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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
O que 7 gigantes da web estão fazendo para adotar o IPv6
Por Network World/EUA
Publicada em 05 de fevereiro de 2010 às 07h00
Google, Microsoft, Twitter, Facebook, eBay, Yahoo e Wikipedia sofrem cada vez mais pressão para se adequar ao novo protocolo da internet.
Cresce a pressão para que os sites mais populares da internet integrem suas redes ao IPv6, o tão aguardado upgrade do principal protocolo da internet, que atualmente está na versão 4.
E essa pressão foi elevada em mais um grau esta semana, com a notícia de que o Google ativou o suporte ao IPv6 para o site de vídeos YouTube. O Google já oferece acesso IPv6 a seu site de buscas e a muitos outros serviços da web.
Conteúdo pronto para o IPv6 é "uma das coisas que precisamos ter", diz Timothy Winters, um gerente sênior do Laboratório de Interoperabilidade da Universidade de New Hampshire, que testa produtos IPv6. "Com todas essas redes de banda larga sem fio migrando para o IPv6, os provedores de conteúdo não têm escolha a não ser criar conteúdo móvel e oferecê-lo em IPv6".
Winters lembra que o recente anúncio da operadora americana Comcast, de que está efetuando testes com o IPv6, é outro sinal de que é hora de os sites populares oferecer suporte ao IPv6.
"Estamos começando a ver grandes sites adotando o IPv6", conta Winters, que lembra que a empresa de aluguel de vídeos online Netflix fez uma demonstração de uso de IPv6 no ano passado. "É muito fácil ativar o suporte ao IPv6 em um servidor web... O maior problema está no software cliente. É por isso que muitos sites, como o Google e o Netflix, criam instalações IPv6 à parte. Se você tem um endereço IPv6, é para eles que você vai, porque as empresas não querem que o site fique lento."
O eBay, por exemplo, já roda IPv6 em laboratório e planeja estender o novo protocolo a sua rede corporativa interna ainda este ano. Já o site público eBay será atualizado para uma solução 'dual-stack', de combinação de protocolos IPv6 e IPv4, em 2011.
Próxima geração
"O IPv6 é a próxima geração. É o futuro da internet, pelo menos para aquelas pessoas que querem ver a internet continuar a crescer e que querem fazer parte de sua infraestrutura", diz Peter Manzella, diretor sênior de serviços globais de rede do eBay. "É óbvio que estamos nessa."
Manzella diz que até agora a equipe de serviços de rede do eBay não enfrentou problemas nos testes com o IPv6.
"Não esperamos ter dificuldades", diz. "Precisamos é entender o IPv6. Queremos nos certificar de que a transição, quando ocorrer, será transparente... Há algumas questões de segurança que precisamos testar... Precisamos tomar as precauções necessárias para garantir que nossa comunidade terá uma experiência segura no site."
O IPv6 resolve um sério problema que ISPs e outros operadores de rede têm de enfrentar desde já: a escassez de endereços IPv4. As combinações de endereços deverão se esgotar definitivamente em 2012. Em janeiro de 2010, menos de 10% dos endereços possíveis estavam livres para uso.
O IPv4 usa endereços de 32 bits, o que permite cerca de 4,3 bilhões de dispositivos endereçáveis na internet. Já o IPv6, por sua vez, usa endereços de 128 bits, e pode abarcar tantos dispositivos que somente uma expressão matemática - 2 elevado à potência de 128 - pode quantificar seu tamanho.
John Curran, presidente e CEO da American Registry for Internet Numbers (ARIN), conclama os sites web a habilitarem o acesso IPv6 em suas instalações até 1.º de janeiro de 2010. A ARIN distribui intervalos de endereçamento IPv4 e IPv6 a provedores de internet na América do Norte.
Saiba o que sete dos principais domínios da internet estão fazendo em relação ao IPv6.
1. Google
Líder absoluto na adoção do IPv6, o Google ativou o protocolo em seus produtos Search, Alerts, Docs, Finance, Gmail, Health, iGoogle, News, Reader, Picasa, Maps, Wave, Chrome e Android. Na semana passada, o Google ativou o suporte a IPv6 ao YouTube. Engenheiros do Google disseram que a empresa quer ter todo seu conteúdo pronto para o IPv6 quando os provedores de internet começarem a atribuir endereços IPv6 a seus clientes.
2. Facebook
Com mais de 350 milhões de usuários ativos - 65 milhões deles acessando o site por meio de dispositivos móveis - o Facebook está planejando a adoção de IPv6 nativo em seu backbone. O Facebook diz querer suportar tanto clientes IPv4 como IPv6. Um porta-voz da empresa disse que o Facebook "espera suportar totalmente as requisições nativas IPv6 provenientes de usuários entre junho e julho de 2010."
3. eBay
Líder em comércio eletrônico, o eBay mantém uma instalação IPv6 em operação em seu laboratório, e vai levar o protocolo a sua rede corporativa interna nos próximos seis ou oito meses, diz Manzella. "Em relação ao site eBay.com, nós daremos início a uma abordagem em etapas para migrar para o IPv6 no fim deste ano", diz. "O trabalho deverá ser finalizado no meio do ano que vem."
4. Yahoo
O Yahoo é um participante ativo da comunidade IPv6, que discute o tema nos encontros da Internet Society e do Grupo de Operadores de Rede da América do Norte (Nanog, na sigla em inglês). A empresa começou o pareamento de IPv6 ao redor do mundo com vários provedores de internet. A empresa ainda não abriu o acesso IPv6 aos usuários, mas um porta-voz da empresa disse que o portal planeja ativar o IPv6 "tão cedo quanto possível".
5. Microsoft
A Microsoft opera dois dos sites mais populares da internet: o Windows Live (que inclui o serviço de busca Bing) e a Microsoft Network, também conhecida como MSN. Apesar de a Microsoft não ter respondido a nossas perguntas sobre quando os dois sites serão habilitados para o IPv6, pudemos descobrir que havia tráfego IPv6 vindo dos números de sistema autônomo que congregam esses sites. Também descobrimos que a Microsoft se engajou em acordos de pareamento IPv6 com pelo menos nove operadoras ao redor do mundo, incluindo a Hurricane Electric, a rede de backbone IPv6 líder da internet.
6. Wikipedia
A enciclopédia online gratuita não revelou quando seu site vai suportar IPv6. Mas a Wikipedia habilitou o IPv6 em seu servidor de e-mail e em sua aplicação de rastreamento de bugs em 2008. Outros serviços, como lists.wikimedia.org, svn.wikimedia.org e download.wikimedia.org, também podem ser encontrados via IPv6. Há três anos, em 2006, a Wikipedia ativou serviços IPv6, mas decidiu desligá-los por causa de problemas de desempenho.
7. Twitter
O Twitter não comentou seus planos para IPv6. Em agosto de 2009, 19% dos americanos disseram usar o Twitter, de acordo com pesquisa da Pew Internet Life. Esses usuários usam mais dispositivos móveis que a média dos usuários da internet - 40% deles acessam a internet via celulares e smartphones. Com base nessa estatística, conclui-se que o Twitter está sob intensa pressão para oferecer suporte a IPv6 antes que as operadoras como a Verizon nos EUA coloquem em operação suas redes móveis de próxima geração, que vão demandar suporte a IPv6.
(Carolyn Duffy Marsan)
Publicada em 05 de fevereiro de 2010 às 07h00
Google, Microsoft, Twitter, Facebook, eBay, Yahoo e Wikipedia sofrem cada vez mais pressão para se adequar ao novo protocolo da internet.
Cresce a pressão para que os sites mais populares da internet integrem suas redes ao IPv6, o tão aguardado upgrade do principal protocolo da internet, que atualmente está na versão 4.
E essa pressão foi elevada em mais um grau esta semana, com a notícia de que o Google ativou o suporte ao IPv6 para o site de vídeos YouTube. O Google já oferece acesso IPv6 a seu site de buscas e a muitos outros serviços da web.
Conteúdo pronto para o IPv6 é "uma das coisas que precisamos ter", diz Timothy Winters, um gerente sênior do Laboratório de Interoperabilidade da Universidade de New Hampshire, que testa produtos IPv6. "Com todas essas redes de banda larga sem fio migrando para o IPv6, os provedores de conteúdo não têm escolha a não ser criar conteúdo móvel e oferecê-lo em IPv6".
Winters lembra que o recente anúncio da operadora americana Comcast, de que está efetuando testes com o IPv6, é outro sinal de que é hora de os sites populares oferecer suporte ao IPv6.
"Estamos começando a ver grandes sites adotando o IPv6", conta Winters, que lembra que a empresa de aluguel de vídeos online Netflix fez uma demonstração de uso de IPv6 no ano passado. "É muito fácil ativar o suporte ao IPv6 em um servidor web... O maior problema está no software cliente. É por isso que muitos sites, como o Google e o Netflix, criam instalações IPv6 à parte. Se você tem um endereço IPv6, é para eles que você vai, porque as empresas não querem que o site fique lento."
O eBay, por exemplo, já roda IPv6 em laboratório e planeja estender o novo protocolo a sua rede corporativa interna ainda este ano. Já o site público eBay será atualizado para uma solução 'dual-stack', de combinação de protocolos IPv6 e IPv4, em 2011.
Próxima geração
"O IPv6 é a próxima geração. É o futuro da internet, pelo menos para aquelas pessoas que querem ver a internet continuar a crescer e que querem fazer parte de sua infraestrutura", diz Peter Manzella, diretor sênior de serviços globais de rede do eBay. "É óbvio que estamos nessa."
Manzella diz que até agora a equipe de serviços de rede do eBay não enfrentou problemas nos testes com o IPv6.
"Não esperamos ter dificuldades", diz. "Precisamos é entender o IPv6. Queremos nos certificar de que a transição, quando ocorrer, será transparente... Há algumas questões de segurança que precisamos testar... Precisamos tomar as precauções necessárias para garantir que nossa comunidade terá uma experiência segura no site."
O IPv6 resolve um sério problema que ISPs e outros operadores de rede têm de enfrentar desde já: a escassez de endereços IPv4. As combinações de endereços deverão se esgotar definitivamente em 2012. Em janeiro de 2010, menos de 10% dos endereços possíveis estavam livres para uso.
O IPv4 usa endereços de 32 bits, o que permite cerca de 4,3 bilhões de dispositivos endereçáveis na internet. Já o IPv6, por sua vez, usa endereços de 128 bits, e pode abarcar tantos dispositivos que somente uma expressão matemática - 2 elevado à potência de 128 - pode quantificar seu tamanho.
John Curran, presidente e CEO da American Registry for Internet Numbers (ARIN), conclama os sites web a habilitarem o acesso IPv6 em suas instalações até 1.º de janeiro de 2010. A ARIN distribui intervalos de endereçamento IPv4 e IPv6 a provedores de internet na América do Norte.
Saiba o que sete dos principais domínios da internet estão fazendo em relação ao IPv6.
1. Google
Líder absoluto na adoção do IPv6, o Google ativou o protocolo em seus produtos Search, Alerts, Docs, Finance, Gmail, Health, iGoogle, News, Reader, Picasa, Maps, Wave, Chrome e Android. Na semana passada, o Google ativou o suporte a IPv6 ao YouTube. Engenheiros do Google disseram que a empresa quer ter todo seu conteúdo pronto para o IPv6 quando os provedores de internet começarem a atribuir endereços IPv6 a seus clientes.
2. Facebook
Com mais de 350 milhões de usuários ativos - 65 milhões deles acessando o site por meio de dispositivos móveis - o Facebook está planejando a adoção de IPv6 nativo em seu backbone. O Facebook diz querer suportar tanto clientes IPv4 como IPv6. Um porta-voz da empresa disse que o Facebook "espera suportar totalmente as requisições nativas IPv6 provenientes de usuários entre junho e julho de 2010."
3. eBay
Líder em comércio eletrônico, o eBay mantém uma instalação IPv6 em operação em seu laboratório, e vai levar o protocolo a sua rede corporativa interna nos próximos seis ou oito meses, diz Manzella. "Em relação ao site eBay.com, nós daremos início a uma abordagem em etapas para migrar para o IPv6 no fim deste ano", diz. "O trabalho deverá ser finalizado no meio do ano que vem."
4. Yahoo
O Yahoo é um participante ativo da comunidade IPv6, que discute o tema nos encontros da Internet Society e do Grupo de Operadores de Rede da América do Norte (Nanog, na sigla em inglês). A empresa começou o pareamento de IPv6 ao redor do mundo com vários provedores de internet. A empresa ainda não abriu o acesso IPv6 aos usuários, mas um porta-voz da empresa disse que o portal planeja ativar o IPv6 "tão cedo quanto possível".
5. Microsoft
A Microsoft opera dois dos sites mais populares da internet: o Windows Live (que inclui o serviço de busca Bing) e a Microsoft Network, também conhecida como MSN. Apesar de a Microsoft não ter respondido a nossas perguntas sobre quando os dois sites serão habilitados para o IPv6, pudemos descobrir que havia tráfego IPv6 vindo dos números de sistema autônomo que congregam esses sites. Também descobrimos que a Microsoft se engajou em acordos de pareamento IPv6 com pelo menos nove operadoras ao redor do mundo, incluindo a Hurricane Electric, a rede de backbone IPv6 líder da internet.
6. Wikipedia
A enciclopédia online gratuita não revelou quando seu site vai suportar IPv6. Mas a Wikipedia habilitou o IPv6 em seu servidor de e-mail e em sua aplicação de rastreamento de bugs em 2008. Outros serviços, como lists.wikimedia.org, svn.wikimedia.org e download.wikimedia.org, também podem ser encontrados via IPv6. Há três anos, em 2006, a Wikipedia ativou serviços IPv6, mas decidiu desligá-los por causa de problemas de desempenho.
7. Twitter
O Twitter não comentou seus planos para IPv6. Em agosto de 2009, 19% dos americanos disseram usar o Twitter, de acordo com pesquisa da Pew Internet Life. Esses usuários usam mais dispositivos móveis que a média dos usuários da internet - 40% deles acessam a internet via celulares e smartphones. Com base nessa estatística, conclui-se que o Twitter está sob intensa pressão para oferecer suporte a IPv6 antes que as operadoras como a Verizon nos EUA coloquem em operação suas redes móveis de próxima geração, que vão demandar suporte a IPv6.
(Carolyn Duffy Marsan)
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Menos pessoal, Twitter muda slogan
Guilherme Pavarin, de INFO Online
Sexta-feira, 20 de novembro de 2009 - 13h25
SÃO PAULO – O Twitter não pergunta mais o que você está fazendo. Agora, o novo slogan do serviço de microblog mais popular da internet questiona: “O que está acontecendo?”.
A mensagem figura no site desde o fim da tarde de ontem, quando Biz Stone, co-fundador do Twitter, publicou um comunicado aberto à comunidade de usuários, explicando as razões da mudança.
“O modelo aberto do Twitter criou um novo tipo de rede de informação e ultrapassou o conceito de atualizações pessoais. Hoje, o Twitter ajuda você a compartilhar e descobrir o que está acontecendo entre todas as coisas, pessoas e eventos que gosta”, escreveu.
Tão logo concluiu: “’O que você está fazendo’ não é mais a pergunta certa”.
Com a nova definição, a interação do usuário não irá mudar em nada, diz Stone. Para ele, o único intuito é fazer com que a rede seja auto-explicativa para quem não conhece o serviço.
“Talvez isso (a mudança de slogan) faça com que seja mais fácil de explicar ao seu pai”, brincou.
Ainda no campo das mudanças do Twitter, no mesmo dia, a equipe do site anunciou que os usuários do mundo todo já receberam a ferramenta para retuitar.
Sexta-feira, 20 de novembro de 2009 - 13h25
Biz Stone, co-fundador do Twitter: site continua sua cruzada para se tornar mais compreensível aos que não o conhecem
SÃO PAULO – O Twitter não pergunta mais o que você está fazendo. Agora, o novo slogan do serviço de microblog mais popular da internet questiona: “O que está acontecendo?”.
A mensagem figura no site desde o fim da tarde de ontem, quando Biz Stone, co-fundador do Twitter, publicou um comunicado aberto à comunidade de usuários, explicando as razões da mudança.
“O modelo aberto do Twitter criou um novo tipo de rede de informação e ultrapassou o conceito de atualizações pessoais. Hoje, o Twitter ajuda você a compartilhar e descobrir o que está acontecendo entre todas as coisas, pessoas e eventos que gosta”, escreveu.
Tão logo concluiu: “’O que você está fazendo’ não é mais a pergunta certa”.
Com a nova definição, a interação do usuário não irá mudar em nada, diz Stone. Para ele, o único intuito é fazer com que a rede seja auto-explicativa para quem não conhece o serviço.
“Talvez isso (a mudança de slogan) faça com que seja mais fácil de explicar ao seu pai”, brincou.
Ainda no campo das mudanças do Twitter, no mesmo dia, a equipe do site anunciou que os usuários do mundo todo já receberam a ferramenta para retuitar.
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Google diz que tuítes estarão em suas buscas
Google não quis ficar atrás do Bing e anunciou acordo no mesmo dia: Twitter invade os sites de busca
Guilherme Pavarin, de INFO Online
Quinta-feira, 22 de outubro de 2009 - 08h55
SÃO PAULO – O Google anunciou, há pouco, uma parceria com a rede de microblog Twitter a fim de inserir todos os tuítes não-privados em suas buscas.
Passada pela vice-presidente dos produtos de busca e experiência do usuário, Marissa Mayer, a notícia eclodiu na rede horas depois que a Microsoft consumou um acordo entre seu site de buscas Bing e o Twitter.
Segundo Marissa, a vantagem da sociedade entre os sites está nas buscas em tempo real, que pode vir a ser uma fonte de informação valiosa para saber o que acontece pelo mundo.
“Desta forma, na próxima vez que você procurar por algo poderá ser auxiliado por uma observação em tempo real, por exemplo, as condições de neve no seu resort favorito de esqui, você vai encontrar tuítes de outros usuários que estão lá e compartilham as últimas e melhores informações”, escreveu, no blog oficial do Google.
A vice-presidente das buscas do Google também salientou que, nos próximos meses, o site de buscas da empresa terá um produto que mostrará como pesquisar melhor por conteúdos do Twitter.
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Mídias sociais: inteligência & tecnologia
O Seminário INFO – Twitter, Orkut e Flickr, realizado dia 21 de setembro, não cumpriu tudo o que havia prometido, ou seja, mostrar o impacto dessas novas mídias nos negócios: o Flickr, por exemplo, não foi praticamente mencionado e o Orkut foi tratado de forma apenas numérica. Esperamos que, num próximo seminário, sejam abordados o perfil e as características de cada mídia, com foco na qualidade. No entanto, os dez painéis de discussão conseguiram gerar um debate instigante. Algumas personalidades se destacaram, como os supertuiteiros Marcelo Tas, sempre inteligente em suas colocações, e Camila Menezes, jornalista e filha do técnico do Corínthians, Mano Menezes.
O diretor geral para o Google Brasil, Alex Dias, afirmou o que outros palestrantes também colocaram: “Se a sua empresa não integra uma rede social, saiba que os consumidores já falam dela por lá”. Essa é uma realidade à qual muitas empresas resistem e elas precisam acordar para a realidade. Os números por ele apresentados são astronômicos: 1,6 bilhões de pessoas já estão conectadas no planeta e a cada ano ingressam mais 300 milhões. O Orkut no mundo já conta com 60 milhões de perfis, sendo metade – pasme! – no Brasil. Mais extraordinários ainda são os números do Facebook, que conta hoje com 300 milhões de usuários no mundo, tendo aumentado em 100 milhões apenas nos últimos 5 meses. Os perfis do Facebook no Brasil somam ainda 1,3 milhões, números que porém aumentam enormemente a cada dia.
O sucesso dessas novas mídias está na interatividade e em permitir ao consumidor falar o que pensa. Mas todos os palestrantes colocaram que as empresas precisam ter estratégias inteligentes de comunicação com seus clientes e usuários, com base na criatividade voltada para a funcionalidade. Segundo Alex Dias, “a boa notícia é que ainda estamos no começo dessa onda”. Isso é uma vantagem também porque permite melhor monitoramento das ações. Mesmo assim, muitos blogs já influenciam bastante os padrões de consumo. E percebe-se claramente que toda a mídia está, aos poucos, migrando para o online. Um exemplo interessante é o percentual de pessoas que assiste aos telejornais das redes americanas. Em 1990 eram 30%, hoje apenas 16%, “roubados” pelo Youtube, outra mídia que cresce absurdamente. Hoje, um comercial de TV é apenas uma alavanca para a busca de mais informações, na maioria das vezes procuradas... na Internet. Em todo o mundo, o consumidor está cada vez mais exigente, uma característica que afeta todas as classes. Todas as novas mídias tendem a estar sempre mais presentes nos celulares, que, segundo uma pesquisa da China Mobile, 91% dos usuários costumam manter a menos de 1 metro de distância, as 24 horas do dia.
O depoimento de Camila Menezes, filha do técnico corintiano Mano Menezes e jornalista responsável pelo perfil dele no Twitter, foi marcado pela sinceridade e objetividade. Ela revela que seu trabalho foi bem planejado e que o Twitter foi escolhido por ser a ferramenta mais simples e direta de comunicação com os torcedores do time. O blog foi considerado inadequado e, quanto ao Orkut, todos os perfis de Mano Menezes são falsos...
Sem a ajuda de manobras como o Script para angariar seguidores e contando apenas com campanhas promocionais, em apenas quatro meses o perfil de Mano Menezes alcançou o primeiro lugar no Brasil, com mais de 900 mil seguidores. Recentemente, ele perdeu por Luciano Huck, o que não foi problema para Camila, pois sua meta não é o número de seguidores, mas um meio de comunicação direta de Mano com o torcedor. Ela brinca: “Graças a Deus, perdemos para um corintiano”. Um detalhe interessante é que, muitas vezes, a mídia convencional vai buscar notícias no próprio Twitter. Camila cita como exemplo o dia em que a televisão divulgou que Mano estava em sua sala “tomando chimarrão”, informação dada por ele de brincadeira no Twitter.
Um assunto muito importante tratado no seminário foi a questão do monitoramento de comunidades, que está em fase embrionária, mas exige muitos cuidados, pois as redes sociais são repletas de consumidores influenciando outros consumidores. O melhor caminho seria conhecer bem o perfil de cada seguidor, seus hábitos e contatos. Nesse aspecto, um texto pode ser lido por apenas dez pessoas, que porém são seguidas por dez mil... De preferência e dependendo de cada área empresarial, as mídias sociais não devem ser utilizadas para vender produtos, mas para divulgá-los ou promovê-los. É também preciso ter o cuidado de não “plantar” opiniões, como fez um sujeito que declarou em seu twitter que comeu um pão com uma certa margarina e por isso seu dia ficou mais feliz... Toda mentira tem perna curta e se for descoberta pelo usuário pode denegrir a marca.
Carlos Arthur Werner, diretor de marketing da Samsung, diz que as empresas devem experimentar as redes sociais até encontrar a “pepita de ouro”, que pode às vezes partir de uma sugestão dos consumidores para atualizar algum produto ou estratégia, por exemplo, fazer testes online antes de mudar um logo ou o visual de um produto.
Foi frisada também a importância da comunicação interna nas empresas, que deve ser regida pelo bom senso e acompanhada por constante orientação.
O Twitter foi a vedete do seminário, o que provocou também um alerta de Sérgio Gordilho, da agência África, e de outros palestrantes. Para eles, por exemplo, as empresas só devem ter perfil no Twitter se puderem ou estiverem dispostas a ter uma relação totalmente aberta e transparente com seus clientes. Os bancos, por exemplo, estão sujeitos a uma legislação severa e possuem informações confidenciais. Outras empresas, como as operadoras e todas as campeãs de reclamações, devem primeiro melhorar seu relacionamento com os clientes antes de se lançar nas mídias sociais, pois poderão ter muita dor de cabeça. Roberto Aloureiro, da Tecnisa, afirma que “é melhor ficar calado do que dizer besteira”. A partir do momento que a empresa gera um relacionamento, não adiantam respostas evasivas.
Os princípios mais frisados durante o seminário foram sinceridade, honestidade e transparência, aliás bem colocados por Marcelo Tas. No Twitter tudo vem à tona, seja o que as pessoas falam de bom ou de ruim. É necessário saber lidar com as informações e ter sinceridade, esclarecendo, por exemplo, que é impossível responder a todos dentro de um volume enorme de contatos. Marcelo mostra a enorme repercussão do Twitter ao dizer que quando ele surgiu virou notícia, mas hoje a notícia é as pessoas saírem no Twitter, como foi falado no Fantástico sobre um artista global.
Marcelo se preocupa com a liberdade de expressão nas redes sociais, liberdade que é natural nessas mídias, mas que vem sendo ameaçada mais ou menos veladamente por alguns políticos.
Todas as discussões do Seminário podem ser vistas no blog da INFO, inclusive os podcasts já estão disponíveis. Já pensou numa coisa dessas há uns dez anos?...
Fonte: http://blog.araguarieventos.com.br/
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terça-feira, 25 de agosto de 2009
C@ra de um, e-focinho do outro
Se as redes sociais e os serviços de internet fossem alunos de uma universidade, como eles seriam?
A resposta está na ilustração abaixo resgatada pelo blog Mashable. A arte chamada "Internet University Cast " foi publicada em abril pelo cartunista que se identifica como ‘elontirien’ na rede social de arte e design DeviantArt, que também virou personagem.

Enquanto o Google é representado como um personagem maduro, o microblog Twitter aparece como o adolescente da turma. Já o YouTube parece ser o mais rebelde.
fonte: Ideia 2.0
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Como usar o Twitter para resolver um problema com uma empresa
Tem um post muito bacana publicado no The Consumerist chamado "How To Use Twitter To Get A Company To Solve Your Problem". O autor do post sugere alguns simples passos para transformar o twitter numa arma poderosa, para resolver uma eventual novela de reclamações que você esteja vivendo com alguma empresa. E conta um caso muito interessante em relação a HP. 
Diz que um cliente da HP cansou de tentar resolver o problema pelos canais tradicionais de atendimento da empresa. A alternativa foi criar um perfil com o nome " hpdoesntcare" no Twitter e seguir todas as contas ligadas à empresa no mesmo Twitter. A partir daí, começou a enviar mensagens para estas contas documentando as ligações que fazia para a HP. Agiu dessa forma até alguém da empresa dar ouvidos à reclamação e resolver o caso.Interessante, não? E simples!A questão do consumidor insatisfeito é algo que vem mudando radicalmente no mundo das mídias sociais e da web.

Lembro bem, há uma década atrás, quando vivíamos em plena dependência das estatais das telecomunicações. Vários sites na internet bombavam com consumidores insatisfeitos, sendo que um deles virou capa de jornal por diversas vezes, chamava-se EU ODEIO A TELERJ. A estatal carioca de telecomunicações vivia sendo bombardeada pelos seus clientes que não conseguiam ser atendidos em seus pleitos, desde a compra de novas linhas (que na época custavam a bagatela de 5 mil reais por linha na zona sul do Rio de Janeiro) até o simples conserto de uma linha telefônica defeituosa.O mundo de hoje é diferente, a internet é o maior trombone global que existe.Está insatisfeito? Bota a boca no trombone virtual, ou seja, coloca sua reclamação na web. Existem sites e ambientes na internet para isso, as empresas começam a enxergar que a grande rede pode ser uma grande aliada no entendimento das demandas e dos anseios dos consumidores. As empresas que entenderem isso mais rapidamente, com certeza, serão ganhadoras.
Um bom exemplo é o site RECLAME AQUI.
Lançado há cinco anos, o Reclame Aqui já é reconhecido como um canal relevante na defesa do consumidor no Brasil. É independente, sério e transparente. Ou seja, é uma arena para o consumidor insatisfeito. As empresas encontram informação valiosa para entender a cabeça e percepção do consumidor a respeito de suas marcas e produtos.
Por fim, se você deseja saber mais detalhes do caso do cliente insatisfeito com a HP, clique AQUI para acessar uma boa matéria publicada no caderno Digital do O GLOBO.
Fonte: A Quinta Onda

Diz que um cliente da HP cansou de tentar resolver o problema pelos canais tradicionais de atendimento da empresa. A alternativa foi criar um perfil com o nome " hpdoesntcare" no Twitter e seguir todas as contas ligadas à empresa no mesmo Twitter. A partir daí, começou a enviar mensagens para estas contas documentando as ligações que fazia para a HP. Agiu dessa forma até alguém da empresa dar ouvidos à reclamação e resolver o caso.Interessante, não? E simples!A questão do consumidor insatisfeito é algo que vem mudando radicalmente no mundo das mídias sociais e da web.

Lembro bem, há uma década atrás, quando vivíamos em plena dependência das estatais das telecomunicações. Vários sites na internet bombavam com consumidores insatisfeitos, sendo que um deles virou capa de jornal por diversas vezes, chamava-se EU ODEIO A TELERJ. A estatal carioca de telecomunicações vivia sendo bombardeada pelos seus clientes que não conseguiam ser atendidos em seus pleitos, desde a compra de novas linhas (que na época custavam a bagatela de 5 mil reais por linha na zona sul do Rio de Janeiro) até o simples conserto de uma linha telefônica defeituosa.O mundo de hoje é diferente, a internet é o maior trombone global que existe.Está insatisfeito? Bota a boca no trombone virtual, ou seja, coloca sua reclamação na web. Existem sites e ambientes na internet para isso, as empresas começam a enxergar que a grande rede pode ser uma grande aliada no entendimento das demandas e dos anseios dos consumidores. As empresas que entenderem isso mais rapidamente, com certeza, serão ganhadoras.
Um bom exemplo é o site RECLAME AQUI.
Lançado há cinco anos, o Reclame Aqui já é reconhecido como um canal relevante na defesa do consumidor no Brasil. É independente, sério e transparente. Ou seja, é uma arena para o consumidor insatisfeito. As empresas encontram informação valiosa para entender a cabeça e percepção do consumidor a respeito de suas marcas e produtos.
Por fim, se você deseja saber mais detalhes do caso do cliente insatisfeito com a HP, clique AQUI para acessar uma boa matéria publicada no caderno Digital do O GLOBO.
Fonte: A Quinta Onda
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quinta-feira, 4 de junho de 2009
Twitter: aplicativo vai muito além do que você imagina
Veja as utilidades do Twitter e entenda por que a ferramenta está sendo tão falada por aí
O Twitter tem sido uma das redes sociais mais comentadas pela internet. Mas mesmo assim, a cada 10 usuários que se cadastram no microblog, apenas 4 permanecem ativos. Se você é um dos que não se identificam muito com o Twitter, veja nossas dicas de como ele pode ser útil nos seus dias.
Se você gostou, então siga o Olhar Digital no Twitter e confira os principais destaques do dia. Nosso endereço é o www.twitter.com/olhardigital.
Links:
http://search.twitter.com/
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Google negocia aquisição do Twitter
Por Redação do IDG Now!
Publicada em 03 de abril de 2009 às 08h44
Atualizada em 03 de abril de 2009 às 09h41
São Paulo - Negócio envolveria valor em dinheiro e em ações, diz blog TechCrunch.O Google está discutindo uma possível aquisição do Twitter, segundo fontes ouvidas pelo blog TechCrunch, de acordo com post publicado nesta sexta-feira (03/04).
Caso a negociação se confirme e avance, o Google oferecerá dinheiro e/ou ações públicas próprias como forma de pagamento, afirmam as fontes. Os envolvidos não souberam citar o preço discutido.
No final de 2008, o Facebook tentou comprar o Twitter por um preço estimado de meio bilhão de dólares, mas as negociações não avançaram. O pagamento seria feito em participação na rede social.
As duas pessoas próximas ao negócio afirmam que as negociações estão em estágio avançado, muito embora o blog admita ter ouvido uma terceira fonte que afirma que o processo ainda está no seu início.
Além da compra, ambas as companhias pleiteiam também a possibilidade de trabalharem juntas em um sistema de busca em tempo real.
Caso as fontes do TechCrunch estejam certas, essa seria o segundo produto criado por Evan Willians que o Google compraria - o primeiro foi a plataforma de blogs Blogger, adquirida em 2003.
Publicada em 03 de abril de 2009 às 08h44
Atualizada em 03 de abril de 2009 às 09h41
São Paulo - Negócio envolveria valor em dinheiro e em ações, diz blog TechCrunch.O Google está discutindo uma possível aquisição do Twitter, segundo fontes ouvidas pelo blog TechCrunch, de acordo com post publicado nesta sexta-feira (03/04).
Caso a negociação se confirme e avance, o Google oferecerá dinheiro e/ou ações públicas próprias como forma de pagamento, afirmam as fontes. Os envolvidos não souberam citar o preço discutido.
No final de 2008, o Facebook tentou comprar o Twitter por um preço estimado de meio bilhão de dólares, mas as negociações não avançaram. O pagamento seria feito em participação na rede social.
As duas pessoas próximas ao negócio afirmam que as negociações estão em estágio avançado, muito embora o blog admita ter ouvido uma terceira fonte que afirma que o processo ainda está no seu início.
Além da compra, ambas as companhias pleiteiam também a possibilidade de trabalharem juntas em um sistema de busca em tempo real.
Caso as fontes do TechCrunch estejam certas, essa seria o segundo produto criado por Evan Willians que o Google compraria - o primeiro foi a plataforma de blogs Blogger, adquirida em 2003.
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