Uma abordagem jurídica sobre transparência e proteção de dados.
Patricia Peck *
Publicada em 16 de dezembro de 2010 às 07h49
O mundo corporativo teme queda das bolsas, empresas abertas querem se proteger de possíveis impactos diretos ou indiretos no valor de suas ações devido a um novo tipo de risco sistêmico da “era Wiki” chamado de “vazamento potencial de informação”. Como as empresas devem lidar com o fenômeno iniciado pelo site Wikileaks?
Os setores bancário, farmacêutico e de energia estão na mira da lista de boatos sobre quais serão os próximos vazamentos. Em termos jurídicos, há algo que se possa fazer?
Na série americana “Early Edition”, o principal personagem recebia com 24 horas de antecedência um jornal com as manchetes principais do que iria ocorrer e tinha que decidir o que fazer com a informação – se a usava para ajudar, se tirava proveito de forma oportunista ou se manipulava os eventos.
Agora, na era da independência de suporte físico, a questão que se coloca é: o que fazer com a informação a que se tem acesso? Na era da transparência corporativa, será que tudo deve vir a público? Ou, por outro lado, será que o público está preparado para lidar com isso?
Quem determina o que pode ser publicado?
Por certo há informações que precisam ser protegidas por um período de tempo, até para garantir as vidas de pessoas envolvidas, especialmente no tocante a assuntos governamentais (identidade de espiões, projetos ultra-secretos, outros). Mas quem determina o que não apenas uma pessoa deve saber, mas o que a humanidade deve conhecer, já que quando a informação cai na web ela se torna de conhecimento global imediatamente?
Sob o aspecto jurídico, o que o Wikileaks faz hoje é considerado ilegal na grande maioria dos países, visto que ele não tem legitimidade para publicar as informações e não tem como provar a veracidade e legitimidade das mesmas ou garantir uma situação de discussão com ampla defesa das partes envolvidas, já que não informa qual seria a fonte, que pode existir de fato ou não.
Termos legais
Qual o poder de manipulação que isso pode conter? Estratosférico! Por isso mesmo que em termos legais ele está sujeito a ações de indenização por danos causados a terceiros devido às suas publicações. Mas isso não parece incomodar. Afinal, depois de divulgado, dinheiro nenhum recupera a reputação dos envolvidos, e a credibilidade do Wikileaks só tem aumentado.
A internet trouxe o paradigma das multidões. Deu poder e voz ao indivíduo. Alguém sem amarras pode ter a liberdade de dizer o que pensa. Este é o máximo exercício da liberdade de expressão, mas requer responsabilidade, pois traz consigo certas consequências. Como os efeitos indiretos dos textos nos contextos digitais, associado à Teoria da Cauda Longa, de Chris Anderson, por mínimo que for o ruído, vai se espalhar no público exato que tem interesse sobre aquela informação. Pode ser uma pessoa só que clique; podem ser milhões.
Assim como marchar sobre uma ponte pode derrubá-la, estas conexões todas digitais, hoje, podem derrubar uma marca ou um presidente.
Excesso de exposição
O Direito levou anos para garantir aos indivíduos a liberdade necessária contra a censura prévia. Mas, agora, como segurar o excesso de exposição e o descompromisso de quem publica na era das redes sociais?
Deparamos-nos com uma situação complexa em que, dependendo de qual for a informação, o pêndulo da balança jurídica vai pesar a favor de quem publicou ou de quem é a vítima do vazamento. O Direito Digital tem este desafio atual, que vai desde essa quebra de paradigma do jornalismo investigativo até a questão da proteção de direitos autorais e privacidade (abrange reputação e imagem).
Prevenção
As empresas que temem a ameaça do “vazamento potencial de informação” precisam investir maciçamente em campanhas de conscientização de segurança da informação, monitorar dentro e fora de seus ambientes e ser cada vez mais transparentes com seus stakeholders. Prevenção e atuação ágil são essenciais para a imagem da corporação, havendo um “wikileakincident”.
O trabalho sério de um time de resposta formado por especialistas em redes sociais, comunicação corporativa e Direito Digital é importante nesses casos. Este time tem que estar pronto, treinado e a postos, pois 2011 promete trazer bastante barulho para o meio corporativo.
(*)Patricia Peck Pinheiro é advogada especialista em Direito Digital, sócia-fundadora da Patricia Peck
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Na Rhodia, a TI é global. Como comandar ignorando distâncias geográficas?
CIO global da Rhodia, Xavier Rambaud, conta como, nos últimos anos, tem promovido uma verdadeira revolução no departamento de Tecnologia da Informação da companhia.
Tatiana Americano
Publicada em 15 de novembro de 2010 às 07h00
O francês Xavier Rambaud conduziu uma ruptura na TI da Rhodia. Há cerca de sete anos, o executivo iniciou um projeto para integrar todas as operações de tecnologia da informação do grupo – que faturou 4,03 bilhões de euros em 2009 e emprega cerca de 13,5 mil funcionários – em uma única estrutura global.
Rambaud, que hoje viaja uma média de oito meses ao ano, detalha o caminho dessa transformação e os segredos para comandar uma equipe de aproximadamente 400 profissionais, espalhados ao redor de todo o mundo.
CIO – Como surgiu a ideia de criar uma estrutura global de TI?
Xavier Rambaud – O grupo [até 2003] tinha uma estrutura de TI bastante heterogênea, com 17 unidades ao redor do mundo. Éramos um mosaico, com sistemas e estruturas diferentes por país e por negócio. Com isso, não tínhamos como entender os nossos custos, nem aproveitar melhor os contratos com os fornecedores.
A partir daí, decidimos padronizar toda a estrutura global, com a escolha de um mesmo fornecedor de computadores, de telefonia móvel, de serviços de internet e etc.
Padronizamos também os processos de negócio. Para isso analisamos o que era feito em cada localidade, com o intuito de definir melhores práticas, que poderia ser replicadas em todo mundo.
Em paralelo, criamos um departamento global de TI. Passei então a ser responsável pela arquitetura, pelos profissionais e por gerenciar prioridades e orçamentos [de TI] de toda a Rhodia. Passamos a funcionar como uma área única para todo o mundo.
CIO – Qual foi seu maior desafio nesse processo de unificação de toda a estrutura de TI?
Rambaud – Entender as diferentes culturas, gerenciar o processo de mudança e aprender a trabalhar com uma gestão remota. Hoje, dentro da TI temos pessoas de um mesmo projeto localizadas em cinco ou seis diferentes países. Eu considero que até existem desafios tecnológicos, mas gerenciar pessoas e mudanças tem sido muito mais difícil e demorado.
CIO – Como a condução do processo para criar uma estrutura global de TI mudou sua postura como CIO?
Rambaud –Existem duas coisas super importantes na minha agenda como CIO. A primeira é entender a fundo o negócio, do ponto de vista de estratégia e prioridades. Quando você é um CIO global muitas vezes está sozinho para fazer algumas escolhas e o resto da empresa precisa confiar muito nas suas decisões. Também tenho de me policiar para evitar jargões do mercado de TI, que são encarados como um ponto negativo.
A segunda questão é ter uma excelente rede de relacionamento. Preciso me relacionar com outros CIOs, em quem eu confie para compartilhar dificuldades, experiências, conceitos e como ser mais eficiente. Essa troca de informações é fundamental.
CIO – A padronização da tecnologia e dos processos não acaba restringindo as possibilidades regionais?
Rambaud – Em média, 80% das iniciativas são padronizadas, mas outros 20% atendem a demandas específicas. Para isso, nomeamos, em julho deste ano, diretores de TI específicos para as 11 GBUs (unidades de negócio). O trabalho deles é reconhecer as diferenças de cada área e, a partir daí, oferecer as customizações necessárias. Isso custa um pouco mais, mas traz resultados melhores para os negócios.
CIO – De que forma a recente crise internacional afetou sua área?
Rambaud – Tivemos de congelar algumas iniciativas, por conta de uma redução no caixa da empresa. No auge dos problemas, todos os projetos que não tinham um retorno em até 12 meses foram cortados. Quando falamos em TI, esse prazo é muito pequeno.
O risco da pandemia de gripe suína, por outro lado, foi uma oportunidade de negócios para a Rhodia. Assim, pudemos investir em algumas ações, como melhorar o acesso remoto dos profissionais e em ferramentas de comunicação a distância.
CIO – Os problemas econômicos foram uma oportunidade para inovar?
Rambaud – Com os grandes projetos congelados, pudemos nos dedicar a ações para melhorar algumas ferramentas para gestão dos negócios.
Durante a crise, nosso foco foi fazer coisas que trouxessem um retorno rápido para a empresa. Agora, com a economia melhorando, a empresa mais rentável, nós ajustamos nosso foco para suportar o crescimento do negócio, com iniciativas estratégicas.
CIO – Quais os principais projetos de TI da Rhodia para 2011?
Rambaud – Uma das questões é garantir a integração da Rhodia com todo o ecossistema com o qual ela se relaciona. Do ponto de vista interno, precisamos suportar o crescimento da empresa, as ações de pesquisa e desenvolvimento e de marketing.
Também preciso resolver algumas questões de equipe. Ao mesmo tempo em que o crescimento da empresa traz oportunidades para os profissionais de TI, aumenta alguns gaps. No Brasil temos muita sorte, porque o time é excelente. Mas em alguns países como a China, por exemplo, precisamos aumentar o time para suportar o aumento da demanda.
CIO – Isso deve representar um orçamento maior de sua área para 2011?
Rambaud – Ainda não fizemos o planejamento para o próximo ano, devemos começar esse processo em outubro. Mas eu penso que, provavelmente, o orçamento terá de crescer.
Durante a crise, congelamos muitos projetos e agora teremos de retomálos. Isso vai exigir mais dinheiro para investir em inovação e ações que suportem o crescimento.
Tatiana Americano
Publicada em 15 de novembro de 2010 às 07h00
O francês Xavier Rambaud conduziu uma ruptura na TI da Rhodia. Há cerca de sete anos, o executivo iniciou um projeto para integrar todas as operações de tecnologia da informação do grupo – que faturou 4,03 bilhões de euros em 2009 e emprega cerca de 13,5 mil funcionários – em uma única estrutura global.
Rambaud, que hoje viaja uma média de oito meses ao ano, detalha o caminho dessa transformação e os segredos para comandar uma equipe de aproximadamente 400 profissionais, espalhados ao redor de todo o mundo.
CIO – Como surgiu a ideia de criar uma estrutura global de TI?
Xavier Rambaud – O grupo [até 2003] tinha uma estrutura de TI bastante heterogênea, com 17 unidades ao redor do mundo. Éramos um mosaico, com sistemas e estruturas diferentes por país e por negócio. Com isso, não tínhamos como entender os nossos custos, nem aproveitar melhor os contratos com os fornecedores.
A partir daí, decidimos padronizar toda a estrutura global, com a escolha de um mesmo fornecedor de computadores, de telefonia móvel, de serviços de internet e etc.
Padronizamos também os processos de negócio. Para isso analisamos o que era feito em cada localidade, com o intuito de definir melhores práticas, que poderia ser replicadas em todo mundo.
Em paralelo, criamos um departamento global de TI. Passei então a ser responsável pela arquitetura, pelos profissionais e por gerenciar prioridades e orçamentos [de TI] de toda a Rhodia. Passamos a funcionar como uma área única para todo o mundo.
CIO – Qual foi seu maior desafio nesse processo de unificação de toda a estrutura de TI?
Rambaud – Entender as diferentes culturas, gerenciar o processo de mudança e aprender a trabalhar com uma gestão remota. Hoje, dentro da TI temos pessoas de um mesmo projeto localizadas em cinco ou seis diferentes países. Eu considero que até existem desafios tecnológicos, mas gerenciar pessoas e mudanças tem sido muito mais difícil e demorado.
CIO – Como a condução do processo para criar uma estrutura global de TI mudou sua postura como CIO?
Rambaud –Existem duas coisas super importantes na minha agenda como CIO. A primeira é entender a fundo o negócio, do ponto de vista de estratégia e prioridades. Quando você é um CIO global muitas vezes está sozinho para fazer algumas escolhas e o resto da empresa precisa confiar muito nas suas decisões. Também tenho de me policiar para evitar jargões do mercado de TI, que são encarados como um ponto negativo.
A segunda questão é ter uma excelente rede de relacionamento. Preciso me relacionar com outros CIOs, em quem eu confie para compartilhar dificuldades, experiências, conceitos e como ser mais eficiente. Essa troca de informações é fundamental.
CIO – A padronização da tecnologia e dos processos não acaba restringindo as possibilidades regionais?
Rambaud – Em média, 80% das iniciativas são padronizadas, mas outros 20% atendem a demandas específicas. Para isso, nomeamos, em julho deste ano, diretores de TI específicos para as 11 GBUs (unidades de negócio). O trabalho deles é reconhecer as diferenças de cada área e, a partir daí, oferecer as customizações necessárias. Isso custa um pouco mais, mas traz resultados melhores para os negócios.
CIO – De que forma a recente crise internacional afetou sua área?
Rambaud – Tivemos de congelar algumas iniciativas, por conta de uma redução no caixa da empresa. No auge dos problemas, todos os projetos que não tinham um retorno em até 12 meses foram cortados. Quando falamos em TI, esse prazo é muito pequeno.
O risco da pandemia de gripe suína, por outro lado, foi uma oportunidade de negócios para a Rhodia. Assim, pudemos investir em algumas ações, como melhorar o acesso remoto dos profissionais e em ferramentas de comunicação a distância.
CIO – Os problemas econômicos foram uma oportunidade para inovar?
Rambaud – Com os grandes projetos congelados, pudemos nos dedicar a ações para melhorar algumas ferramentas para gestão dos negócios.
Durante a crise, nosso foco foi fazer coisas que trouxessem um retorno rápido para a empresa. Agora, com a economia melhorando, a empresa mais rentável, nós ajustamos nosso foco para suportar o crescimento do negócio, com iniciativas estratégicas.
CIO – Quais os principais projetos de TI da Rhodia para 2011?
Rambaud – Uma das questões é garantir a integração da Rhodia com todo o ecossistema com o qual ela se relaciona. Do ponto de vista interno, precisamos suportar o crescimento da empresa, as ações de pesquisa e desenvolvimento e de marketing.
Também preciso resolver algumas questões de equipe. Ao mesmo tempo em que o crescimento da empresa traz oportunidades para os profissionais de TI, aumenta alguns gaps. No Brasil temos muita sorte, porque o time é excelente. Mas em alguns países como a China, por exemplo, precisamos aumentar o time para suportar o aumento da demanda.
CIO – Isso deve representar um orçamento maior de sua área para 2011?
Rambaud – Ainda não fizemos o planejamento para o próximo ano, devemos começar esse processo em outubro. Mas eu penso que, provavelmente, o orçamento terá de crescer.
Durante a crise, congelamos muitos projetos e agora teremos de retomálos. Isso vai exigir mais dinheiro para investir em inovação e ações que suportem o crescimento.
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terça-feira, 26 de outubro de 2010
Casa 100% sem fios: elas já estão bem perto de você
24 de Outubro de 2010 | 15:45h
Controlar tudo à distância está cada vez mais comum. E, com a ajuda da internet, você pode controlar qualquer equipamento da sua casa não importa onde você esteja.
Controlar tudo à distância está cada vez mais comum. E, com a ajuda da internet, você pode controlar qualquer equipamento da sua casa não importa onde você esteja.
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Cisco lança telepresença para casa através de televisores HD
Sara Piteira Mota
24/10/10 08:29
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Desloque-se mais rapidamente, mas viaje menos. É a esta a proposta da tecnológica Cisco para as famílias que estão separadas.
Já imaginou "visitar" um familiar em Londres, sem sair do sofá da sua casa em Lisboa? A Cisco explica-lhe como: "basta utilizar a tecnologia de telepresença para casa". O sistema é simples: ter numa sala um ecrã plasma de alta definição (HD) com a tecnologia de telepresença da Cisco instalada. Os participantes podem estar em várias partes do mundo, mas irá parecer como se estivessem sentados frente a frente numa reunião presencial.
A Cisco UMI [nome UMI é pronunciado como as palavras "you" e "me", ou seja, "tu" e "eu" em inglês] inclui uma câmara de alta definição, uma consola e um comando que funcionam em conjunto com uma televisão de alta-definição. A partir do momento que a UMI está ligada, através do comando, vai conseguir ter acesso a um interface com o utilizador no ecrã.
"Este sistema de vídeo de alta definição e ligação internet de banda larga cria uma experiência de comunicação vídeo bastante natural e nítida, uma vez que permite aos utilizadores ouvir o tom das vozes e ver as expressões faciais, tal qual com o se tivessem todas na mesma sala", explica Sandra Freitas, directora de comunicação e marketing da Cisco Systems.
Através do ecrã plasma é possível também fazer chamadas, aceder a mensagens vídeo, gerir contactos e personalizar o perfil. Os utilizadores podem, ainda, gravar vídeos e partilhá-los através das redes sociais Facebook e Youtube, ou através do ‘e-mail'. É ainda possível manter contacto com outros equipamentos, através de uma ligação a um computador, fazer e receber chamadas, através de uma ‘webcam' ou do Google vídeo ‘chat'.
A ‘Home Telepresence' ou UMI, da Cisco, vai estar disponível nos Estados Unidos já a partir do próximo mês de Novembro, estando prevista a venda na Europa em 2011. "Este sistema UMI é o seguimento do sucesso da telepresença no sector empresarial, mas para o mercado residencial. Vai fornecer uma experiência de vídeo que se adequa a qualquer casa, ajustando-se automaticamente às condições de iluminação e aos diferentes tamanhos das salas para garantir a melhor performance de áudio e vídeo", diz Sandra Freitas, da Cisco.
Mas esta tecnologia pode também ser aplicado a outras situações de lazer, como por exemplo em locais públicos, como cafés. "Existe ainda o projecto Dialogue Cafe, instalado no Museu do Design (MUDE), em Lisboa, onde, através do sistema de telepresença, qualquer pessoa pode ligar-se a outros Dialogue Cafes existentes no mundo", acrescenta Sandra Freitas. Neste momento existem já Dialogue Cafes instalados no Rio de Janeiro e Amsterdam prevendo-se a abertura de outros Cafes em todo o mundo, nos próximos meses. Para saber mais informações, pode consultar o ‘site' www.dialoguecafe.org).
Telepresennça para empresas
Grandes grupos portugueses com operações internacionais são os principais alvos da fabricante norte-americana, que apresentou este sistema como uma revolução na vídeo-conferência. A Cisco considera que a solução reduz substancialmente as viagens de negócio, cortando custos e induzindo ganhos de produtividade às entidades que optarem por esta solução.
No mercado português, salienta a responsável da Cisco, "já existem algumas empresas nacionais e multinacionais, de diversas áreas de mercado, que adquiriram equipamentos de ‘telepresence' implementados pela Cisco".
24/10/10 08:29
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Desloque-se mais rapidamente, mas viaje menos. É a esta a proposta da tecnológica Cisco para as famílias que estão separadas.
Já imaginou "visitar" um familiar em Londres, sem sair do sofá da sua casa em Lisboa? A Cisco explica-lhe como: "basta utilizar a tecnologia de telepresença para casa". O sistema é simples: ter numa sala um ecrã plasma de alta definição (HD) com a tecnologia de telepresença da Cisco instalada. Os participantes podem estar em várias partes do mundo, mas irá parecer como se estivessem sentados frente a frente numa reunião presencial.
A Cisco UMI [nome UMI é pronunciado como as palavras "you" e "me", ou seja, "tu" e "eu" em inglês] inclui uma câmara de alta definição, uma consola e um comando que funcionam em conjunto com uma televisão de alta-definição. A partir do momento que a UMI está ligada, através do comando, vai conseguir ter acesso a um interface com o utilizador no ecrã.
"Este sistema de vídeo de alta definição e ligação internet de banda larga cria uma experiência de comunicação vídeo bastante natural e nítida, uma vez que permite aos utilizadores ouvir o tom das vozes e ver as expressões faciais, tal qual com o se tivessem todas na mesma sala", explica Sandra Freitas, directora de comunicação e marketing da Cisco Systems.
Através do ecrã plasma é possível também fazer chamadas, aceder a mensagens vídeo, gerir contactos e personalizar o perfil. Os utilizadores podem, ainda, gravar vídeos e partilhá-los através das redes sociais Facebook e Youtube, ou através do ‘e-mail'. É ainda possível manter contacto com outros equipamentos, através de uma ligação a um computador, fazer e receber chamadas, através de uma ‘webcam' ou do Google vídeo ‘chat'.
A ‘Home Telepresence' ou UMI, da Cisco, vai estar disponível nos Estados Unidos já a partir do próximo mês de Novembro, estando prevista a venda na Europa em 2011. "Este sistema UMI é o seguimento do sucesso da telepresença no sector empresarial, mas para o mercado residencial. Vai fornecer uma experiência de vídeo que se adequa a qualquer casa, ajustando-se automaticamente às condições de iluminação e aos diferentes tamanhos das salas para garantir a melhor performance de áudio e vídeo", diz Sandra Freitas, da Cisco.
Mas esta tecnologia pode também ser aplicado a outras situações de lazer, como por exemplo em locais públicos, como cafés. "Existe ainda o projecto Dialogue Cafe, instalado no Museu do Design (MUDE), em Lisboa, onde, através do sistema de telepresença, qualquer pessoa pode ligar-se a outros Dialogue Cafes existentes no mundo", acrescenta Sandra Freitas. Neste momento existem já Dialogue Cafes instalados no Rio de Janeiro e Amsterdam prevendo-se a abertura de outros Cafes em todo o mundo, nos próximos meses. Para saber mais informações, pode consultar o ‘site' www.dialoguecafe.org).
Telepresennça para empresas
Grandes grupos portugueses com operações internacionais são os principais alvos da fabricante norte-americana, que apresentou este sistema como uma revolução na vídeo-conferência. A Cisco considera que a solução reduz substancialmente as viagens de negócio, cortando custos e induzindo ganhos de produtividade às entidades que optarem por esta solução.
No mercado português, salienta a responsável da Cisco, "já existem algumas empresas nacionais e multinacionais, de diversas áreas de mercado, que adquiriram equipamentos de ‘telepresence' implementados pela Cisco".
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Golpes virtuais são mais comuns que crimes físicos
Por PC World/US
Publicada em 20 de outubro de 2010 às 18h29
Segundo consultoria Kroll, 2010 será o primeiro ano em que o número de fraudes online ultrapassará os roubos a ativos físicos.
Se havia qualquer dúvida a respeito do aumento de crimes virtuais nos últimos anos, não há mais: segundo a firma de consultoria Kroll, pela primeira vez desde 2007, quando a empresa começou o estudo, o número anual de fraudes online ultrapassou o de golpes "físicos".
Nos anos anteriores, o roubo a ativos físicos ou a estoques eram maiores que os crimes virtuais. No entanto, em 2010, a partir dos dados levantados pela Unidade de Inteligência Econômica com mais de 800 executivos do mundo, chegou-se aos seguintes índices: 27,3% para os delitos na Internet e 27,2% para saques no mundo real.
A margem é pequena, é verdade, mas a tendência é que ela aumente. Em 2009, os golpes online ficaram em terceiro na classificação, com participação de 18% nos roubos, ante 28% dos assaltos, e 20% para corrupção interna.
A conclusão da pesquisa é pessimista: “Os dados sugerem que as coisas ficarão piores antes de melhorar”, prevê. “Ataques ou roubos pela Internet é o tipo crime que as empresas se dizem mais vulneráveis (37%)”. Nesse sentido, é a principal preocupação para companhias das áreas de serviços financeiros, serviços profissionais e recursos naturais, e o segundo maior temor para os setores de construção, tecnologia, mídia e telecom, e varejo.
Embora a corrupção seja o fator que mais inibe as empresas a investir em países estrangeiros – citado por 17% delas – o roubo de informações confidenciais vem logo em seguida, com índice de 19%. Essa porcentagem , no entanto, varia muito de acordo com a região para onde se destinaria os recursos: de 7% para a Europa Ocidental a 31% para Europa Central e Oriental.
(John P. Mello Jr.)
Publicada em 20 de outubro de 2010 às 18h29
Segundo consultoria Kroll, 2010 será o primeiro ano em que o número de fraudes online ultrapassará os roubos a ativos físicos.
Se havia qualquer dúvida a respeito do aumento de crimes virtuais nos últimos anos, não há mais: segundo a firma de consultoria Kroll, pela primeira vez desde 2007, quando a empresa começou o estudo, o número anual de fraudes online ultrapassou o de golpes "físicos".
Nos anos anteriores, o roubo a ativos físicos ou a estoques eram maiores que os crimes virtuais. No entanto, em 2010, a partir dos dados levantados pela Unidade de Inteligência Econômica com mais de 800 executivos do mundo, chegou-se aos seguintes índices: 27,3% para os delitos na Internet e 27,2% para saques no mundo real.
A margem é pequena, é verdade, mas a tendência é que ela aumente. Em 2009, os golpes online ficaram em terceiro na classificação, com participação de 18% nos roubos, ante 28% dos assaltos, e 20% para corrupção interna.
A conclusão da pesquisa é pessimista: “Os dados sugerem que as coisas ficarão piores antes de melhorar”, prevê. “Ataques ou roubos pela Internet é o tipo crime que as empresas se dizem mais vulneráveis (37%)”. Nesse sentido, é a principal preocupação para companhias das áreas de serviços financeiros, serviços profissionais e recursos naturais, e o segundo maior temor para os setores de construção, tecnologia, mídia e telecom, e varejo.
Embora a corrupção seja o fator que mais inibe as empresas a investir em países estrangeiros – citado por 17% delas – o roubo de informações confidenciais vem logo em seguida, com índice de 19%. Essa porcentagem , no entanto, varia muito de acordo com a região para onde se destinaria os recursos: de 7% para a Europa Ocidental a 31% para Europa Central e Oriental.
(John P. Mello Jr.)
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Impressão móvel é a grande novidade dos produtos da HP
Ataide de Almeida Jr.
Enviado Especial
Publicação: 20/10/2010 11:38 Atualização: 20/10/2010 12:14
A HP, empresa fabricante de impressoras, lançou nesta quarta-feira (20/10) uma nova linha de produtos que contam com o recurso ePrint. Essa tecnologia permite que as impressões sejam feitas de qualquer lugar, a qualquer hora, basta para isso enviar o arquivo a ser impresso para um e-mail pré-configurado na impressora.
"O ePrint traz a liberdade para a impressão e está disponível para todos os mercados", disse Fernando Lewis, vice- presidente do grupo de imagem e impressão da HP Brasil. Com o ePrint, o usuário poderá enviar conteúdos do celular ou de algum tablet direto para a impressora, que pode estar em casa, no trabalho ou em lojas que oferecem o serviço de impressão para os consumidores.
Entre os 10 modelos que contam com a tecnologia, o destaque é a Envy 100 eAiO. Com design mais compacto, aimpressora dispõe de uma tela sensível ao toque e recursos como cópias e digitalizações. Além disso, é a primeira imoressora sem PVC do planeta. O aparelho sai por R$ 999.
Uma opção mais barata é a Photosmart eAiO, que além de imprimir fotos com qualidade, é perfeita para documentos do dia a dia. A tecnologia ePrint e conexão sem fio integrados facilitam o compartilhamento da multifuncional com vários computadores. A impressora deve sair por R$ 399.
Segurança
Para aumentar a privacidade e a segurança dos usuários, o endereço de e-mail da impressora é fornecido quando o usuário habilita o serviço durante a configuração inicial e regisrro do produto. Para prevenir a impressão de um e-mail não aurorizado, a HP cria o endereço aleatoriamente e não publica esse e-mail. Há ainda um sistema de proteção antispam.
O modo de proteção da impressora quando ativado permite criar uma lista de e-mail autorizados e limitar o acesso à impressora somente a familiares, amigos e colegas de trabalho ou para as pessoas que receberem permissão para acesso.
O jornalista viajou a convite da HP
Enviado Especial
Publicação: 20/10/2010 11:38 Atualização: 20/10/2010 12:14
A HP, empresa fabricante de impressoras, lançou nesta quarta-feira (20/10) uma nova linha de produtos que contam com o recurso ePrint. Essa tecnologia permite que as impressões sejam feitas de qualquer lugar, a qualquer hora, basta para isso enviar o arquivo a ser impresso para um e-mail pré-configurado na impressora.
"O ePrint traz a liberdade para a impressão e está disponível para todos os mercados", disse Fernando Lewis, vice- presidente do grupo de imagem e impressão da HP Brasil. Com o ePrint, o usuário poderá enviar conteúdos do celular ou de algum tablet direto para a impressora, que pode estar em casa, no trabalho ou em lojas que oferecem o serviço de impressão para os consumidores.
Entre os 10 modelos que contam com a tecnologia, o destaque é a Envy 100 eAiO. Com design mais compacto, aimpressora dispõe de uma tela sensível ao toque e recursos como cópias e digitalizações. Além disso, é a primeira imoressora sem PVC do planeta. O aparelho sai por R$ 999.
Uma opção mais barata é a Photosmart eAiO, que além de imprimir fotos com qualidade, é perfeita para documentos do dia a dia. A tecnologia ePrint e conexão sem fio integrados facilitam o compartilhamento da multifuncional com vários computadores. A impressora deve sair por R$ 399.
Segurança
Para aumentar a privacidade e a segurança dos usuários, o endereço de e-mail da impressora é fornecido quando o usuário habilita o serviço durante a configuração inicial e regisrro do produto. Para prevenir a impressão de um e-mail não aurorizado, a HP cria o endereço aleatoriamente e não publica esse e-mail. Há ainda um sistema de proteção antispam.
O modo de proteção da impressora quando ativado permite criar uma lista de e-mail autorizados e limitar o acesso à impressora somente a familiares, amigos e colegas de trabalho ou para as pessoas que receberem permissão para acesso.
O jornalista viajou a convite da HP
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Luciano Ferrari
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Justiça bloqueia bens da Cisco do Brasil
Da Redação
economia@eband.com.br
A Justiça determinou o bloqueio dos bens da Cisco do Brasil sob acusação de importação fraudulenta utilizando empresas fantasmas, segundo reportagem publicada na manhã desta terça-feira no jornal “Folha de S. Paulo”.
Com a decisão, a maior empresa do mundo em equipamentos para redes de computadores está impossibilitada de movimentar bens e contas bancárias. Apesar de ter entrado com recurso contra a decisão, a companhia só conseguiu liberar ativos financeiros. No ano passado, as vendas da Cisco somaram US$ 40 bilhões (R$ 68 bilhões).
O congelamento dos bens é o desdobramento da Operação Persona, que resultou na aplicação de uma multa de R$ 3,3 bilhões para a Cisco e uma rede de empresas suspeitas de participarem de esquema desvendado pela Polícia Federal em 2007.
Duas das empresas fantasmas teriam sido usadas para fazer doação de R$ 500 mil ao PT, na campanha presidencial de 2006, segundo o jornal.
Resposta da Cisco
Em nota ao jornal, a multinacional informou que foi notificada da decisão, mas que "os escritórios e operações da Cisco no Brasil continuam a realizar negócios normalmente".
Redação: Martina Cavalcanti
economia@eband.com.br
A Justiça determinou o bloqueio dos bens da Cisco do Brasil sob acusação de importação fraudulenta utilizando empresas fantasmas, segundo reportagem publicada na manhã desta terça-feira no jornal “Folha de S. Paulo”.
Com a decisão, a maior empresa do mundo em equipamentos para redes de computadores está impossibilitada de movimentar bens e contas bancárias. Apesar de ter entrado com recurso contra a decisão, a companhia só conseguiu liberar ativos financeiros. No ano passado, as vendas da Cisco somaram US$ 40 bilhões (R$ 68 bilhões).
O congelamento dos bens é o desdobramento da Operação Persona, que resultou na aplicação de uma multa de R$ 3,3 bilhões para a Cisco e uma rede de empresas suspeitas de participarem de esquema desvendado pela Polícia Federal em 2007.
Duas das empresas fantasmas teriam sido usadas para fazer doação de R$ 500 mil ao PT, na campanha presidencial de 2006, segundo o jornal.
Resposta da Cisco
Em nota ao jornal, a multinacional informou que foi notificada da decisão, mas que "os escritórios e operações da Cisco no Brasil continuam a realizar negócios normalmente".
Redação: Martina Cavalcanti
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