoje com 300 milhões de usuários no mundo, tendo aumentado em 100 milhões apenas nos últimos 5 meses. Os perfis do Facebook no Brasil somam ainda 1,3 milhões, números que porém aumentam enormemente a cada dia.



O sucesso dessas novas mídias está na interatividade e em permitir ao consumidor falar o que pensa. Mas todos os palestrantes colocaram que as empresas precisam ter estratégias inteligentes de comunicação com seus clientes e usuários, com base na criatividade voltada para a funcionalidade. Segundo Alex Dias, “a boa notícia é que ainda estamos no começo dessa onda”. Isso é uma vantagem também porque permite melhor monitoramento das ações. Mesmo assim, muitos blogs já influenciam bastante os padrões de consumo. E percebe-se claramente que toda a mídia está, aos poucos, migrando para o online. Um exemplo interessante é o percentual de pessoas que assiste aos telejornais das redes americanas. Em 1990 eram 30%, hoje apenas 16%, “roubados” pelo Youtube, outra mídia que cresce absurdamente. Hoje, um comercial de TV é apenas uma alavanca para a busca de mais informações, na maioria das vezes procuradas... na Internet. Em todo o mundo, o consumidor está cada vez mais exigente, uma característica que afeta todas as classes. Todas as novas mídias tendem a estar sempre mais presentes nos celulares, que, segundo uma pesquisa da China Mobile, 91% dos usuários costumam manter a menos de 1 metro de distância, as 24 horas do dia.




O depoimento de Camila Menezes, filha do técnico corintiano Mano Menezes e jornalista responsável pelo perfil dele no Twitter, foi marcado pela sinceridade e objetividade. Ela revela que seu trabalho foi bem planejado e que o Twitter foi escolhido por ser a ferramenta mais simples e direta de comunicação com os torcedores do time. O blog foi considerado inadequado e, quanto ao Orkut, todos os perfis de Mano Menezes são falsos...


Sem a ajuda de manobras como o Script para angariar seguidores e contando apenas com campanhas promocionais, em apenas quatro meses o perfil de Mano Menezes alcançou o primeiro lugar no Brasil, com mais de 900 mil seguidores. Recentemente, ele perdeu por Luciano Huck, o que não foi problema para Camila, pois sua meta não é o número de seguidores, mas um meio de comunicação direta de Mano com o torcedor. Ela brinca: “Graças a Deus, perdemos para um corintiano”. Um detalhe interessante é que, muitas vezes, a mídia convencional vai buscar notícias no próprio Twitter. Camila cita como exemplo o dia em que a televisão divulgou que Mano estava em sua sala “tomando chimarrão”, informação dada por ele de brincadeira no Twitter.



Um assunto muito importante tratado no seminário foi a questão do monitoramento de comunidades, que está em fase embrionária, mas exige muitos cuidados, pois as redes sociais são repletas de consumidores influenciando outros consumidores. O melhor caminho seria conhecer bem o perfil de cada seguidor, seus hábitos e contatos. Nesse aspecto, um texto pode ser lido por apenas dez pessoas, que porém são seguidas por dez mil... De preferência e dependendo de cada área empresarial, as mídias sociais não devem ser utilizadas para vender produtos, mas para divulgá-los ou promovê-los. É também preciso ter o cuidado de não “plantar” opiniões, como fez um sujeito que declarou em seu twitter que comeu um pão com uma certa margarina e por isso seu dia ficou mais feliz... Toda mentira tem perna curta e se for descoberta pelo usuário pode denegrir a marca.



Carlos Arthur Werner, diretor de marketing da Samsung, diz que as empresas devem experimentar as redes sociais até encontrar a “pepita de ouro”, que pode às vezes partir de uma sugestão dos consumidores para atualizar algum produto ou estratégia, por exemplo, fazer testes online antes de mudar um logo ou o visual de um produto.


Foi frisada também a importância da comunicação interna nas empresas, que deve ser regida pelo bom senso e acompanhada por constante orientação.



O Twitter foi a vedete do seminário, o que provocou também um alerta de Sérgio Gordilho, da agência África, e de outros palestrantes. Para eles, por exemplo, as empresas só devem ter perfil no Twitter se puderem ou estiverem dispostas a ter uma relação totalmente aberta e transparente com seus clientes. Os bancos, por exemplo, estão sujeitos a uma legislação severa e possuem informações confidenciais. Outras empresas, como as operadoras e todas as campeãs de reclamações, devem primeiro melhorar seu relacionamento com os clientes antes de se lançar nas mídias sociais, pois poderão ter muita dor de cabeça. Roberto Aloureiro, da Tecnisa, afirma que “é melhor ficar calado do que dizer besteira”. A partir do momento que a empresa gera um relacionamento, não adiantam respostas evasivas.




Os princípios mais frisados durante o seminário foram sinceridade, honestidade e transparência, aliás bem colocados por Marcelo Tas. No Twitter tudo vem à tona, seja o que as pessoas falam de bom ou de ruim. É necessário saber lidar com as informações e ter sinceridade, esclarecendo, por exemplo, que é impossível responder a todos dentro de um volume enorme de contatos. Marcelo mostra a enorme repercussão do Twitter ao dizer que quando ele surgiu virou notícia, mas hoje a notícia é as pessoas saírem no Twitter, como foi falado no Fantástico sobre um artista global.


Marcelo se preocupa com a liberdade de expressão nas redes sociais, liberdade que é natural nessas mídias, mas que vem sendo ameaçada mais ou menos veladamente por alguns políticos.

Todas as discussões do Seminário podem ser vistas no blog da INFO, inclusive os podcasts já estão disponíveis. Já pensou numa coisa dessas há uns dez anos?...

Fonte: http://blog.araguarieventos.com.br/