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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Você Usaria um Smartphone como Laptop?

Droid X, o novo smartphone da Motorola é a novidade do momento. Comercializado pela Verizon Wireless, está dando um verdadeiro banho na Apple, com seu iPhone comercializado pela AT&T, e no HTC EVO 4G, comercializado via Sprint. Esse pequeno possante já foi todo vendido, tanto online quanto nas lojas espalhadas por todo o território norte-americano. Ainda mais com o problema da antena do iPhone (além da ausência de estoque do produto após três dias de venda) tem feito os consumidores despertarem seu interesse no Droid X. Por sinal, o Droid X tem ganho diversas avaliações positivas na mídia especializada. E para completar a martelada, a própria Verizon tem atacado o mercado com propagandas bastante agressivas para o produto.

A estrutura do aparelho é bem interessante.Ele possui uma tela de 4,3 polegadas, uma câmera integrada de 8 MP (megapixel), saída para HDMI, além da habilidade de captura de vídeo em alta definição (720p). Como todos podem ver, o Droid X possui um foco em multimídia que está caindo no gosto dos seus consumidores. Alguns até questionam a possibilidade do Droid X vir a ser um substituto para laptops com foco na área de negócios.

Mas por que essa posição? Acredito que muitos dirão um sonoro não a essa alternativa. principalmente para aqueles que precisam trabalhar diariamente com gigantescas planilhas, documentos e apresentações, ou quaisquer outros arquivos que demandem uma tela enorme para trabalho, e que assegure produtividade ao usuário. Mas o que para muitos pode soar como uma piada sem graça, para os fabricantes parece ser a mais purta intenção.

Sanjay Jha, CEO da Motorola, anunciou em junho os planos da empresa para um smartphone Android com processador de 2GHz. O aparelho já poderia estar disponível no final deste ano de 2010. Só a título de comparação, atualmente o smartphone com processamento mais rápido é o HTC EVO 4G, com processador de 1GHz de clock. Jha ainda previu que os computadores móveis poderiam ser substituídos por smartphones no meio empresarial dentro de poucos anos.

Talvez o Droid X ainda não seja capaz de substituir um laptop (por vários motivos), mas ele parece estar no caminho certo. E no futuro próximo, se realmente tivermos a oportunidade de usar um smartphone com processador de 2GHz, será fantástico. Não somente pela capacidade de processamento, mas pelo consumo de energia (que terá de ser reduzido) e pelo tamanho (que sempre terá de ser cada vez mais portátil)

Esses três fatores contribuiriam e muito para a adoção desses smartphones para uso além do "normal" (eu montaria um cluster deles :-). Claro que muitos podem argumentar que ainda é necessário uma grande evolução desses dispositivos móveis. Um brinquedo desses atualmente teria sua bateria "enxugada" em poucos minutos de uso, se estivesse embarcada com um monstro de 2GHz em suas entranhas.

Mas o mercado tecnológico nunca viveu do "aqui e agora". Com certeza o que temos disponíveis nas vitrines sempre será considerado tecnologicamente atrasado com o que todas as empresas de grande porte sempre mantém em desenvolvimento paralelo. Então acredito que, com o atual andar da carruagem, em muito pouco tempo teremos a disposição do consumidor tecnologia de bateria, e miniaturização de componentes adequada para um smart-monstro desses funcionando com batidas de 2GHz, e agüentando horas a fio sem nem pensar em recarregar as baterias.

Mas e o sistema operacional e aplicativos? Atualmente boa parte dos smartphones no mercado já rodam Android (atualmente na versão 2.1), do Google. Ele é um sistema operacional "completo" que não deixa nada a desejar de SOs comumente encontrados em desktops. Aplicativos? Que tal os serviços de nuvem do Google que atualmente utilizamos na Internet? Disco rígido? Pra que? com a atual migração dos velhos HDDs para a nova tecnologia de capacitores de armazenamento, os SSDs (Solid State Devices)?

A miniaturização de componentes já começou há anos, mas somente agora estamos presenciando seus frutos. A única coisa que realmente faltará em um futuro próximo, são telas grandes, e ainda não se sabe qual tecnologia realmente dominará nessa área (telas dobráveis ou projeções).

Realmente, esse pode ser um futuro promissor para a computação móvel. Você terá todas as funcionalidades de um computador portátil, no tamanho de um smartphone, e ainda terá embarcado GPS e a capacidade de "fazer ligações".

Fonte: Under-Linux.org

sexta-feira, 12 de março de 2010

Pane tira serviços do Google do ar

Por Redação do IDG Now!
Publicada em 11 de março de 2010 às 21h18
Atualizada em 12 de março de 2010 às 00h32

Busca, Orkut e Gmail não puderam ser acessados na noite desta quinta-feira (11/3); empresa investiga caso

Diversos serviços do Google deixaram de funcionar corretamente na noite desta quinta-feira (11/3), uma falha que ganhou repercussão em redes como o Twitter.

Usando a hashtag #googlefail, diversos usuários do microblog no Brasil, no Peru e na Espanha, entre outras localidades, têm reclamado que serviços como o buscador, o Gmail e o Orkut não abrem em seus navegadores.

O blog oficial da empresa continua ativo e não faz menção a nenhum problema ou interrupção, e os serviços estão aos poucos voltando ao normal, de acordo com testes feitos pelo IDG Now!.

Em comunicado divulgado no fim da noite de quinta-feira, o Google Brasil afirma ter sido informado que "um pequeno porcentual de clientes de alguns ISPs experimentou dificuldade de acesso ao serviço no início dessa noite", e que no momento da divulgação da nota tinham a informação "de que o serviço já foi completamente restabelecido".

A empresa afirmou ainda que seus engenheiros estão trabalhando com esses provedores de acesso para investigar as causas do problema.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Google demonstra protótipo do Goggles

Jordana Viotto, de INFO Online
Sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010 - 09h08

SÃO PAULO - Durante o Mobile World Congress, que acontece esta semana em Barcelona, Espanha, o Google demonstrou um protótipo do serviço de reconhecimento de imagem para celular chamado Goggles (óculos, em inglês, um trocadilho com o nome da empresa).


O serviço integra tecnologias de tradução e reconhecimento de imagens. Em um vídeo do Google, Hartmut Neven, um dos executivos da empresa, tira foto de um cardápio em alemão, que é traduzido para o inglês.

Neven explica que o protótipo conecta a câmera do telefone a um aplicativo de reconhecimento ótico de caracteres. O aparelho, então, reconhece a imagem como texto e faz a tradução de uma língua para outra utilizando as funções do Google Translate.


Por enquanto, o Goggles funciona com a tradução de alemão para inglês e ainda não está pronto para o lançamento. "No entanto, ele é bastante promissor. Logo, seu aparelho poderá traduzir placas, posters e outros textos estrangeiros para o seu idioma", diz Neven em um post do blog do Google Mobile.


A ideia é que o Goggles possa traduzir entre as 52 línguas disponíveis hoje no Translate.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Google poderá lançar tablet para concorrer com o iPad


A mais nova briga do mercado está entre Apple e Google. Antes aliadas (inclusive o CEO Eric Schmidt fazia parte do conselho da Google) a briga parece ficar cada vez mais séria.
Primeiro foi a ambição da Google de lançar um navegador que concorre diretamente com o Safari, depois um sistema operacional, mais tarde um sistema para celulares que hoje é o maior concorrente do “pote de ouro” da Apple o iPhone. Se não bastasse a Google lança o Nexus One, um celular estampando a marca da gigante das buscas.
Foi ai que Steve Jobs começou a declarar que a Google vem “se intrometendo” de mais em mercados que a Apple lidera ou tem grande influência. “Não deixaremos a Google atingir o iPhone” Afirma ele.
Se não bastasse a briga vai ficar ainda mais feia a partir de agora com o possível lançamento de uma tablet com o “G” bem escancarado. Após o recém lançamento do iPad, o mercado de tablets com certeza ganhou muita força e várias empresas começarão a ver este como um gadget de grande valor para as vendas.
O que sabemos até agora é que a tablet da Google deverá rodar o Chrome OS. Acompanhe um vídeo de demonstração da interface fantástica que a Google estaria planejando para ele.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O que 7 gigantes da web estão fazendo para adotar o IPv6

Por Network World/EUA
Publicada em 05 de fevereiro de 2010 às 07h00

Google, Microsoft, Twitter, Facebook, eBay, Yahoo e Wikipedia sofrem cada vez mais pressão para se adequar ao novo protocolo da internet.

Cresce a pressão para que os sites mais populares da internet integrem suas redes ao IPv6, o tão aguardado upgrade do principal protocolo da internet, que atualmente está na versão 4.

E essa pressão foi elevada em mais um grau esta semana, com a notícia de que o Google ativou o suporte ao IPv6 para o site de vídeos YouTube. O Google já oferece acesso IPv6 a seu site de buscas e a muitos outros serviços da web.

Conteúdo pronto para o IPv6 é "uma das coisas que precisamos ter", diz Timothy Winters, um gerente sênior do Laboratório de Interoperabilidade da Universidade de New Hampshire, que testa produtos IPv6. "Com todas essas redes de banda larga sem fio migrando para o IPv6, os provedores de conteúdo não têm escolha a não ser criar conteúdo móvel e oferecê-lo em IPv6".

Winters lembra que o recente anúncio da operadora americana Comcast, de que está efetuando testes com o IPv6, é outro sinal de que é hora de os sites populares oferecer suporte ao IPv6.

"Estamos começando a ver grandes sites adotando o IPv6", conta Winters, que lembra que a empresa de aluguel de vídeos online Netflix fez uma demonstração de uso de IPv6 no ano passado. "É muito fácil ativar o suporte ao IPv6 em um servidor web... O maior problema está no software cliente. É por isso que muitos sites, como o Google e o Netflix, criam instalações IPv6 à parte. Se você tem um endereço IPv6, é para eles que você vai, porque as empresas não querem que o site fique lento."

O eBay, por exemplo, já roda IPv6 em laboratório e planeja estender o novo protocolo a sua rede corporativa interna ainda este ano. Já o site público eBay será atualizado para uma solução 'dual-stack', de combinação de protocolos IPv6 e IPv4, em 2011.

Próxima geração
"O IPv6 é a próxima geração. É o futuro da internet, pelo menos para aquelas pessoas que querem ver a internet continuar a crescer e que querem fazer parte de sua infraestrutura", diz Peter Manzella, diretor sênior de serviços globais de rede do eBay. "É óbvio que estamos nessa."

Manzella diz que até agora a equipe de serviços de rede do eBay não enfrentou problemas nos testes com o IPv6.

"Não esperamos ter dificuldades", diz. "Precisamos é entender o IPv6. Queremos nos certificar de que a transição, quando ocorrer, será transparente... Há algumas questões de segurança que precisamos testar... Precisamos tomar as precauções necessárias para garantir que nossa comunidade terá uma experiência segura no site."

O IPv6 resolve um sério problema que ISPs e outros operadores de rede têm de enfrentar desde já: a escassez de endereços IPv4. As combinações de endereços deverão se esgotar definitivamente em 2012. Em janeiro de 2010, menos de 10% dos endereços possíveis estavam livres para uso.

O IPv4 usa endereços de 32 bits, o que permite cerca de 4,3 bilhões de dispositivos endereçáveis na internet. Já o IPv6, por sua vez, usa endereços de 128 bits, e pode abarcar tantos dispositivos que somente uma expressão matemática - 2 elevado à potência de 128 - pode quantificar seu tamanho.

John Curran, presidente e CEO da American Registry for Internet Numbers (ARIN), conclama os sites web a habilitarem o acesso IPv6 em suas instalações até 1.º de janeiro de 2010. A ARIN distribui intervalos de endereçamento IPv4 e IPv6 a provedores de internet na América do Norte.

Saiba o que sete dos principais domínios da internet estão fazendo em relação ao IPv6.

1. Google
Líder absoluto na adoção do IPv6, o Google ativou o protocolo em seus produtos Search, Alerts, Docs, Finance, Gmail, Health, iGoogle, News, Reader, Picasa, Maps, Wave, Chrome e Android. Na semana passada, o Google ativou o suporte a IPv6 ao YouTube. Engenheiros do Google disseram que a empresa quer ter todo seu conteúdo pronto para o IPv6 quando os provedores de internet começarem a atribuir endereços IPv6 a seus clientes.

2. Facebook
Com mais de 350 milhões de usuários ativos - 65 milhões deles acessando o site por meio de dispositivos móveis - o Facebook está planejando a adoção de IPv6 nativo em seu backbone. O Facebook diz querer suportar tanto clientes IPv4 como IPv6. Um porta-voz da empresa disse que o Facebook "espera suportar totalmente as requisições nativas IPv6 provenientes de usuários entre junho e julho de 2010."

3. eBay
Líder em comércio eletrônico, o eBay mantém uma instalação IPv6 em operação em seu laboratório, e vai levar o protocolo a sua rede corporativa interna nos próximos seis ou oito meses, diz Manzella. "Em relação ao site eBay.com, nós daremos início a uma abordagem em etapas para migrar para o IPv6 no fim deste ano", diz. "O trabalho deverá ser finalizado no meio do ano que vem."

4. Yahoo
O Yahoo é um participante ativo da comunidade IPv6, que discute o tema nos encontros da Internet Society e do Grupo de Operadores de Rede da América do Norte (Nanog, na sigla em inglês). A empresa começou o pareamento de IPv6 ao redor do mundo com vários provedores de internet. A empresa ainda não abriu o acesso IPv6 aos usuários, mas um porta-voz da empresa disse que o portal planeja ativar o IPv6 "tão cedo quanto possível".

5. Microsoft
A Microsoft opera dois dos sites mais populares da internet: o Windows Live (que inclui o serviço de busca Bing) e a Microsoft Network, também conhecida como MSN. Apesar de a Microsoft não ter respondido a nossas perguntas sobre quando os dois sites serão habilitados para o IPv6, pudemos descobrir que havia tráfego IPv6 vindo dos números de sistema autônomo que congregam esses sites. Também descobrimos que a Microsoft se engajou em acordos de pareamento IPv6 com pelo menos nove operadoras ao redor do mundo, incluindo a Hurricane Electric, a rede de backbone IPv6 líder da internet.

6. Wikipedia
A enciclopédia online gratuita não revelou quando seu site vai suportar IPv6. Mas a Wikipedia habilitou o IPv6 em seu servidor de e-mail e em sua aplicação de rastreamento de bugs em 2008. Outros serviços, como lists.wikimedia.org, svn.wikimedia.org e download.wikimedia.org, também podem ser encontrados via IPv6. Há três anos, em 2006, a Wikipedia ativou serviços IPv6, mas decidiu desligá-los por causa de problemas de desempenho.

7. Twitter
O Twitter não comentou seus planos para IPv6. Em agosto de 2009, 19% dos americanos disseram usar o Twitter, de acordo com pesquisa da Pew Internet Life. Esses usuários usam mais dispositivos móveis que a média dos usuários da internet - 40% deles acessam a internet via celulares e smartphones. Com base nessa estatística, conclui-se que o Twitter está sob intensa pressão para oferecer suporte a IPv6 antes que as operadoras como a Verizon nos EUA coloquem em operação suas redes móveis de próxima geração, que vão demandar suporte a IPv6.

(Carolyn Duffy Marsan)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Yahoo soube da Operação Aurora antes do Google, e não disse nada

Quanto mais se remeche, mais controvérsia aparece. Foi divulgado neste sábado, pela agência Reuters, que o Yahoo tinha descoberto os ataques da Operação Aurora antes do Google ter vindo à público revelando os ataques, mas preferiu não comentar.

A atitude, que pega muito mal para o rival das buscas, seria procedimento padrão. “O Yahoo não costuma comentar tentativas de ataque”, revelou uma fonte da Reuters.

Segredos dessa natureza na ciberwar não são muito bem vistos. A colaboração é um dos maiores trunfos das empresas. Mas, parece que outars empresas de peso, como Microsoft, Intel e Cisco têm se mantido no seu cantinho, afinal, o mercado chinês vale um bico fechado - dizem analistas - e vulnerabilidades nunca pegam bem com o público consumidor.

Desde os ataques, reportados pelo Google, Adobe, Juniper Networks e Rackspace foram as únicas vítimas a se revelar, de uma lista aparentemente extensa.

Especialistas em perícia de segurança web já apontaram que o grau de sofisticação dos ataques jamais seriam vistos no ambiente comercial. Já em ataques mirando no governo, sim. Ao que tudo indica, apontam os experts, o próprio governo chinês deve ter apoiado o ataque.

Nenhum dos pesquisadores, no entanto, se arriscou a afirmar categoricamente que a China está por trás do ataque. Eles nem querem dizer porque levantam essa possibilidade.

Enquanto isso a Google levanta a bandeira da liberdade sozinha.


Fonte: http://wp.clicrbs.com.br/infosfera/

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Descubra o que o Google sabe de você


É inevitável: o Google está presente em (quase) tudo que você faz na Internet. E você já parou para pensar nas informações que a empresa conseguiu armazenar sobre a sua vida online até o presente momento? Seja no Orkut, no GMail ou no sistema de buscas, seus atos na internet sempre deixam rastros.


Agora, através desse link, você consegue ter acesso a essas informações. Basta fazer o login com a sua conta do Google. Você verá, inclusive, links que te direcionam para todos os serviços prestados pela empresa. Para entender melhor, veja o vídeo abaixo:

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

[Vídeo] A História do Google em 2 minutos

Quem conhece, sabe que em pouco mais de 10 anos o Google conseguiu se tornar a marca mais valiosa do mundo, superando grandes como Coca Cola, Microsoft e Apple, toda esta história apesar de tudo ter acontecido muito rápido aposto que não cabe em apenas 2 minutos, ou pelo menos pode tentar ser contada neste tempo, acompanhe o vídeo.

Fonte Macmagazine

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Google diz que tuítes estarão em suas buscas


Google não quis ficar atrás do Bing e anunciou acordo no mesmo dia: Twitter invade os sites de busca

Guilherme Pavarin, de INFO Online
Quinta-feira, 22 de outubro de 2009 - 08h55
 
SÃO PAULO – O Google anunciou, há pouco, uma parceria com a rede de microblog Twitter a fim de inserir todos os tuítes não-privados em suas buscas.


Passada pela vice-presidente dos produtos de busca e experiência do usuário, Marissa Mayer, a notícia eclodiu na rede horas depois que a Microsoft consumou um acordo entre seu site de buscas Bing e o Twitter.

Segundo Marissa, a vantagem da sociedade entre os sites está nas buscas em tempo real, que pode vir a ser uma fonte de informação valiosa para saber o que acontece pelo mundo.


“Desta forma, na próxima vez que você procurar por algo poderá ser auxiliado por uma observação em tempo real, por exemplo, as condições de neve no seu resort favorito de esqui, você vai encontrar tuítes de outros usuários que estão lá e compartilham as últimas e melhores informações”, escreveu, no blog oficial do Google.


A vice-presidente das buscas do Google também salientou que, nos próximos meses, o site de buscas da empresa terá um produto que mostrará como pesquisar melhor por conteúdos do Twitter.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Mídias sociais: inteligência & tecnologia



O Seminário INFO – Twitter, Orkut e Flickr, realizado dia 21 de setembro, não cumpriu tudo o que havia prometido, ou seja, mostrar o impacto dessas novas mídias nos negócios: o Flickr, por exemplo, não foi praticamente mencionado e o Orkut foi tratado de forma apenas numérica. Esperamos que, num próximo seminário, sejam abordados o perfil e as características de cada mídia, com foco na qualidade. No entanto, os dez painéis de discussão conseguiram gerar um debate instigante. Algumas personalidades se destacaram, como os supertuiteiros Marcelo Tas, sempre inteligente em suas colocações, e Camila Menezes, jornalista e filha do técnico do Corínthians, Mano Menezes.


O diretor geral para o Google Brasil, Alex Dias, afirmou o que outros palestrantes também colocaram: “Se a sua empresa não integra uma rede social, saiba que os consumidores já falam dela por lá”. Essa é uma realidade à qual muitas empresas resistem e elas precisam acordar para a realidade. Os números por ele apresentados são astronômicos: 1,6 bilhões de pessoas já estão conectadas no planeta e a cada ano ingressam mais 300 milhões. O Orkut no mundo já conta com 60 milhões de perfis, sendo metade – pasme! – no Brasil. Mais extraordinários ainda são os números do Facebook, que conta hoje com 300 milhões de usuários no mundo, tendo aumentado em 100 milhões apenas nos últimos 5 meses. Os perfis do Facebook no Brasil somam ainda 1,3 milhões, números que porém aumentam enormemente a cada dia.



O sucesso dessas novas mídias está na interatividade e em permitir ao consumidor falar o que pensa. Mas todos os palestrantes colocaram que as empresas precisam ter estratégias inteligentes de comunicação com seus clientes e usuários, com base na criatividade voltada para a funcionalidade. Segundo Alex Dias, “a boa notícia é que ainda estamos no começo dessa onda”. Isso é uma vantagem também porque permite melhor monitoramento das ações. Mesmo assim, muitos blogs já influenciam bastante os padrões de consumo. E percebe-se claramente que toda a mídia está, aos poucos, migrando para o online. Um exemplo interessante é o percentual de pessoas que assiste aos telejornais das redes americanas. Em 1990 eram 30%, hoje apenas 16%, “roubados” pelo Youtube, outra mídia que cresce absurdamente. Hoje, um comercial de TV é apenas uma alavanca para a busca de mais informações, na maioria das vezes procuradas... na Internet. Em todo o mundo, o consumidor está cada vez mais exigente, uma característica que afeta todas as classes. Todas as novas mídias tendem a estar sempre mais presentes nos celulares, que, segundo uma pesquisa da China Mobile, 91% dos usuários costumam manter a menos de 1 metro de distância, as 24 horas do dia.




O depoimento de Camila Menezes, filha do técnico corintiano Mano Menezes e jornalista responsável pelo perfil dele no Twitter, foi marcado pela sinceridade e objetividade. Ela revela que seu trabalho foi bem planejado e que o Twitter foi escolhido por ser a ferramenta mais simples e direta de comunicação com os torcedores do time. O blog foi considerado inadequado e, quanto ao Orkut, todos os perfis de Mano Menezes são falsos...


Sem a ajuda de manobras como o Script para angariar seguidores e contando apenas com campanhas promocionais, em apenas quatro meses o perfil de Mano Menezes alcançou o primeiro lugar no Brasil, com mais de 900 mil seguidores. Recentemente, ele perdeu por Luciano Huck, o que não foi problema para Camila, pois sua meta não é o número de seguidores, mas um meio de comunicação direta de Mano com o torcedor. Ela brinca: “Graças a Deus, perdemos para um corintiano”. Um detalhe interessante é que, muitas vezes, a mídia convencional vai buscar notícias no próprio Twitter. Camila cita como exemplo o dia em que a televisão divulgou que Mano estava em sua sala “tomando chimarrão”, informação dada por ele de brincadeira no Twitter.



Um assunto muito importante tratado no seminário foi a questão do monitoramento de comunidades, que está em fase embrionária, mas exige muitos cuidados, pois as redes sociais são repletas de consumidores influenciando outros consumidores. O melhor caminho seria conhecer bem o perfil de cada seguidor, seus hábitos e contatos. Nesse aspecto, um texto pode ser lido por apenas dez pessoas, que porém são seguidas por dez mil... De preferência e dependendo de cada área empresarial, as mídias sociais não devem ser utilizadas para vender produtos, mas para divulgá-los ou promovê-los. É também preciso ter o cuidado de não “plantar” opiniões, como fez um sujeito que declarou em seu twitter que comeu um pão com uma certa margarina e por isso seu dia ficou mais feliz... Toda mentira tem perna curta e se for descoberta pelo usuário pode denegrir a marca.



Carlos Arthur Werner, diretor de marketing da Samsung, diz que as empresas devem experimentar as redes sociais até encontrar a “pepita de ouro”, que pode às vezes partir de uma sugestão dos consumidores para atualizar algum produto ou estratégia, por exemplo, fazer testes online antes de mudar um logo ou o visual de um produto.


Foi frisada também a importância da comunicação interna nas empresas, que deve ser regida pelo bom senso e acompanhada por constante orientação.



O Twitter foi a vedete do seminário, o que provocou também um alerta de Sérgio Gordilho, da agência África, e de outros palestrantes. Para eles, por exemplo, as empresas só devem ter perfil no Twitter se puderem ou estiverem dispostas a ter uma relação totalmente aberta e transparente com seus clientes. Os bancos, por exemplo, estão sujeitos a uma legislação severa e possuem informações confidenciais. Outras empresas, como as operadoras e todas as campeãs de reclamações, devem primeiro melhorar seu relacionamento com os clientes antes de se lançar nas mídias sociais, pois poderão ter muita dor de cabeça. Roberto Aloureiro, da Tecnisa, afirma que “é melhor ficar calado do que dizer besteira”. A partir do momento que a empresa gera um relacionamento, não adiantam respostas evasivas.




Os princípios mais frisados durante o seminário foram sinceridade, honestidade e transparência, aliás bem colocados por Marcelo Tas. No Twitter tudo vem à tona, seja o que as pessoas falam de bom ou de ruim. É necessário saber lidar com as informações e ter sinceridade, esclarecendo, por exemplo, que é impossível responder a todos dentro de um volume enorme de contatos. Marcelo mostra a enorme repercussão do Twitter ao dizer que quando ele surgiu virou notícia, mas hoje a notícia é as pessoas saírem no Twitter, como foi falado no Fantástico sobre um artista global.


Marcelo se preocupa com a liberdade de expressão nas redes sociais, liberdade que é natural nessas mídias, mas que vem sendo ameaçada mais ou menos veladamente por alguns políticos.

Todas as discussões do Seminário podem ser vistas no blog da INFO, inclusive os podcasts já estão disponíveis. Já pensou numa coisa dessas há uns dez anos?...

Fonte: http://blog.araguarieventos.com.br/

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Google venderá livros “físicos”



A Google fechou uma parceria com a empresa On Demand Books, para poder comercializar livros impressos que estão disponíveis no Google Books e caíram em domínio público ou seja a Google poderá comercializar estes livros sem ter que pagar direitos autorais.

A ideia é realmente brilhante, você chega em uma loja e o livro é impresso na hora pelo Espesso Book Machine, uma máquina que custa 100 mil dólares que imprime um livro completo com cerca de 300 páginas em apenas 4 minutos, o custo por livro? Apenas 3 doláres cada, a empresa ainda recomenda que o livro seja vendido para o consumidor final pelo valor de 8 dólares cada, com parte sendo repassada a própria On Demand Books e é claro a Google, que já soltou uma nota que pretende doar parte do dinheiro arrecadado a uma instituição de caridade (Dalé Google!).

Fonte Tecnoblog

terça-feira, 25 de agosto de 2009

C@ra de um, e-focinho do outro

Se as redes sociais e os serviços de internet fossem alunos de uma universidade, como eles seriam?
A resposta está na ilustração abaixo resgatada pelo blog Mashable. A arte chamada "Internet University Cast " foi publicada em abril pelo cartunista que se identifica como ‘elontirien’ na rede social de arte e design DeviantArt, que também virou personagem.

Enquanto o Google é representado como um personagem maduro, o microblog Twitter aparece como o adolescente da turma. Já o YouTube parece ser o mais rebelde.

fonte: Ideia 2.0

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Google pretende unir Chrome ao cloud-computing

Mensagem enviada pelo grupo de desenvolvimento Chromium na última sexta-feira, 31/07, revela que o Google pretende ligar o navegador Chrome ao sistema de cloud-computing.

O texto, escrito por Tim Steele, um dos engenheiros da empresa, afirma que o browser terá uma ferramenta que enviará informações diretamente para a nuvem, o que permite que o internauta acesse o seu conteúdo a partir de qualquer lugar. No momento, os desenvolvedores estão trabalhando na sincronização entre o navegador e a conta do usuário no Google.

A princípio, o recurso disponibilizará apenas a sincronização dos endereços gravados como “favoritos” no browser, entretanto, a empresa já afirmou que pretende desenvolver o serviço para que funcione com qualquer tipo de informação.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

O Google poderia ter sido brasileiro


Veja a história de um projeto que poderia ter se transformado em um grande negócio.

A história do Google começou em 1996, como resultado de um projeto de Larry Page para a Universidade de Stanford. Em 1999, (ainda um projeto e não uma empresa) recebeu investimentos de 25 milhões vindos do fundador da Sun Microsystems. Finalmente, em 4 de setembro de 2001, foi registrada a patente do sistema de busca que tornou-se um sucesso mundial.

Essa rápida introdução serve apenas para situar você, leitor, numa cronologia do início do Google, porque meu assunto aqui não é o Google-que você-conhece, mas sim o Google que poderia ter sido.

Há nove anos, a agência para a qual eu trabalhava foi contatada por uma start-up para cuidar da sua comunicação. Talvez você não se lembre, mas em 2000 ainda vivíamos a internet pré-estouro da bolha, (e o mundo pré-11 de setembro) e todo mundo envolvido com internet acreditava, mesmo, que poderia amanhecer milionário qualquer dia desses. Talvez hoje você ache graça nisso, mas acredite, aqueles eram os tempos. Tempos, inclusive, nos quais a patente do Google ainda não estava registrada e assegurada.

Pois bem, fomos procurados por esta start-up que tinha um projeto fantástico, baseado nos algoritmos criados por um programador brasileiro. O que eles pretendiam fazer, entre outras coisas, era uma incrível “indexação” da internet. Sim, no início nós achamos que os caras estavam completamente loucos. E depois de vermos tudo que eles tinham – e todo o dinheiro que estavam recebendo de investidores interessados em fazer aquilo acontecer – começamos a achar que nós estávamos mesmo loucos – por não estarmos naquele negócio!

Eles tinham um investidor bastante generoso, que os colocou num andar inteiro num dos prédios mais modernos da Vila Olímpia, com a conexão mais rápida do país àquela altura. Eles vieram até a agência e explicaram tudo – aliás, muito mais do que a gente conseguia entender – para que nós pudéssemos começara a criar a comunicação – o nome da empresa, a marca, o conceito geral. A primeira reunião durou várias horas, até porque, não era simples entender a extensão do que eles pretendiam. Depois dessa grande reunião inicial, começamos a trabalhar.

Alguns dias depois, recebemos outro telefonema do nosso cliente start-up: ele queria rever algumas coisas no briefing. Acontece, explicaram eles, que ali as coisas aconteciam muito, muito depressa. E nos últimos dias eles tinham decidido mudar o direcionamento das coisas para tornar ainda maiores as perspectivas da empresa. E lá fomos nós de novo, pegar o segundo briefing em duas semanas. Que mudava inclusive a definição de público-alvo e o mercado de atuação da empresa, tornando tudo ainda maior e mais rentável.

Muito bem, voltamos ao trabalho depois desta segunda reunião, que durou umas quatro horas. Uma semana depois, fomos apresentar nossas idéias. Antes mesmo que pudéssemos começar, eles já nos avisaram, de um modo ético e preocupado: “Olha, antes de ver o que vocês têm pra nós, já temos que avisar que mudou muita coisa desde que falamos. Vamos ver o trabalho de vocês, mas de qualquer modo, vamos precisar de muitos ajustes porque mudou quase tudo”.

Bem, acho que neste ponto você já adivinhou o que aconteceu depois: pelos próximos quatro meses nós criamos nomes, marcas, conceitos, folders e roteiros de filmes. Quinzenalmente, aprestávamos novas visões que deveriam traduzir a grandeza do que a empresa estava fazendo. Em cada uma das reuniões, conhecíamos novos planos, cada vez mais complexos e ambiciosos. Uma das últimas apresentações que fizemos aconteceu na sede da empresa, onde em seguida houve uma festa para comemorar o início do funcionamento da versão de teste da tecnologia na qual eles estavam trabalhando durante esses quatro meses.

Testes internos, apenas, nada para o mercado, ainda. Durante a festa, houve discursos animadíssimos dos diretores. O investidor não estava lá, mas mandou lembranças: mais precisamente, duas lembranças, sob a forma de automóveis zero quilômetro, um para o criador do software, outro para o diretor de marketing (eu avisei: aqueles eram os tempos!).

Para resumir: a tecnologia deles era, mesmo fantástica e me lembra até hoje muito do que o Google vem fazendo. Eles tinham isso nas mãos antes da patente do sistema do Google. Mas eles não conseguiram decidir por um plano de ação! Não conseguiram definir uma estratégia única. Não conseguiram fechar o foco e colocar algo no mercado. Se você se lembra do início do Google, ele era “apenas” um sistema de busca mais eficiente. Hoje, é também um sistema de mapas, planilhas, agenda e outros aplicativos excelentes baseados em informação na web. E essa foi exatamente a diferença.

Acredito que muito mais do que estar baseado no Brasil, enquanto o Google estava baseado em Stanford; foi a decisão de dar uma forma simples, “é um mecanismo de busca – melhor que os outros” que fez a diferença entre o Google que nós usamos hoje e o Google-que–poderia-ter-sido. Poderia ter sido brasileiro. Se tivesse havido foco, decisão. Simplificação. Se houvesse sido lançado, mesmo que ainda não fosse perfeito. Porque as pessoas iriam começar a usar. E ele passaria a existir.

Porque inovação é resultado, é face pública, é o que as pessoas vêem e usam. O Google deixou de ser um projeto da Universidade de Stanford e virou um produto e uma grande companhia porque se tornou, rapidamente, um produto inovador e melhor que os outros – e tudo isso aconteceu porque ele foi colocado na web – no mercado, por assim dizer.

O que aconteceu com a empresa start-up? Ela seguiu pesquisando e aperfeiçoando seu incrível produto por mais e mais meses. Eventualmente, ela aprovou um dos nomes e logotipos que criamos e imprimiu cartões de visita. Mas o tempo foi fatal: veio o estouro da bolha da internet. Os investidores encolheram. O capital de risco desapareceu. A falta de capital obrigou o desmantelamento da equipe e eliminou os investimentos destinados a divulgar a novidade. E no fim, o produto nunca foi lançado. Enquanto isso, em Stanford, Larry Page recebeu a patente do sistema Google. E o mundo das buscas on-line nunca mais foi o mesmo.



Por Paulo Ferreira (publicitário, escritor, roteirista, músico e compositor, atua como consultor especialista em Gestão Estratégica de Negócios. E-mail: paulo.ferreira@wasaby.com.br)
HSM Online
24/07/2009

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Cada vez mais vigiado, Google diz que não é tão grande

Miguel Helft

O Google responde por cerca de dois terços do total de buscas realizadas na internet. Controla o maior dos sites de vídeo, o YouTube, cuja popularidade supera em mais de 10 vezes a de seu concorrente mais próximo. E, no ano passado, a empresa faturou quase US$ 22 bilhões com publicidade, valor superior ao de qualquer outra empresa mundial no ramo da mídia. Dadas todas essas riquezas, e muitas outras, como é que se pode considerar o Google uma empresa relativamente pequena, vulnerável à competição e sujeita a viradas radicais de destino a qualquer momento? Dana Wagner não demora em oferecer sua explicação.

Wagner, que é diretor jurídico do Google para assuntos de concorrência, enfrenta a hercúlea tarefa de convencer o mundo de que a empresa para a qual trabalha está longe de ocupar posição inabalável. "A concorrência está a apenas um clique de distância", alega Wagner.

A frase é parte de um discurso de campanha que ele já pronunciou no Vale do Silício, em Nova York e em Washington, repetindo a mesma ladainha nos últimos meses diante de jornalistas, estudiosos de questões jurídicas assessores do Congresso, organizações setoriais e qualquer outra pessoa ou órgão que possa influenciar a opinião pública com relação ao Google. "Participamos de um setor que está sempre sujeito a perturbações, e não podemos considerar nada como permanente ou garantido", ele afirma.

O Google iniciou essa ofensiva de relações públicas porque está em meio a um traiçoeiro rito de passagem que as empresas de tecnologia poderosas sempre precisam enfrentar: as autoridades regulatórias agora observam com atenção todos os seus movimentos, como fizeram no passado com companhias como a AT&T, IBM, Intel e Microsoft. Alguns analistas afirmam que a oposição do governo, nos Estados Unidos ou na Europa, pode representar maior ameaça ao sucesso continuado do Google do que as ações de qualquer concorrente empresarial.

O Departamento da Justiça dos Estados Unidos torpedeou uma importante parceria que deveria ter entrado em vigor entre o Google e o Yahoo, em novembro, devido a preocupações de que ela poderia cimentar o domínio do Google sobre o mercado e restringir a competição. O departamento também está examinando as práticas de contratação do Google e de outras empresas de tecnologia, e investigando o acordo extrajudicial que pôs fim a um processo judicial coletivo entre o Google e organizações que representam escritores e editoras norte-americanos. A Comissão Federal do Comércio está avaliando as conexões que existem entre os integrantes dos conselhos do Google e da Apple.

Nenhuma dessas investigações têm por alvo a publicidade, que serve como núcleo das operações do Google. E ao contrário de alguns gigantes da tecnologia no passado, o Google até agora não foi acusado de utilizar táticas prejudiciais aos concorrentes. Mas as investigações e as queixas dos competidores e críticos forçam a empresa a se esforçar para negar a ideia de que tem o mercado sob controle, ainda que sua parcela das transações de publicidade vinculada a buscas não pare de crescer.

Muita gente não se conforma, especialmente diante da alegação de que o Google é uma empresa relativamente pequena em um mercado gigantesco. "Eles descrevem a situação que vivem no mercado com uma espécie de aura de conto de fadas que não reflete o domínio que exercem sobre setores chave", disse Jeff Chester, diretor executivo do Centro pela Democracia Digital. "As buscas do Google são um instrumento de publicidade obrigatório para todos os anunciantes do mundo".

A Microsoft prefere não comentar sobre os esforços de seu maior rival. Mas durante uma apresentação de Wagner a jornalistas, em San Francisco, no mês passado, representantes do departamento de relações públicas da Microsoft, que conheciam com antecedência o conteúdo da fala de Wagner, estavam enviando e-mails a repórteres nos quais refutavam alguns dos principais argumentos do palestrante, que teve de responder a uma série de perguntas rabugentas.

A preocupação do mercado quanto ao poder que o Google veio a adquirir não é novidade. Mas alguns especialistas afirmam que a sequência de manchetes sobre investigações antitruste pode macular a imagem do Google junto aos consumidores, que em geral ainda consideram a empresa, e sua lista crescente de serviços online gratuitos e inovadores, de maneira positiva.

"Nenhuma empresa, quer se trate do Google, da Microsoft ou de qualquer outra companhia, deseja ser retratada de maneira negativa", disse David Yoffie, professor na escola de administração de empresas da Universidade Harvard. "O Google está absolutamente certo em estar preocupado, preparado, até mesmo paranóico, e em reagir da maneira devida".

Kent Walker, o vice-presidente do Google para assuntos jurídicos, disse que a empresa já esperava que seu sucesso resultasse em maior atenção à maneira pela qual opera. "O objetivo de nossas apresentações não é encantar as pessoas, mas basicamente explicar como funcionam os nossos negócios", disse. "Acreditamos que temos uma história forte a contar".

A tarefa de contar essa história terminou atribuída em larga medida a Wagner, 33, um homem de aparência juvenil cuja experiência anterior de trabalho foi como advogado na divisão antitruste do Departamento da Justiça. Ele não hesita em utilizar termos como "esquisito" e "bizarro", acompanhados por um sorriso desajeitado, ao discutir questões jurídicas e econômicas complexas. Ao contrário do que acontecia uma década atrás quando das investigações sobre a Microsoft, cujos executivos mal conseguiam ocultar seu desdém pelas autoridades regulatórias, Wagner fala em tom deferente sobre os seus antigos colegas no Departamento da Justiça.

"Eles certamente estão preocupados em fazer o melhor pelos usuários, pelos consumidores", afirma. "Minha empresa também está preocupada em fazer o melhor pelos usuários e consumidores".

O trabalho de Wagner não vem sendo fácil. Os slides que utiliza em sua apresentação estão em circulação há tanto tempo que a Consumer Watchdog, uma organização de defesa do consumidor que critica o Google, já postou em seu site uma versão anotada do material, na qual contesta praticamente todas as alegações do Google.

Por exemplo, em um slide que menciona elogios de um grupo de pressão a algumas das práticas do Google para proteger a privacidade dos usuários, a organização menciona quatro outros grupos que criticam a empresa pelo volume imenso de informações que recolhe quanto aos consumidores.

Wagner, para surpresa de ninguém, contesta essa interpretação do Google como um monopólio inabalável; A empresa obteve a posição de mercado de que desfruta ao oferecer produtos superiores, e poderia perdê-la rapidamente caso deixe de apresentar inovações, ele afirma. E ao contrário de empresas que dominaram eras passadas da computação, o Google facilita para os usuários a substituição de seus serviços pelos de rivais.

Um argumento central na posição defendida por Wagner é o de que o Google é uma empresa relativamente pequena operando em um mercado imenso, no qual seus concorrentes não apenas outros serviços de busca ou nem mesmo outros sites. O Google diz que disputa usuários contra sites tão distintos quanto a Amazon.com, webMD e Wikipédia, e verbas publicitárias com veículos como a televisão, rádio, mídia impressa, publicidade de rua e em embalagens de produtos.

Gregory Rosston, economista da Universidade Stanford que já assistiu a uma apresentação de Wagner, afirma que outras companhias que enfrentavam dificuldades junto às autoridades antitruste já haviam recorrido sem sucesso ao mesmo tipo de argumento.

"Quando empresas tentaram argumentar que a televisão, os jornais e os outdoors são parte do mesmo mercado publicitário que o rádio, por exemplo, o Departamento da Justiça e os tribunais não se deixaram convencer", afirma Rosston. "Isso posto, a internet realmente mudou as coisas, e pode ser que eles consigam defender esse argumento, agora".

O fato de que as dificuldades entre o Google e o governo tenham surgido nos últimos meses surpreendeu alguns analistas, porque a empresa e seus executivos são vistos como próximos ao governo do presidente Barack Obama.

Eric Schmidt, o presidente-executivo do Google, fez campanha por Obama, foi assessor da equipe de transição presidencial e hoje integra o conselho de consultoria sobre ciência e tecnologia da Casa Branca. Alguns antigos funcionários do Google conseguiram cargos importantes no novo governo.

Mas esses relacionamentos não parecem ter ajudado o Google com as autoridades regulatórias, ou ao menos não até agora. No entanto, oferecem nova causa de preocupação para os críticos do Google, que temem que a empresa venha a conquistar influência indevida sobre áreas estratégicas importantes, como a regulamentação da privacidade online.

Wagner afirma que alguns dos rivais de sua companhia, a exemplo da Microsoft e da AT&T, são não apenas muito maiores que o Google mas também gastam muito mais dinheiro em lobbies do que é o caso de sua companhia.

Embora o setor seja volátil e competitivo, Wagner afirma que se sente gratificado pelo sucesso que o Google conquistou. "Sabemos que há muita gente que utiliza nossos serviços para realizar buscas, e isso nos causa muito orgulho", diz. "Não estamos pedindo caridade".

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Google confirma problemas em seus serviços

"Shut down" da Google, termo mais buscado no Twitter

14 de Maio, 2009 @ 2:54 PM BRT


A Google confirmou que o acesso à alguns de seus serviços estavam interrompidos para alguns usuários durante a manhã de hoje. Esta confirmação vem depois de estar a circular notícias principalmente nas redes sociais como o Twitter, de que as pessoas não podiam aceder ao Google News (Google Notícias), Gmail, Google Apps e até Google.com.


"Estamos conscientes de que alguns usuários estão tendo tendo problemas em aceder a alguns serviços da Google," disse Gabriel Stricker, porta-voz da Google, num email. "Estamos a cuidar disso, e vamos dizer alguma coisa em breve."


As causas do problema não estão claras, mas alguns relatórios dizem que as falhas foram generalizadas. No Twitter, o termo "#googlefail" estava no topo dos termos mais buscados, indicando que muitos usuários estavam fazendo o post sobre o problema do Google.


Enquanto isso a CNet reportou que o problema pareceu ter afetado usuários do mundo inteiro. Outros relatórios sugeriram que as falhas estariam ligadas a específicas provedores de internet como o AT&T e outros.


Google sugeriu no seu dashboard que o problema tinha sido resolvido e os serviços já se encontravam operacionais.

This article is copyrighted by the IBTimes.
http://br.ibtimes.com/articles/20090514/google-confirma-problemas-seus-servi-ccedil-shut-down-google-termo-mais-buscado-twitter.htm

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Google sofre pane internacional

Por PC World/EUA
Publicada em 14 de maio de 2009 às 16h10
Atualizada em 15 de maio de 2009 às 09h39

São Francisco – Usuários nos EUA, China, Austrália e França relatam problemas em acessar serviços.

O Google se recuperou de uma pane generalizada que atingiu vários serviços seus em diferentes mercados pelo mundo nesta quinta-feira (14/05).

Serviços do Google, como buscador, Gmail, Maps e Apps, se tornaram inacessíveis principalmente apra usuários dos Estados Unidos, mas também para outras localidades pelo mundo, entre 9h45 e 13h20 desta quinta, pelo horário de Brasília.

O Google confirma problemas enfrentados na China, Austrália e França. O Google Brasil não sabe dizer se a pane atingiu os brasileiros.

"A questão afetando alguns serviços do Google foi resolvida. Lamentamos pela inconveniência e divulgaremos mais detalhes em breve", afirma nota divulgada pelo buscador.

O vice-presidente sênior de operações, Urs Hoelzle, afirmou que a instabilidade foi causada por um congestionamento de tráfego em roteadores na Ásia após o Google começar a redirecionar usuários de seus serviços pela região por um erro na rede.

"Como resultado, cerca de 14% dos nossos usuários experimentaram lentidões ou mesmo interrupções de serviços. Sentimos pelo que aconteceu e você pode ter certeza de que trabalharemos ainda mais forte para garantir que problemas similares não aconteçam de novo", afirma o post no blog oficial do Google.


Na primeira semana de maio, alguns usuários relataram problemas para acessar serviços do Google, como Reader, Gmail e Maps, além da própria ferramenta de busca, no Brasil.

Com os problemas resolvidos, o Google Brasil firmou que uma manutenção de rotina afetou alguns roteadores, "o que causou impacto no tráfego de parte dos usuários brasileiros, limitando acesso aos serviços da empresa por alguns instantes".

Twitter
Usuários do microblog Twitter, no entanto, estão atualizando o status da paralisação no Google pela tag '#googlefail'. No microblog há uma série de depoimentos de pessoas que estão sem acesso ao Gmail, à página inicial do Google, aos serviços Google News, Google Reader, YouTube, Google Analytics, Maps e Docs.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Blog diz que YouTube dará prejuízo ao Google

por Eric Zeman | InformationWeek Brasil

14/04/2009

Citando levantamento do Credit Suisse, autor do post informa que perdas com o serviço chegariam a US$ 471 milhões em 2009


O Google ainda não recuperou o valor investido na compra do YouTube, informou blog da InformationWeek EUA. De acordo com o Credit Suisse, cita o post, o YouTube levará do Google cerca de US$ 711 milhões em custos operacionais, enquanto a receita com publicidade deverá render, pelas projeções, US$ 240 milhões.

A analista de TI Carmi Levy pontuou algumas questões sobre o futuro do YouTube com o Google. Veja algumas delas:

- O YouTube tem custo operacional elevado

- O YouTube não traz muita receita se comparado com os custos operacionais

- Maioria das ações para alavancar a receita falhou

Com tantos pontos contrários, fica difícil ver um motivo para que o Google queira continuar rodando o serviço. Acordos com reconhecidos provedores de conteúdo, como Disney e Universal Music Group, podem fazer com que o YouTube se converta em um serviço lucrativo no futuro.

Hulu.com é um bom exemplo de sucesso nessa área de vídeos na web. O site hospeda conteúdo de cinema e televisão da Fox, NBC e outras emissoras e tem atraído anunciantes. O Google parece estar levando o YouTube para a mesma direção, mas há um longo caminho a percorrer.

Com o YouTube dando prejuízo de US$ 471 milhões para os cofres do Google neste ano, não deve demorar para que acionistas comecem a questionar e demandar respostas para a situação.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Google negocia aquisição do Twitter

Por Redação do IDG Now!
Publicada em 03 de abril de 2009 às 08h44
Atualizada em 03 de abril de 2009 às 09h41

São Paulo - Negócio envolveria valor em dinheiro e em ações, diz blog TechCrunch.O Google está discutindo uma possível aquisição do Twitter, segundo fontes ouvidas pelo blog TechCrunch, de acordo com post publicado nesta sexta-feira (03/04).

Caso a negociação se confirme e avance, o Google oferecerá dinheiro e/ou ações públicas próprias como forma de pagamento, afirmam as fontes. Os envolvidos não souberam citar o preço discutido.

No final de 2008, o Facebook tentou comprar o Twitter por um preço estimado de meio bilhão de dólares, mas as negociações não avançaram. O pagamento seria feito em participação na rede social.

As duas pessoas próximas ao negócio afirmam que as negociações estão em estágio avançado, muito embora o blog admita ter ouvido uma terceira fonte que afirma que o processo ainda está no seu início.

Além da compra, ambas as companhias pleiteiam também a possibilidade de trabalharem juntas em um sistema de busca em tempo real.

Caso as fontes do TechCrunch estejam certas, essa seria o segundo produto criado por Evan Willians que o Google compraria - o primeiro foi a plataforma de blogs Blogger, adquirida em 2003.