segunda-feira, 16 de março de 2009

Cisco declara guerra à HP

Por Camila Fusco 16/03/2009 - 12:11

Ok, o título pode parecer exagerado, mas em termos de competição é exatamente o que a Cisco promete fazer. A companhia lança hoje uma linha própria de servidores, desenvolvida em segredo ao longo dos últimos dois anos e com alvos bem claros: as máquinas da HP.

Em entrevista ao Wall Street Journal, a diretora técnica da Cisco, Padmasree Warrior deu o tom de como será essa briga. "Vamos competir com a HP. Não quero mascarar isso. Existem fronteiras a mudar em relação a quem você concorre e com quem você firma parcerias", disse.

As duas companhias já foram parceiras muito próximas de negócios para o segmento corporativo, mas com o passar do tempo cada uma optou por seguir carreira solo no desenvolvimento de novos sistemas. Até que se tornaram rivais declaradas. O lançamento dos servidores blade deve apenas apimentar essa convivência. Recentemente, as brigas entre ex-parceiros se tornaram mais acirradas no mercado de tecnologia, como mostra o WSJ. A HP desafiou a supremacia de serviços de TI da IBM ao comprar a EDS no ano passado. A Microsoft mira o Google com suas investidas no Yahoo. A Sun Microsystems está se movendo em direção ao software, para brigar com a gigante Oracle.

A Cisco mudou substancialmente sua estratégia de negócios desde o início da década. A companhia, que nasceu em 1984, cresceu expressivamente durante a época da bolha vendendo roteadores e switches, entre outros equipamentos de rede. Nos últimos anos, esses equipamentos desaceleram na composição da receita, dando lugar a novas áreas como redes wireless e comunicação unificada, na era 3.0, como diz seu CEO, John Chambers.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Kimberly-Clark Corporation nomeada parceira Energy Star do ano pela EPA

Qui, 12 Mar, 04h27
DALLAS, 12 de março /PRNewswire-FirstCall/ -- A Kimberly-Clark Corporation (NYSE:KMB) foi nomeada parceira Energy Star do ano de 2009 pela Environmental Protection Agency (EPA) dos EUA. O prêmio reconhece os esforços contínuos da K-C para aumentar o consumo eficiente de energia e reduzir as emissões de gases do efeito estufa em suas operações. As conquistas da K-C serão reconhecidas na cerimônia de premiação em Washington, DC, em 31 de março.

A Kimberly-Clark compromete-se a atingir as metas de eficiência em energia nos processos de fabricação, tendo definido metas de conservação de energia para todas as instalações. A K-C estima que melhorou o consumo mundial eficiente de energia de 2008 em 3,2% sobre 2007, ao mesmo tempo em que reduziu as emissões de gases do efeito estufa em 2,2%. A iniciativa de consumo eficiente de energia da empresa é gerar economia dos custos anuais de mais de $80 milhões em comparação com os níveis de consumo eficiente de 2005.

Fonte: Kimberly-Clark Corporation

quinta-feira, 12 de março de 2009

Transforme sua letra de mão em uma fonte para o computador

Basta preencher uma tabela. O site faz o resto por você.

Com este site AQUI, basta preencher uma tabela com o alfabeto escrito à mão, scannear e fazer o upload. O resto é por conta deles. Em instantes, será disponibilizada a sua própria fonte, com a sua letra à mão. Aí, basta que você a associe ao seu sistema operacional (Windows, ou Mac, ou Linux) para utilizá-la em todos os aplicativos que você quiser.

Demanda em alta: gerente de relacionamento em TI

Esse profissional tem a missão de quebrar as barreiras existentes entre áreas de negócios e o departamento de tecnologia da informação

Rodrigo Afonso, repórter do COMPUTERWORLD
Publicada em 09 de março de 2009 às 12h1

A batalha entre as unidades de negócios e de tecnologia da informação das empresas já representa uma questão quase histórica. O relacionamento entre as áreas é difícil graças à discrepância de pensamento. Assim, enquanto os profissionais da tecnologia abusam da linguagem técnica, as pessoas de áreas de negócios têm certa dificuldade em explicar a demanda de uma forma prática.

Com o cenário, alguns profissionais passaram a ser destacados para realizar essa interface. Esta pessoa deve compreender bem de questões técnicas, mas precisa ter habilidades melhores ainda para entender o business da empresa e relacionar a ele as demandas por tecnologia.

Segundo Ione de Almeida Coco, analista do Gartner, o melhor gerente de relacionamento é aquele com formação tanto em cursos de tecnologia quanto de negócios. No entanto, como este perfil é muito difícil de ser encontrado, o profissional geralmente tem formação muito boa em negócios e conhecimento suficiente de tecnologia.


“Quem é formado em tecnologia tem uma tendência a usar funções tecnológicas para resolver todos os problemas. Esse é um fator que pode complicar a negociação. Aquele formado em negócios, no entanto, consegue reunir uma visão geral das duas áreas”, afirma Ione.


Conheça profissionais da área
Christiano Hage é gerente de desenvolvimento de negócios da consultoria de TI Altran, mas na prática ele gerencia relacionamento interno entre departamentos de negócios e de tecnologia e entre técnicos da empresa e clientes. “Internamente, é um trabalho mais reativo. Converso com áreas de negócios para identificar problemas e demandas e procuro deixar o pessoal de tecnologia bem alinhado com as reais necessidades”.

Hage também trabalha com clientes, atividade que julga ser mais pró-ativa. “Muitas vezes algumas empresas poderiam otimizar seus negócios com determinados tipos de soluções, mas não sabem disso. Meu papel é mostrar essa necessidade dentro da estratégia da empresa”, explica Hage.

Renato Müller, diretor de relacionamento da Linx, cuida de uma equipe inteira de gerentes de relacionamento. Segundo ele, são profissionais que devem estar o tempo todos atentos à necessidade dos clientes. “Uma de suas atribuições é identificar demandas e mostrar que soluções já existentes podem atendê-las”, assinala.

Para Müller, o gerente tem de ter muito conhecimento dos negócios dos clientes, capacidade de relacionamento e de geração de empatia, além de agilidade, pragmatismo e excelente conhecimento das soluções. “Além disso, deve desenvolver uma boa capacidade de liderança, pois precisa fazer a articulação com diferentes perfis de profissionais”, completa.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Grupo UOL finaliza aquisição do data center DHC com foco corporativo

Por Vinicius Cherobino, editor-assistente do COMPUTERWORLD
Publicada em 10 de março de 2009 às 19h22

São Paulo - Com a compra, UOL cria um braço para atuar no setor corporativo. Segundo fonte próxima às negociações, a marca DHC será mantida.


O grupo UOL fechou a compra da DHC, empresa que atua no mercado corporativo e faturou 44,2 milhões de reais em 2008, de acordo com fontes de mercado.

Com a compra da DHC, o UOL cria um braço para atuar no setor corporativo. Segundo fonte próxima às negociações, a marca DHC será mantida pelo UOL e vai se focar em clientes corporativos.


Procuradas pela reportagem do COMPUTERWORLD, as duas empresas, por meio de suas assessorias de imprensa, não comentaram o assunto.

Movimentação em data center
O UOL está caminhando agressivamente no setor de data center. A empresa anunciou a criação do UOL Host em fevereiro do ano passado, focado em varejo, com a compra das carteiras da Plug-In e Digiweb.

Ela reforçou o seu braço de varejo com a compra da carteira de clientes da SouthTech Data Center em novembro do ano passado.

Agora, com a DHC, a companhia garante atuação também no setor corporativo.

terça-feira, 10 de março de 2009

LTE: conheça a tecnologia que promete ser a "banda larga móvel de verdade"

Por Guilherme Felitti, editor-assistente do IDG Now!
Publicada em 10 de março de 2009 às 07h00
Atualizada em 10 de março de 2009 às 07h42


São Paulo – Nada de WiMax e 3G. Programado para estrear em 2013, LTE se mostra como potencial tecnologia para redes 4G pela velocidade de acesso.


Tal qual o telefone celular, há uma mudança de paradigma em curso para as redes de telefonia móvel: elas já não servem apenas para falar. Cada vez mais, são os dados de chamadas por vídeos, conteúdo multimídia e navegação online que tomam o espectro.Na inversão de papéis entre o consumo de chamadas por voz e o de dados, uma nova tecnologia promete ser a ponte para que a web móvel se torne prioridade dentro das operadoras de telefonia.


Na inversão de papéis entre o consumo de chamadas por voz e o de dados, uma nova tecnologia promete ser a ponte para que a web móvel se torne prioridade dentro das operadoras de telefonia.


O Long Term Evolution (LTE) deverá ser oficializado como padrão de rede para banda larga móvel neste mês, quando o 3rd Generation Partner Program (3GPP) publica as especificações finalizadas em dezembro, e dá um empurrão na adoção do potencial primeiro sistema 4G do planeta.


E porque tanta expectativa a respeito do LTE, que já conta com redes em testes no Reino Unido e planos de investimentos por operadoras nos Estados Unidos e na Suécia? Sem grandes surpresas, a atenção dada ao LTE tem relação com sua capacidade de navegação.


Enquanto os padrões por trás das redes 3G que você usa hoje, como HSPA ou UMTS, atingem velocidades máximas de 14 Megabits por segundo (Mbps), testes com o LTE indicam picos de navegação de até 120 Mbps, quase 10 vezes mais rápido.


“Trata-se de uma quebra de paradigma. Redes LTE são projetadas para a troca de dados”, e não ao redor das chamadas de voz, explica José Geraldo Alves de Almeida, gerente de desenvolvimento e negócios da Motorola.

Movimentações para que o LTE tome a definição no mercado para si não faltam.

Após a confirmação pelo 3GPP que tinha finalizado o esboço da especificação, a Verizon anunciou que começaria a procurar parceiros para estrear a primeira rede comercial LTE dos Estados Unidos entre o final de 2009 e o começo de 2010.

Simultaneamente, a TeliaSonera anunciou em janeiro que selecionou parceiros para desenvolver sua rede do padrão na Suécia, que deverá ser lançada comercialmente também no começo de 2010.

Os prazos, no entanto, são flutuantes principalmente pelo impacto da crise econômica mundial nos investimentos reservados pelas operadoras em novos equipamentos.

Como José Geraldo explica: “cada nova geração (de telefonia) significa duas coisas: mais velocidade pra dados e capacidade de colocar o usuário no sistema; e necessidade de dinheiro para trocar todos os equipamentos de acesso”.



A tendência das redes é essa agora. Mesmo que a voz ainda seja o grosso (do faturamento pelas operadoras), o crescimento futuro está ao redor de serviços” oferecidos seja pelas operadoras ou por desenvolvedores independentes, explica o executivo.

A popularização do 4G, com chances cada vez maiores de ser personificado pelo LTE, fomentará um novo mercado de aplicações e serviços móveis, principalmente que envolvam conteúdo multimídia e aplicações de geoposicionamento.

Mais que isso: o LTE representa a primeira "banda larga móvel de verdade", um conceito que o mercado se cansou de relacionar ao WiMax mas que, pela falta de investimentos no padrão pelo mundo, ainda não chegou a se concretizar.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Redução da Selic pode gerar economia de R$ 43 bi

A Nota Técnica “A gravidade da crise e a despesa de juro do governo”, apresentada, nesta segunda-feira (09/03), pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), apontou que a redução da taxa básica de juros a 7% em 2009 traria economia de até R$ 43 bilhões de recursos públicos.




O documento, produzido pela Diretoria de Estudos Macroeconômicos (Dimac), e apresentado pelo diretor da Dimac, João Sicsú, analisou as expectativas empresarias de investimento diante da crise e apresentou projeções de economia fiscal em simulações para reduções graduais da taxa dos atuais 12,75% até 7% ou um corte só de 5,75 pontos já na reunião da próxima semana.

No cenário de crise, a redução de juros deve interferir pouco no crescimento, defendeu o diretor. “Na crise o que faz a economia crescer é demanda, compras governamentais”, disse Sicsú.

Para o diretor, a grande vantagem da redução de juros agora é fiscal. Acarretaria economia de recursos públicos. “Diante da crise, tanto faz para o empresário a redução de um, dois ou três pontos de juros, porque as expectativas do empresariado não são boas. Repito que a grande importância neste momento da redução da taxa é o ganho fiscal”, disse ele.

A nota afirma que “é esperada uma queda na arrecadação em 2009” e aponta que cortar investimentos e gastos sociais pode aprofundar a crise.

“A melhor política é a do corte das despesas com juro que remunera o carregamento da dívida pública. Cortar gastos sociais, correntes ou de investimento significa reduzir a demanda da economia e reduzir ainda mais as possibilidades de crescimento. Com menor crescimento, haverá menos arrecadação. Portanto, cortar gastos públicos cujos multiplicadores de renda e emprego são relevantes significa ampliar as dificuldades de arrecadação, criar um problema fiscal e aprofundar a crise de demanda que se instalou no setor privado da economia”, conclui o documento.

Fonte: IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada)
HSM Online
09/03/2009