segunda-feira, 29 de março de 2010

Empresa pode vigiar tudo que funcionário faz no computador do trabalho

Monitoramento é possível desde que esteja no contrato.
Confira formas que as empresas têm de fazer a vigilância.

Gabriela Gasparin
Do G1, em São Paulo

As empresas têm o direito de monitorar tudo o que os funcionários fazem no computador do trabalho, desde que a vigilância seja previamente informada e esteja prevista em contrato. Segundo advogados consultados pelo G1, caso o profissional seja pego pelo monitoramento fazendo algo proibido pelo empregador, ele pode ser demitido por justa causa.

Para quem fica o dia inteiro na frente do computador, o rastreamento pode soar invasivo, mas o argumento das empresas é que, se o instrumento é para o trabalho, ele não pode ser usado da forma que os empregados bem entendem.



Empresa paga o pato

De acordo com o advogado Renato Opice Blum, especialista em direito eletrônico, o que legitima o poder das empresas de vigiar os empregados é a própria legislação. O Código Civil prevê que o empregador é responsável por tudo o que os trabalhadores fazem usando as conexões e os equipamentos da empresa.


Isso significa que, se um funcionário cometer um crime por meio do computador do trabalho, a empresa responde judicialmente pelo caso. O funcionário também poderá responder pelo crime, mas os prejudicados costumam processar as empresas por conta de elas terem mais poder e dinheiro em caso de indenizações. “Quem paga o pato é a empresa”, afirma Blum.



E-mail pessoal

O monitoramento do e-mail pessoal é a questão mais polêmica, explica o advogado trabalhista Alan Balaban Sasson, uma vez que muitos profissionais alegam ser invasão de privacidade.

De acordo com o advogado, o monitoramento único e exclusivo do e-mail pessoal do trabalhador não é permitido, mas os programas de vigilância acabam monitorando o e-mail particular quando ele é acessado no computador da empresa.



No entanto, se está previsto em contrato que o computador é monitorado e que, caso o funcionário entrar no e-mail pessoal a página também poderá ser monitorada, e mesmo assim o profissional opta por acessar o e-mail, fica difícil querer questionar a empresa pelo ocorrido.


“O contrato é a palavra-chave. O que o chefe não pode é simplesmente chegar a falar ‘deixa eu olhar seu e-mail pessoal’. Nesse caso, seria uma coação”, afirma. Coação é uma ação injusta feita a uma pessoa, impedindo a livre manifestação da vontade do coagido.



O advogado Blum aconselha que as empresas proíbam ou bloquêem o acesso ao e-mail pessoal para evitar dores de cabeça com a questão.



Bloqueios

Desde que registrado no contrato, as empresas têm o direito de permitir ou bloquear qualquer tipo de ferramenta no computador, além de poder usar de diversos meios para vigiar o funcionário. “Do mesmo jeito que é permitido colocar um supervisor para monitorar o trabalho, é possível fazer a vigilância eletrônica”, explica Sasson.



É permitido, inclusive, gravar conversas do MSN, rastrear arquivos deixados na máquina e monitorar as palavras escritas pelo funcionário.



Justa causa

Além da questão jurídica, as justificativas das empresas para fazer o monitoramento são muitas, explicam os advogados, e vão desde proteger informações confidenciais da companhia a até mesmo acompanhar a produtividade do trabalhador.


Caso um funcionário seja pego pelo monitoramento fazendo algo proibido em contrato pela empresa, ele pode ser mandado embora por justa causa, dizem os advogados.



Em casos de flagrantes de descumprimentos não tão graves, como o acesso a uma rede social quando isso for proibido, o funcionário recebe uma advertência. Em caso de reincidência, ele recebe suspensão e, se repetir pela terceira vez, pode ser mandado embora por justa causa.


Já se ele for pego fazendo algo mais grave, como acessando sites de pornografia infantil, por exemplo, a demissão por justa causa pode ser imediata.


Mercado

De olho nesse grande mercado, uma vez que o computador é cada vez mais a principal ferramenta de trabalho nas empresas, desenvolvedoras de softwares usam a criatividade para oferecer programas que atendam às demandas dos empregadores (veja no quadro acima).

O diretor da desenvolvedora BRconnection, Francisco Odorino Pinheiro Neto, afirma que tanto empresas pequenas como grandes o procuram em busca de soluções.


MSN

Entre os programas desenvolvidos pela empresa está um software que controla o uso do MSN. Com a ferramenta, é possível definir com quais pessoas o funcionário pode interagir e gravar as conversas realizadas. Neto explica que o programa notifica os participantes sobre a gravação.



O programa também rastreia as palavras usadas pelo funcionário na conversa e, se necessário, impede que alguns termos sejam enviados.



Cuidado com senha

A Guidance Software, outra empresa que desenvolve softwares de monitoramento, oferece um produto que monitora tudo o que o funcionário faz no computador, desde arquivos utilizados, a e-mails escritos e sites visitados.


Fabrício Simão, gerente técnico para a América Latina da empresa, diz que, com determinados produtos, é possível capturar senhas não criptografadas de alguns sites, o que demanda cuidado.

sexta-feira, 26 de março de 2010

5 jogos sobre hacking

por James Della Valle


Sou fã de simulações. Coloque um Sim City 2000 na minha frente sou capaz de sumir por uma semana. Também gosto de segurança da informação. Seria épico se alguém criasse algo que pudesse misturar essas duas coisas em um único jogo…


A verdade é que eles existem e não são poucos. Basta perguntar ao Google e ele trará dezenas de resultados. A maioria são webgames no modelo “máfia” que surgiram pela rede, mas alguns são clássicos que merecem uma atualização (sim, são velhos).

Vamos ao meu turno no blog de listas:

5 – Deus EX



Um clássico que misturou o gênero FPS com RPG em um ambiente ciberpunk. Criado em 2000 pela Ion Storm Inc., e distribuído pela Eidos, o título não era exatamente um jogo sobre hacking, mas contem elementos que são utilizados na evolução do personagem durante a história. Invasão de terminais é um deles, por exemplo.

4 – Street Hacker

O título é de 2004 e inspirado no top desta lista. Ele traz mais recursos gráficos e opções um pouco mais avançadas que os seus irmãos. Você encarna um hacker pobretão que deve fazer o trabalho sujo para um executivo. Suas armas são vermes e cavalos de troia, utilizados para roubar informações e invadir sistemas.

3 – Hacker Evolution

Esse é mais recente de 2007. O problema é que ele não ficou tão marcado na memória das pessoas. Sua função aqui é evitar um desastre que pode acabar com o mundo. Um dos clichês mais utilizados no universo dos games. O jogadores têm que usar suas habilidades mentais para resolver situações complicadas. Sempre envolvendo a invasão da máquina alheia. Já tem uma versão mais recente por aí…

2 – DECKER
Épico. Podem reclamar dos gráficos toscos, mas essa variação futurística do gênero roguelike (invasão de masmorras e afins) é um clássico. Você recebe a missão, entra na máquina e completa seus objetivos.

Com o dinheiro, você compra programas e faz upgrade no equipamento. Simples e divertido. Você pode fazer upgrades nos itens que adquirir. Bem que alguém poderia fazer um remake com uma interface moderna…

1 – Uplink: Hacker Elite

O topo da montanha. A cereja do bolo. Uplink, feito pela Introversion em 2001, é uma ótima simulação sobre hacking. Os desenvolvedores de Hacker Evolution e Street Hacker se apropriaram de várias idéias e sistemas desse título, mas não mandaram tão bem na hora da execução.

Você é um hacker com um sistema que lembra mais um 386. Seu objetivo é ganhar dinheiro invadindo sistemas e roubando dados. Algumas missões pedem para que você altere as notas do filho de um figurão, fazendo o garoto passar de ano.

Para garantir que não será pego, você precisa melhorar sempre seus programas e hardware. Além disso, você pode utilizar vários pontos de conexão ao redor do mundo para despistar os especialistas e federais que querem te derrubar. Falhar dói no seu bolso.

Uma das partes mais engraçadas é que ele reconhece seu sistema operacional e reflete isso nos ícones que o representam no jogo.

Claro, existem outros jogos com hacking envolvido. Quem topa indicar algum?

quarta-feira, 24 de março de 2010

Aviso sobre Photoshop poderá ser obrigatório

Paula Rothman, de INFO Online
Quarta-feira, 24 de março de 2010 - 09h13

Em outubro de 2009, dois anúncios da Ralph Lauren chamaram a atenção pela distorção bizarra do corpo das modelos e aumentaram a discussão sobre o uso de retoques em imagens

SÃO PAULO – Tramita na Câmara dos deputados um Projeto de Lei que obrigará as agências de propaganda a informar o público sobre a manipulação de imagens em material publicitário.


Quem desrespeitar a obrigatoriedade do aviso poderá ser multado em até R$ 50 mil.

O Projeto de Lei 6853/10, do deputado Wladimir Costa (PMDB-PA), prevê que os anúncios tragam a mensagem: "Atenção: imagem retocada para alterar a aparência física da pessoa retratada."


Segundo entrevista concedida à Agência Câmara, o deputado Costa pretende acabar com a idealização do corpo humano. "Em tempos de Photoshop, a manipulação de imagens faz com que a fotografia seja muitas vezes radicalmente diferente da realidade. Manchas na pele são apagadas, rugas são cobertas, quilos a mais são extirpados. É difícil a um leigo perceber que o resultado final não é uma imagem original", disse.


A ideia é similar à proposta por uma deputada francesa em setembro do ano passado. Valerie Boyer enviou texto ao parlamento no qual todas as agências de publicidade e editores de conteúdo na França ficavam obrigados a estampar no rodapé de anúncios palavras como “Esta imagem foi modificada digitalmente e pode não corresponder à realidade”.


O argumento de Boyer é que a popularização dos editores de imagens como o Photoshop, da Adobe, está criando referências de beleza e estética que não são atingíveis no mundo real. Na França, o projeto prevê multas de 54 mil euros (cerca de R$ 140 mil) para quem desobedecer a nova regra.


Aqui no Brasil, caso o responsável pelo material ou pelo veículo descumprir a medida, as punições variam de advertência, obrigatoriedade de esclarecimento e multa de R$ 1,5 mil a R$ 50 mil, cobrada em dobro na reincidência. Caberá ao Poder Executivo definir os órgãos que aplicarão as sanções.


O projeto tramita em caráter conclusivo, o que significa que não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo – no caso, Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso haja parecer divergente entre as comissões ou recurso contra assinado por 51 deputados (10% do total), o projeto precisará ser votado pelo Plenário.

terça-feira, 23 de março de 2010

Arduino: robótica para iniciantes

Técnica permite que você crie soluções simples para o seu dia-a-dia

Software Arduino
Tecnologia na balada!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Ferramenta gratuita de código aberto promete facilitar migração para IPv6

Por Network World/EUA
Publicada em 18 de março de 2010 às 17h20

Software criado em parceria pelo provedor Comcast e pelo ISC permite que profissionais de rede se familiarizem com o novo protocolo da internet.

A provedora americana de serviços de internet Comcast e o Internet Systems Consortium (ISC) anunciaram nesta quinta-feira (18/3) a disponibilidade de software de código aberto que poderá ajudar operadoras e empresas a migrar para o IPv6, atualização do principal protocolo de comunicações da internet.

O software, chamado Called Address Family Transition Router (AFTR), está disponível imediatamente e sem custos para engenheiros de rede que quiserem experimentar os mecanismos de transição para o IPv6. A versão 1.01 pode ser baixada do site do ISC.

O AFTR permite que computadores, impressoras, videogames e outros aparelhos com conexão à internet via IPv4 possam ser acessados a partir de uma rede IPv6.

Esgotamento
A indústria de internet precisa de mecanismos de transição como o AFTR porque a rede mundial está prestes a esgotar suas possibilidades de endereçamento com o protocolo atual IPv4, que usa endereços de 32 bits - suficientes para 4,3 bilhões de aparelhos conectados diretamente à rede.

Especialistas preveem que os endereços restantes de IPv4 serão distribuídos ao longo de 2012. Em janeiro, os registradores regionais de internet anunciaram que menos de 10% dos endereços IPv4 permaneciam disponíveis.

Quando os endereços IPv4 acabarem, as operadoras e empresas precisarão migrar para o IPv6, que usa endereços de 128 bits e suporta um número praticamente ilimitado de aparelhos.

Dual Stack
O AFTR é a primeira implementação de um padrão emergente chamado Dual Stack Lite, que foi desenvolvido pela Comcast.

O Dual Stack Lite permite que vários clientes compartilhem um único endereço IPv4 usando a tecnologia NAT (Network Address Translation), junto com tunelamento IPv4-para-IPv6 a partir do gateway do cliente para o NAT da operadora. O Dual Stack Lite está em processo de padronização pela Internet Engineering Task Force (IETF), e sua aprovação é esperada para o fim deste ano.

"Nós planejamos continuar a trabalhar com o ISC nesta implementação de código aberto", disse Richard Woundy, vice-presidente sênior de software e aplicações da Comcast. "Nossa esperança e nossa expectativa é que a comunidade internet dê uma boa olhada nessa tecnologia, experimente, e nos forneça feedback".


(Carolyn Duffy Marsan)

quarta-feira, 17 de março de 2010

Ford prepara sistema contra hacks

James Della Valle, de INFO Online
Segunda-feira, 15 de março de 2010 - 11h55

Edge virá com sistema de segurança digital

SÃO PAULO – A montadora Ford anunciou o desenvolvimento de um sistema para evitar que carros que utilizam a tecnologia Wi-Fi sejam hackeados.


Segundo o Dark Reading, o dispositivo deve acompanhar o Ford SYNC, que funciona como um centro de entretenimento desenvolvido em conjunto com a Microsoft.

A tecnologia deve aparecer até o final deste ano, junto com os novos modelos conhecidos como Ford Edge e MKX Lincoln. Eles utilizaram uma versão do Windows CE e um navegador customizado.


O SYNC trará um modelo de criptografia para sua rede sem fio (WPA2), além de firewalls que devem separar os sistemas de informações vitais para o carro dos programas de entretenimento. A medida deve garantir que um não afetará o outro em caso de invasão.


A interface MyFordTouch trará um serviço de proteção contra malware, responsável por barrar códigos maliciosos que tentem acessar o computador do veículo.

terça-feira, 16 de março de 2010

Venezuela Contra a Liberdade na Internet


Por code

Neste último sábado, o presidente venezuelano Hugo Chavez iniciou um chamado para a regulamentação da Internet em seu país. O motivo? De acordo com Chavez, o controle tem como intuito impedir a propagação de rumores e falsas acusações. O presidente venezuelano inclusive citou como argumento um caso recente onde um site na web reportava incorretamente que um de seus ministros havia sido assassinado, e a história ainda ficou no ar por dois dias. De acordo com Reuters e Associated Press, em um recente comunicado televisivo, Chavez disse que "A Internet não pode ser algo aberto onde qualquer coisa possa ser diata e feita. Não! Casa país tem de aplicar as suas próprias regras e normas.".



Até o momento ainda não está aparente que tipos de controle Chavez tem em mente, ou mesmo se esses tipos de controle serão iguais aos já aplicados no Irã, que são largamente utilizados com o intuito de silenciar a oposição. Só para se ter uma idéia, muitos pertencentes aos movimentos de oposição na Venezuela utilizam sites de redes sociais para se comunicarem.

Ainda no mesmo comunicado Chavez afirma que "Temos que agir. Nós vamos pedir ajuda ao Procurador Geral, porque isso é um crime. Eu tenho informações de que essa página publica periodicamente histórias chamando para um golpe de Estado. Isso não pode ser permitido.". Chavez, que frequentemente se choca com os meios de comunicação sobre os relatórios críticos e as transmissões, ainda disse "Não pode ser que eles transmitam o que eles quiserem para envenenar as mentes de muitas pessoas - regulação, regulação, as leis!".

Sites de redes sociais como Twitter e Facebook são muito apreciados e utilizados pelos movimentos de oposição na Venezuela, onde os opositores de Chavez utilizam essas ferramentas para organizar protestos contra seu regime. E Chavez tem reclamado que que as pessoas tem utilizado esses mesmos veículos de comunicação para espalharem rumores sem fundamento.

Muitos opositores temem que Chavez imponha a supervisão governamental na Web, no mesmo estilo já utilizado em Cuba, mas o líder socialista não deu qualquer sinal de que está planejando tal movimento. Lembramos que em 2007, Chavez se recusou a renovar a licença da estatal de televisão RCTV, que agora tenta sobreviver como um canal de TV à cabo.

Seu governo também tem colocado relativa pressão no canal de TV opositor, o Glbovision, com o intuito de suavizar sua linha editorial. E ainda no ano passado fechou dezenas de estações de rádio por infrações administrativas.

Parece que uma parte considerável do mundo está começando uma onda de censura em massa na Internet. Caso a Venezuela aplique qualquer tipo de censura, estará se colocando no mesmo patamar de China, Cuba e Irã, ambos ferrenhos defensores dessa prática. Para quem não lembra, o próprio Google já anunciou estar muito próximo de encerrar por completo suas atividades na China, devido não somente aos ataques sofridos por crackers chineses supostamente aliados ao governo de Pequim, mas principalmente por não concordar com a obrigatoriedade de aplicação de censura no seu motor de buscas para a população chinesa. Um funcionário do Google na China alertou nesta sexta-feira que a empresa deverá parar a filtragem de resultados de pesquisa em seu site chinês e "terá de arcar com as conseqüências".

O problema é que a Internet foi criada para ser livre, tanto de propriedade quanto de ideologia. E uma vez que diversos países estão iniciando seus planos de censura, clamando o direito de impor "restrições" neste veículo de comunicação global, só contribuirá para minar de forma fatal sua própria existência.


Fonte: [Under-Linux.org]