Por IDG News Service/Suécia
Publicada em 25 de março de 2009 às 08h39
Estocolmo - Segundo TeleGeography, 8% de todas as chamadas de longa distância do mundo foram feitas a partir do serviço de VoIP, em 2008.
O Skype foi usado para realizar 33 bilhões de minutos em ligações internacionais em 2008, ou 8% de todo o tráfego de voz, de acordo com a TeleGeography, empresa que pesquisa o mercado de telecomunicações. O resultado mostra que a empresa cresceu 41% em relação a 2007 e se tornou a maior operadora de chamadas internacionais do mundo.
De acordo com Stephan Beckert, analista da TeleGeography, esse crescimento não se reverteu em uma receita maior para a companhia, pois os preços das ligações estão em queda. Ironicamente, o próprio Skype, que entrou competindo pesado com as operadoras de longa distância, é responsável pela queda nas tarifas.
Como um todo, o tráfego de voz internacional está crescendo. Em 2008, o crescimento registrado foi de 12%, contra 14% de aumento em 2007, segundo a TeleGeography. Uma explicação é que, apesar das novas tecnologias de comunicação (como mensagens instantâneas), o número de ligações em conferência tem crescido muito, de acordo com Steve Blood, vice-presidente do Gartner. As empresas vão cada vez mais economizar com passagens aéreas e se valer de conference calls para resolver problemas em escritórios internacionais.
Mikael Ricknäs, editor do IDG News Service, em Estocolmo
sexta-feira, 27 de março de 2009
quinta-feira, 26 de março de 2009
Planejamento de carreira: você já pensou nisso?
por Vitor Cavalcanti InformationWeek Brasil
25/03/2009
Poucas empresas têm processos definidos de preparação de executivos para ocupar cargos de chefia
É muito comum utilizar datas como a virada do ano ou o dia do aniversário para estabelecer diretrizes e objetivos para a vida pessoal e profissional. Alguns listam em uma folha, outros montam planilhas no computador e há ainda aqueles que apenas mentalizam e saem em busca do eldorado. Diferente das metas pessoais, que muitas vezes (e infelizmente) são deixadas de lado para serem retomadas apenas em momentos oportunos, o planejamento da carreira profissional, independentemente de qualquer data, requer comprometimento contínuo. É preciso ter paciência para galgar cada degrau e respeitar o tempo necessário que normalmente esta escalada requer. Um crescimento meteórico pode vir acompanhado de uma queda fatal.
Se ainda assim você pensa que basta planejar metas e ponto final, há outras lições ensinadas pelos executivos entrevistados por InformationWeek Brasil e endossadas pela especialista no assunto Aline Zimermann Franco, sócia da consultoria Fesa. Por exemplo, antes de optar pela mudança de corporação, Aline destaca que o profissional tem de conhecer o negócio, avaliar o momento da empresa e como está posicionada. "Tudo exige uma minuciosa programação."
Paulo Bonucci, presidente da Unisys; Ítalo Flammia, que acaba de assumir a posição de CIO na Sodexo, e Mauro Negrete, coordenador de cursos de TI e de gestão de negócios no IBTA, professor do IBMEC e diretor de operações da Gravames.com, têm em comum características fundamentais para o sucesso profissional: são apaixonados pelo que fazem, construíram uma história de sucesso desde o início da carreira e trabalham duro.
De forma bem descontraída, o atarefado presidente da Unisys no Brasil, afirma que, desde cedo, almejou posições de destaque e colocou como meta pessoal alcançar um cargo de gerência aos 30 anos. "Com 28 cheguei lá. Fui colocando metas e tentando me desenvolver para progredir e atingir os meus objetivos", relembra Bonucci, que nunca fez um diário ou planejamento formal.
Claro que nada funcionou apenas com o poder da mente. Bonucci iniciou a carreira na Andersen Consulting (hoje Accenture) como trainee em 1984. Para sua surpresa, a companhia estimulava o desenvolvimento profissional por meio de um planejamento. "Comunicavam as etapas, cursos necessários e colocam como o Olimpo chegar à posição de ‘partner". Isto me estimulou a passar por cada etapa de forma sólida, construindo uma carreira de conteúdo e resultados", resume.
Professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, João Baptista Brandão, reconhece que esta não é uma prática comum nas empresas. Apenas as mais maduras tendem a fornecer esse tipo de estrutura aos profissionais. "Seria correspondente ao sujeito que tenta evitar que sua companheira veja ou conheça outros homens, eventualmente mais interessantes, para não correr o risco de ser passado para trás", contextualiza, fazendo referência ao que normalmente ocorre nas companhias. (Leia artigo do professor Brandão)
Além do eventual estímulo dentro da corporação, Brandão ensina que o profissional precisa estabelecer alguns pontos para o desenvolvimento de sua carreira, como verificar as habilidades que têm de ser melhoradas, avaliar como estão seus relacionamentos (inteligência interpessoal) e também o que é necessário desenvolver em termos de conhecimento para hoje e amanhã.
Aos 48 anos, sendo 25 deles dedicados à profissão, Bonucci reconhece que há uma pitada de sorte nas estradas do mundo corporativo. O executivo, que hoje pensa no longo prazo e já não planeja o passo-a-passo como antes, reforça a importância de vivenciar todas as etapas da carreira, alertando que ascensões meteóricas podem ter fins trágicos. "O planejamento é muito útil neste sentido. Me preparei para melhorar meu conhecimento nas áreas jurídica e de finanças. É preciso ter muita paciência também. As empresas cometem injustiças, mas algumas reparam", ensina. Até assumir a presidência da Unisys, em 2005, Bonucci atuava como diretor para América Latina da empresa. Ele conta que, antes de aceitar o cargo, avaliou as oportunidades e os desafios que o aguardavam. "Confesso que acertei na carreira; o desempenho nos últimos anos foi super bom e minha missão foi cumprida", comemora.
Quando começa o planejamento
Avaliar o mercado, as oportunidades que surgem e ainda saber optar por aquela que mais agregará ao seu futuro não é tarefa fácil. Tanto que o ato de planejar a carreira nem sempre faz parte dos primeiros passos do profissional. Isto requer tino e um pouco de experiência. Tal avaliação é referendada por Mauro Negrete. "Quando você está na universidade, não sabe o que quer da vida. No meio (do curso), você pode gostar muito ou parar."
Ele fala por experiência própria. Negrete ingressou na faculdade aos 22 anos e só saiu aos 27. Tentou estudar física, mas desistiu. Daí, cursou administração e fez como opção de carreira buscar a TI aplicada ao negócio. "Nunca estabeleci metas, mas sou muito racional e intuitivo. Como tenho claro aonde quero chegar, tomo minhas decisões", explica, confessando que não formalizou seus planos logo no início. "Meu planejamento começou a acontecer com cinco anos de carreira em TI. Fiz administração, porque senti que, para trabalhar com tecnologia, precisava entender de negócios", relembra o profissional, que por cinco anos atuou na Eucatex, onde alcançou seu primeiro cargo de coordenador.
O executivo acredita que trabalhar e estudar ao mesmo tempo possibilita uma visão melhor de direcionamento de carreira. Foi assim que desistiu da física. "Percebi que não teria perspectiva", assume. Negrete, que já foi CIO da Cotia Trading e deixou a empresa para se dedicar a projetos de consultoria, avalia que, quanto maior a vivência, mais bem-estruturado será o processo.
Embora não seja de formalizar seus planos ou estabelecer metas, Negrete acredita que as pessoas devem sempre ter uma visão de futuro, mas reconhece que há uma dificuldade geral para isto. "Se você tem, erra menos e, quando erra, percebe qual foi o erro. As pessoas têm dificuldade para montar uma visão de longo prazo e com isso [o estabelecimento da visão] fica mais fácil determinar investimentos em sua carreira", aconselha. Assim como Bonucci, Negrete não vê benefícios nas expectativas de curto prazo, o que é bastante comum, sobretudo, quando está em jogo um salário mais elevado. Além disto, ele reforça a necessidade de se construir uma carreira sólida e com bom histórico, de forma que isto reflita positivamente no futuro.
Ter os objetivos traçados, entretanto, não significa que você terá de ficar estagnado neles. Negrete sempre quis (e se preparou para) uma vida acadêmica, mas, quando estava com esta outra carreira em pleno vapor, recebeu uma proposta para voltar para a vida executiva. "É um projeto que me atraiu profissionalmente e vai me proporcionar novos conhecimentos. Isto aumenta meu valor como consultor e professor", analisa, lembrando que esse tipo de situação é bastante comum ocorrer e requer atenção especial.
Abandonando o barco
A construção de uma carreira dificilmente acontece em apenas uma empresa e talvez a parte mais complicada no percurso seja a troca de trabalho, especialmente quando se ocupa uma posição de destaque, como CIO ou CEO. Isto porque, ao deixar uma corporação, projetos podem ficar pelo caminho e o ambiente deixado não necessariamente será sadio. "A negociação da demissão tem de ser bem trabalhada e factível para os dois lados", reforça Aline Zimermann Franco, sócia da Fesa. Ítalo Flammia deixou a Natura depois de 12 anos de casa e assumiu, em janeiro último, o cargo de CIO da Sodexo. O profissional de 20 anos de carreira contou que, antes de anunciar de fato que deixaria a empresa de cosméticos, passou quatro meses avaliando a situação para estar seguro de sua decisão. Até a família esteve envolvida no processo. "Depois da decisão, conversei com três headhunters, com o objetivo de avaliar o mercado para uma pessoa com o meu currículo", lembra. Ele reforça que isto não teve nada a ver com a busca de oportunidades, mas foi uma forma de autoavaliação.
A partir da decisão tomada e comunicada à empresa, o trabalho se tornou mais árduo. O profissional fez um verdadeiro esquema de comunicação para o que mercado soubesse que ele estava deixando a companhia onde, por 12 anos, teve uma posição de destaque. Busca por aconselhamento profissional em consultorias também fez parte do processo. "Tive reuniões com consultores e comecei a aperfeiçoar o meu plano. Estes momentos de mudanças são importantes para reflexão", reconhece. Além da contratação de ajuda, Flammia também abordou headhunters, enviou cartas, e-mails, ligou e insistiu em encontros, mesmo quando não havia vagas com objetivo de fazer relacionamento com o mercado. "Fiz 60 entrevistas em seis meses", contabiliza.
A atitude de Flammia vai ao encontro dos aconselhamentos de Aline, da Fesa, que ressalta a importância do networking, principalmente quando está em jogo cargos de alto escalão. "Conversei com CIOs, consultores, executivos e outros colegas que tinham negócios a ver com o meu", informa o atual líder de TI da Sodexo. O longo processo pelo qual Flammia passou antes de aceitar a proposta da empresa especializada em soluções de benefícios e serviços ao trabalhador envolveu ainda listagem das empresas onde gostaria de trabalhar para focar as investidas, construção de uma planilha para organizar os contatos e registrar os encontros, estabelecer prazos, principalmente, em relação ao tempo que você pode se manter sem um emprego e avaliação das propostas.
"Em média, um executivo demora de seis a oito meses para se recolocar, não pode desanimar. Depois de contratado, é preciso agradecer a todos que contribuíram com você durante o processo, sobretudo os que participaram ativamente. No novo emprego, tenha o controle da ação e estabeleça objetivos", ensina o profissional de 45 anos, alertando que é preciso estar preparado para o recomeço, já que os ciclos profissionais estão cada vez mais curtos.
Por onde começar?
Aline Zimermann Franco, sócia da consultoria Fesa, empresa especializada em buscar executivos para grandes corporações, explica que profissionais em início de carreira podem buscar oportunidades pelas vias comuns, ou seja, enviar currículo para o RH e consultorias que trabalhem com cargos técnicos. Já para cargos mais altos, principalmente quando o executivo já tem em mente a empresa para a qual quer trabalhar, o processo é mais complicado. "As estruturas seniores estão montadas, quando tem vaga as empresas olham para dentro ou partem para network e consultoria. O executivo precisa ter contatos ou tentar via consultoria", confirma.
Casa nova?
- Se for um novo setor, aprofunde seu conhecimento sobre ele
- Estude o momento da empresa, como ela está posicionada
- Objetivos e metas precisam estar claros
- Conheça a relação entre os setores internamente
Decidiu levantar voo? Veja o que fazer:
- Avalie bem a saída
- Certifique-se de que não há projetos importantes pela metade
- Negocie bem a demissão para que o processo seja bom para as duas partes
- Durante o processo de saída, não participe de reuniões estratégicas
- Antes de aceitar o novo emprego, tenha certeza que a remuneração e o pacote profissional são o que você realmente quer
- Decisão tomada, não volte atrás
- Honre sua palavra, aceitar contraproposta te coloca em posição complicada
25/03/2009
Poucas empresas têm processos definidos de preparação de executivos para ocupar cargos de chefia
É muito comum utilizar datas como a virada do ano ou o dia do aniversário para estabelecer diretrizes e objetivos para a vida pessoal e profissional. Alguns listam em uma folha, outros montam planilhas no computador e há ainda aqueles que apenas mentalizam e saem em busca do eldorado. Diferente das metas pessoais, que muitas vezes (e infelizmente) são deixadas de lado para serem retomadas apenas em momentos oportunos, o planejamento da carreira profissional, independentemente de qualquer data, requer comprometimento contínuo. É preciso ter paciência para galgar cada degrau e respeitar o tempo necessário que normalmente esta escalada requer. Um crescimento meteórico pode vir acompanhado de uma queda fatal.
Se ainda assim você pensa que basta planejar metas e ponto final, há outras lições ensinadas pelos executivos entrevistados por InformationWeek Brasil e endossadas pela especialista no assunto Aline Zimermann Franco, sócia da consultoria Fesa. Por exemplo, antes de optar pela mudança de corporação, Aline destaca que o profissional tem de conhecer o negócio, avaliar o momento da empresa e como está posicionada. "Tudo exige uma minuciosa programação."
Paulo Bonucci, presidente da Unisys; Ítalo Flammia, que acaba de assumir a posição de CIO na Sodexo, e Mauro Negrete, coordenador de cursos de TI e de gestão de negócios no IBTA, professor do IBMEC e diretor de operações da Gravames.com, têm em comum características fundamentais para o sucesso profissional: são apaixonados pelo que fazem, construíram uma história de sucesso desde o início da carreira e trabalham duro.
De forma bem descontraída, o atarefado presidente da Unisys no Brasil, afirma que, desde cedo, almejou posições de destaque e colocou como meta pessoal alcançar um cargo de gerência aos 30 anos. "Com 28 cheguei lá. Fui colocando metas e tentando me desenvolver para progredir e atingir os meus objetivos", relembra Bonucci, que nunca fez um diário ou planejamento formal.
Claro que nada funcionou apenas com o poder da mente. Bonucci iniciou a carreira na Andersen Consulting (hoje Accenture) como trainee em 1984. Para sua surpresa, a companhia estimulava o desenvolvimento profissional por meio de um planejamento. "Comunicavam as etapas, cursos necessários e colocam como o Olimpo chegar à posição de ‘partner". Isto me estimulou a passar por cada etapa de forma sólida, construindo uma carreira de conteúdo e resultados", resume.
Professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, João Baptista Brandão, reconhece que esta não é uma prática comum nas empresas. Apenas as mais maduras tendem a fornecer esse tipo de estrutura aos profissionais. "Seria correspondente ao sujeito que tenta evitar que sua companheira veja ou conheça outros homens, eventualmente mais interessantes, para não correr o risco de ser passado para trás", contextualiza, fazendo referência ao que normalmente ocorre nas companhias. (Leia artigo do professor Brandão)
Além do eventual estímulo dentro da corporação, Brandão ensina que o profissional precisa estabelecer alguns pontos para o desenvolvimento de sua carreira, como verificar as habilidades que têm de ser melhoradas, avaliar como estão seus relacionamentos (inteligência interpessoal) e também o que é necessário desenvolver em termos de conhecimento para hoje e amanhã.
Aos 48 anos, sendo 25 deles dedicados à profissão, Bonucci reconhece que há uma pitada de sorte nas estradas do mundo corporativo. O executivo, que hoje pensa no longo prazo e já não planeja o passo-a-passo como antes, reforça a importância de vivenciar todas as etapas da carreira, alertando que ascensões meteóricas podem ter fins trágicos. "O planejamento é muito útil neste sentido. Me preparei para melhorar meu conhecimento nas áreas jurídica e de finanças. É preciso ter muita paciência também. As empresas cometem injustiças, mas algumas reparam", ensina. Até assumir a presidência da Unisys, em 2005, Bonucci atuava como diretor para América Latina da empresa. Ele conta que, antes de aceitar o cargo, avaliou as oportunidades e os desafios que o aguardavam. "Confesso que acertei na carreira; o desempenho nos últimos anos foi super bom e minha missão foi cumprida", comemora.
Quando começa o planejamento
Avaliar o mercado, as oportunidades que surgem e ainda saber optar por aquela que mais agregará ao seu futuro não é tarefa fácil. Tanto que o ato de planejar a carreira nem sempre faz parte dos primeiros passos do profissional. Isto requer tino e um pouco de experiência. Tal avaliação é referendada por Mauro Negrete. "Quando você está na universidade, não sabe o que quer da vida. No meio (do curso), você pode gostar muito ou parar."
Ele fala por experiência própria. Negrete ingressou na faculdade aos 22 anos e só saiu aos 27. Tentou estudar física, mas desistiu. Daí, cursou administração e fez como opção de carreira buscar a TI aplicada ao negócio. "Nunca estabeleci metas, mas sou muito racional e intuitivo. Como tenho claro aonde quero chegar, tomo minhas decisões", explica, confessando que não formalizou seus planos logo no início. "Meu planejamento começou a acontecer com cinco anos de carreira em TI. Fiz administração, porque senti que, para trabalhar com tecnologia, precisava entender de negócios", relembra o profissional, que por cinco anos atuou na Eucatex, onde alcançou seu primeiro cargo de coordenador.
O executivo acredita que trabalhar e estudar ao mesmo tempo possibilita uma visão melhor de direcionamento de carreira. Foi assim que desistiu da física. "Percebi que não teria perspectiva", assume. Negrete, que já foi CIO da Cotia Trading e deixou a empresa para se dedicar a projetos de consultoria, avalia que, quanto maior a vivência, mais bem-estruturado será o processo.
Embora não seja de formalizar seus planos ou estabelecer metas, Negrete acredita que as pessoas devem sempre ter uma visão de futuro, mas reconhece que há uma dificuldade geral para isto. "Se você tem, erra menos e, quando erra, percebe qual foi o erro. As pessoas têm dificuldade para montar uma visão de longo prazo e com isso [o estabelecimento da visão] fica mais fácil determinar investimentos em sua carreira", aconselha. Assim como Bonucci, Negrete não vê benefícios nas expectativas de curto prazo, o que é bastante comum, sobretudo, quando está em jogo um salário mais elevado. Além disto, ele reforça a necessidade de se construir uma carreira sólida e com bom histórico, de forma que isto reflita positivamente no futuro.
Ter os objetivos traçados, entretanto, não significa que você terá de ficar estagnado neles. Negrete sempre quis (e se preparou para) uma vida acadêmica, mas, quando estava com esta outra carreira em pleno vapor, recebeu uma proposta para voltar para a vida executiva. "É um projeto que me atraiu profissionalmente e vai me proporcionar novos conhecimentos. Isto aumenta meu valor como consultor e professor", analisa, lembrando que esse tipo de situação é bastante comum ocorrer e requer atenção especial.
Abandonando o barco
A construção de uma carreira dificilmente acontece em apenas uma empresa e talvez a parte mais complicada no percurso seja a troca de trabalho, especialmente quando se ocupa uma posição de destaque, como CIO ou CEO. Isto porque, ao deixar uma corporação, projetos podem ficar pelo caminho e o ambiente deixado não necessariamente será sadio. "A negociação da demissão tem de ser bem trabalhada e factível para os dois lados", reforça Aline Zimermann Franco, sócia da Fesa. Ítalo Flammia deixou a Natura depois de 12 anos de casa e assumiu, em janeiro último, o cargo de CIO da Sodexo. O profissional de 20 anos de carreira contou que, antes de anunciar de fato que deixaria a empresa de cosméticos, passou quatro meses avaliando a situação para estar seguro de sua decisão. Até a família esteve envolvida no processo. "Depois da decisão, conversei com três headhunters, com o objetivo de avaliar o mercado para uma pessoa com o meu currículo", lembra. Ele reforça que isto não teve nada a ver com a busca de oportunidades, mas foi uma forma de autoavaliação.
A partir da decisão tomada e comunicada à empresa, o trabalho se tornou mais árduo. O profissional fez um verdadeiro esquema de comunicação para o que mercado soubesse que ele estava deixando a companhia onde, por 12 anos, teve uma posição de destaque. Busca por aconselhamento profissional em consultorias também fez parte do processo. "Tive reuniões com consultores e comecei a aperfeiçoar o meu plano. Estes momentos de mudanças são importantes para reflexão", reconhece. Além da contratação de ajuda, Flammia também abordou headhunters, enviou cartas, e-mails, ligou e insistiu em encontros, mesmo quando não havia vagas com objetivo de fazer relacionamento com o mercado. "Fiz 60 entrevistas em seis meses", contabiliza.
A atitude de Flammia vai ao encontro dos aconselhamentos de Aline, da Fesa, que ressalta a importância do networking, principalmente quando está em jogo cargos de alto escalão. "Conversei com CIOs, consultores, executivos e outros colegas que tinham negócios a ver com o meu", informa o atual líder de TI da Sodexo. O longo processo pelo qual Flammia passou antes de aceitar a proposta da empresa especializada em soluções de benefícios e serviços ao trabalhador envolveu ainda listagem das empresas onde gostaria de trabalhar para focar as investidas, construção de uma planilha para organizar os contatos e registrar os encontros, estabelecer prazos, principalmente, em relação ao tempo que você pode se manter sem um emprego e avaliação das propostas.
"Em média, um executivo demora de seis a oito meses para se recolocar, não pode desanimar. Depois de contratado, é preciso agradecer a todos que contribuíram com você durante o processo, sobretudo os que participaram ativamente. No novo emprego, tenha o controle da ação e estabeleça objetivos", ensina o profissional de 45 anos, alertando que é preciso estar preparado para o recomeço, já que os ciclos profissionais estão cada vez mais curtos.
Por onde começar?
Aline Zimermann Franco, sócia da consultoria Fesa, empresa especializada em buscar executivos para grandes corporações, explica que profissionais em início de carreira podem buscar oportunidades pelas vias comuns, ou seja, enviar currículo para o RH e consultorias que trabalhem com cargos técnicos. Já para cargos mais altos, principalmente quando o executivo já tem em mente a empresa para a qual quer trabalhar, o processo é mais complicado. "As estruturas seniores estão montadas, quando tem vaga as empresas olham para dentro ou partem para network e consultoria. O executivo precisa ter contatos ou tentar via consultoria", confirma.
Casa nova?
- Se for um novo setor, aprofunde seu conhecimento sobre ele
- Estude o momento da empresa, como ela está posicionada
- Objetivos e metas precisam estar claros
- Conheça a relação entre os setores internamente
Decidiu levantar voo? Veja o que fazer:
- Avalie bem a saída
- Certifique-se de que não há projetos importantes pela metade
- Negocie bem a demissão para que o processo seja bom para as duas partes
- Durante o processo de saída, não participe de reuniões estratégicas
- Antes de aceitar o novo emprego, tenha certeza que a remuneração e o pacote profissional são o que você realmente quer
- Decisão tomada, não volte atrás
- Honre sua palavra, aceitar contraproposta te coloca em posição complicada
quarta-feira, 25 de março de 2009
Saiba como fazer mais em TI com menos recursos - Parte 1
Além de focar em projetos de curto prazo, CIOs devem abandonar tarefas relacionadas a SLAs, reavaliar estrutura de storage, apostar em virtualização e eliminar redundâncias e sistemas legados desnecessários
Dan Tynan, InfoWorld
Publicada em 18 de março de 2009 às 08h00
Tempos difíceis exigem atitudes extremas. Mesmo para aqueles CIOs que não tiveram os orçamentos afetados por conta da crise, há uma exigência comum nas organizações: que todas as áreas façam mais com menos recursos.
O corte de pessoal, normalmente, aparece como a primeira e única opção aos CIOs que precisam adequar-se à nova realidade. Mas, embora não seja simples, há outras saídas para reduzir custos de TI sem dispensar membros da equipe. Seguem aqui algumas dicas de como alcançar esse objetivo:
1. Transforme achismos em números: calcule o quanto de recurso financeiro e pessoal é necessário para manter sua infraestrutura funcionando de forma eficiente. No caso de ter mais funcionários cuidando dessa parte operacional do que deveria, selecione os mais eficientes e aloque os demais na execução de outras tarefas – certamente haverá algum gargalo para ser resolvido e esses colaboradores poderão ajudar. Além disso, avalie todos os projetos da área e selecione apenas os mais importantes para continuar em pauta.
2. Foque em projetos de curto prazo: por muito tempo, os CIOs foram orientados a pensar estrategicamente no futuro da área, desenvolvendo assim muitos projetos de longo prazo. Porém, para grande parte das companhias, a necessidade atual é superar a crise. Nesse cenário, as empresas precisam de programas com retornos imediatos, capazes de melhorar, agora, os resultados corporativos.
3. Não perca tempo com SLAs: para lidar com solicitações tecnológicas das áreas de negócios, muitas vezes os CIOs ficam em situações inconvenientes, em que negar um pedido pode ser considerado rude. Por isso, o executivo de TI deve nomear um funcionário específico como responsável pela avaliação das solicitações de suporte. Além de evitar mal-entendidos, essa iniciativa deixa o CIO com mais tempo livre para tratar de assuntos estratégicos da organização.
4. Avalie sua estrutura de storage: mesmo que suas necessidades de armazenamento estejam aumentando, é normal que o momento não seja adequado a novos investimentos. Para otimizar a operação sem muitos gastos, avalie o quanto do data center está sendo utilizado e elimine arquivos que não sejam estritamente necessários. No caso de a empresa possuir estrutura virtual de storage, reveja o contrato e negocie melhores condições de pagamento com o fornecedor.
5. Adote os padrões abertos: investigue os benefícios e riscos que o open source pode trazer ao negócio e avalie em quais áreas eles seriam eficazes e não representariam grandes brechas de segurança à empresa.
6. Virtualize: aposte na virtualização de, pelo menos, uma parte de seu data center. A mudança trará economia de energia, manutenção de hardware e menor ocupação de espaço físico.
7. Limpe a casa: crises são boas oportunidades para acabar com redundâncias e sistemas legados desnecessários. Identifique as aplicações que não são utilizadas e ainda ocupam espaço em sua infraestrutura e elimine-as.
Dan Tynan, InfoWorld
Publicada em 18 de março de 2009 às 08h00
Tempos difíceis exigem atitudes extremas. Mesmo para aqueles CIOs que não tiveram os orçamentos afetados por conta da crise, há uma exigência comum nas organizações: que todas as áreas façam mais com menos recursos.
O corte de pessoal, normalmente, aparece como a primeira e única opção aos CIOs que precisam adequar-se à nova realidade. Mas, embora não seja simples, há outras saídas para reduzir custos de TI sem dispensar membros da equipe. Seguem aqui algumas dicas de como alcançar esse objetivo:
1. Transforme achismos em números: calcule o quanto de recurso financeiro e pessoal é necessário para manter sua infraestrutura funcionando de forma eficiente. No caso de ter mais funcionários cuidando dessa parte operacional do que deveria, selecione os mais eficientes e aloque os demais na execução de outras tarefas – certamente haverá algum gargalo para ser resolvido e esses colaboradores poderão ajudar. Além disso, avalie todos os projetos da área e selecione apenas os mais importantes para continuar em pauta.
2. Foque em projetos de curto prazo: por muito tempo, os CIOs foram orientados a pensar estrategicamente no futuro da área, desenvolvendo assim muitos projetos de longo prazo. Porém, para grande parte das companhias, a necessidade atual é superar a crise. Nesse cenário, as empresas precisam de programas com retornos imediatos, capazes de melhorar, agora, os resultados corporativos.
3. Não perca tempo com SLAs: para lidar com solicitações tecnológicas das áreas de negócios, muitas vezes os CIOs ficam em situações inconvenientes, em que negar um pedido pode ser considerado rude. Por isso, o executivo de TI deve nomear um funcionário específico como responsável pela avaliação das solicitações de suporte. Além de evitar mal-entendidos, essa iniciativa deixa o CIO com mais tempo livre para tratar de assuntos estratégicos da organização.
4. Avalie sua estrutura de storage: mesmo que suas necessidades de armazenamento estejam aumentando, é normal que o momento não seja adequado a novos investimentos. Para otimizar a operação sem muitos gastos, avalie o quanto do data center está sendo utilizado e elimine arquivos que não sejam estritamente necessários. No caso de a empresa possuir estrutura virtual de storage, reveja o contrato e negocie melhores condições de pagamento com o fornecedor.
5. Adote os padrões abertos: investigue os benefícios e riscos que o open source pode trazer ao negócio e avalie em quais áreas eles seriam eficazes e não representariam grandes brechas de segurança à empresa.
6. Virtualize: aposte na virtualização de, pelo menos, uma parte de seu data center. A mudança trará economia de energia, manutenção de hardware e menor ocupação de espaço físico.
7. Limpe a casa: crises são boas oportunidades para acabar com redundâncias e sistemas legados desnecessários. Identifique as aplicações que não são utilizadas e ainda ocupam espaço em sua infraestrutura e elimine-as.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Microsoft Brasil abre inscrições para programa de capacitação em TI
Por Redação do IDG Now!
Publicada em 18 de março de 2009 às 15h52
Atualizada em 18 de março de 2009 às 15h53
São Paulo - Students to Business oferece treinamentos gratuitos para estudantes em infra-estrutura, banco de dados e desenvolvimento.
A partir desta quarta-feira (18/03), os interessados em tecnologia podem se inscrever para o programa gratuito Students to Business, da Microsoft Brasil, que capacita jovens do ensino médio, técnico e universitário gratuitamente.
A ideia é preparar os participantes para o mercado de trabalho, facilitando seu acesso a vagas nas áreas de desenvolvimento, infra-estrutura e, em alguns locais, também em banco de dados.
Esta é a ‘quarta onda’ do programa de capacitação, que abrange 11 Estados do Brasil. O treinamento é dividido em três etapas e possui carga horária de 84 horas. O número de vagas não é definido e depende de cada região.
As inscrições podem ser feitas até o dia 31 de março pelo site do Students to Business - http://www.programas2b.com.br/ .
Em fevereiro, a Microsoft lançou o projeto Elevate America, cujo objetivo é capacitar em tecnologia cerca de 2 milhões de norte-americanos gratuitamente.
Publicada em 18 de março de 2009 às 15h52
Atualizada em 18 de março de 2009 às 15h53
São Paulo - Students to Business oferece treinamentos gratuitos para estudantes em infra-estrutura, banco de dados e desenvolvimento.
A partir desta quarta-feira (18/03), os interessados em tecnologia podem se inscrever para o programa gratuito Students to Business, da Microsoft Brasil, que capacita jovens do ensino médio, técnico e universitário gratuitamente.
A ideia é preparar os participantes para o mercado de trabalho, facilitando seu acesso a vagas nas áreas de desenvolvimento, infra-estrutura e, em alguns locais, também em banco de dados.
Esta é a ‘quarta onda’ do programa de capacitação, que abrange 11 Estados do Brasil. O treinamento é dividido em três etapas e possui carga horária de 84 horas. O número de vagas não é definido e depende de cada região.
As inscrições podem ser feitas até o dia 31 de março pelo site do Students to Business - http://www.programas2b.com.br/ .
Em fevereiro, a Microsoft lançou o projeto Elevate America, cujo objetivo é capacitar em tecnologia cerca de 2 milhões de norte-americanos gratuitamente.
Cisco confirma compra de fabricante de filmadoras e câmaras digitais
quinta-feira, 19 de março de 2009, 11h42
Agora é oficial. A Cisco anunciou nesta quinta-feira, 19, que assinou contrato intenção de compra com a fabricante de câmeras e filmadoras digitais Pure Digital Technologies. Segundo os termos do acordo, a Cisco pagará cerca de US$ 590 milhões pela empresa.
"A aquisição da Pure Digital é a chave para a estratégia da Cisco de expandir a atuação para segmentos de equipamentos eletrônicos e atingir o mercado de consumidores que estão em transição para redes visuais", disse Ned Hooper, vice-presidente sênior de desenvolvimento corporativo e grupos de consumo da Cisco.
Após a conclusão do negócio, a Pure Digital passará a fazer parte da equipe da Cisco Consumer Business Group, que já inclui a Linksys, que fabrica roteadores sem fio para residências e pequenas empresas.
De acordo com a Cisco, a aquisição está sujeita a aprovações de praxe e de órgãos reguladores, mas a expectativa é que seja concluída no quarto trimestre do ano fiscal de 2009 da Cisco.
Com a compra da Pure Digital, a Cisco dá mais um passo na estratégia de ampliar a atuação no segmento de equipamentos eletrônicos de consumo, já que tem como objetivo ingressar em novos mercados, como fez recentemente anunciou também a sua entrada no mercado de servidores.
A aquisição vai acirrar a disputa com a Sony, Canon, Olympus e Samsung no segmento de câmaras e filmadoras digitais. (veja mais informações em "links relacionados" abaixo).
http://www.tiinside.com.br/News.aspx?ID=125317&C=264
Agora é oficial. A Cisco anunciou nesta quinta-feira, 19, que assinou contrato intenção de compra com a fabricante de câmeras e filmadoras digitais Pure Digital Technologies. Segundo os termos do acordo, a Cisco pagará cerca de US$ 590 milhões pela empresa.
"A aquisição da Pure Digital é a chave para a estratégia da Cisco de expandir a atuação para segmentos de equipamentos eletrônicos e atingir o mercado de consumidores que estão em transição para redes visuais", disse Ned Hooper, vice-presidente sênior de desenvolvimento corporativo e grupos de consumo da Cisco.
Após a conclusão do negócio, a Pure Digital passará a fazer parte da equipe da Cisco Consumer Business Group, que já inclui a Linksys, que fabrica roteadores sem fio para residências e pequenas empresas.
De acordo com a Cisco, a aquisição está sujeita a aprovações de praxe e de órgãos reguladores, mas a expectativa é que seja concluída no quarto trimestre do ano fiscal de 2009 da Cisco.
Com a compra da Pure Digital, a Cisco dá mais um passo na estratégia de ampliar a atuação no segmento de equipamentos eletrônicos de consumo, já que tem como objetivo ingressar em novos mercados, como fez recentemente anunciou também a sua entrada no mercado de servidores.
A aquisição vai acirrar a disputa com a Sony, Canon, Olympus e Samsung no segmento de câmaras e filmadoras digitais. (veja mais informações em "links relacionados" abaixo).
http://www.tiinside.com.br/News.aspx?ID=125317&C=264
sexta-feira, 20 de março de 2009
Internet Explorer mantém domínio no ambiente corporativo
São Paulo - Especialistas e usuários apontam facilidade de gestão e integração com outros sistemas como motivo pela preferência das empresas pelo navegador.
Por Redação do COMPUTERWORLD
19 de março de 2009 - 09h22
O lançamento da nova versão do Internet Explorer, IE8, é vista como uma resposta da Microsoft ao avanço de outros browsers no mercado de usuários domésticos. No mercado corporativo, o navegador da Microsoft continua dominante e muito desta liderança ocorre em função da facilidade de gestão e de integração com outros aplicativos, de acordo com especialistas e usuários ouvidos pelo COMPUTERWORLD.
Rinaldo Angelicola, diretor da FTI Consulting, lembra que nos últimos anos a Microsoft focou-se muito na integração de seus produtos, principalmente com foco em aumentar o nível de segurança. “Hoje se fala muito mais em ‘plataformas’ do que em produtos isolados. Um bom exemplo é o Forefront, ferramenta de antivírus, que é uma plataforma”, ressalta.
Neste sentido, o analista acredita que Internet Explorer oferece hoje melhores condições de gestão dos controles de acesso à internet pelos administradores de ambiente, devido a sua integração com as diretrizes de segurança definidas nas GPOs do Active Directory e controles de acesso do ISA. “O Firefox, por exemplo, burla uma série destes controles”, diz.
Além disso, Angelicola lembra existir uma maior interoperabilidade entre o IE e demais produtos da Microsoft. “Eu, por exemplo, tenho o Firefox como browser primário o Firefox, mas não é possível realizar 100% de navegação sem recorrer ao IE. Os sites que possuem um alto nível de segurança em componentes desenvolvidos em Java da MS, não rodam no Firefox”, afirma.
Do lado das empresas usuárias, as justificativas para o domínio do IE coincidem com a opinião do analista. A Universidade Metodista, por exemplo, enfrenta duas realidades. Na área acadêmica, a instituição de ensino utiliza todos os principais navegadores. “Temos máquinas com diversos sistemas operacionais”, justifica Wilson Baraban Filho, gerente de telecomunicações e redes da empresa. Agora, nas máquinas do pessoal da administração, somente o Explorer é permitido.
Segundo o gerente, o sistema de gestão da universidade está homologado apenas para o navegador da Microsoft. Mas o departamento de tecnologia da instituição está trabalhando para adaptar o software, desenvolvido internamente, para trabalhar com os outros browsers. “Não temos nenhuma restrição de segurança, a diferença dos outros navegadores está na visualização”, explica.
Em relação ao gerenciamento de atualizações dos sistemas, Baraban afirma que, na Metodista, não há muita diferença entre os navegadores, mas que isso só é possível porque a instituição utiliza um sistema de gerenciamento de ativos que permite atualizar todos os sistemas de forma centralizada. Sem o software, seria mais fácil gerir as atualizações do Explorer. “Nós temos instalado o Windows Server Update Server (WSUS), que permite fazer esse tipo de gerenciamento”, explica.
Na Kimberly-Clark, o Explorer é o navegador padrão. A empresa está na versão 6 do software, mas deve atualizar o sistema em breve, quando completar a migração para o Windows Vista. “A razão de utilizarmos o IE é que temos uma imagem distribuída globalmente na qual o navegador é o IE, assim como toda a suíte Microsoft; essa definição foi realizada já há algum tempo e levou em consideração a expertise da empresa, e a otimização do TCO”, explica Paulo Biamino, gerente de informática da companhia.
A atualização para a versão 7 do Explorer está atrelada à implantação do Vista. Como a empresa não vai investir em atualização de máquinas para fazer a migração, ela só deve concluir a mudança no final de 2010. “Os equipamentos não compatíveis com o Vista serão substituídos naturalmente”, declarou Biamino.
Por Redação do COMPUTERWORLD
19 de março de 2009 - 09h22
O lançamento da nova versão do Internet Explorer, IE8, é vista como uma resposta da Microsoft ao avanço de outros browsers no mercado de usuários domésticos. No mercado corporativo, o navegador da Microsoft continua dominante e muito desta liderança ocorre em função da facilidade de gestão e de integração com outros aplicativos, de acordo com especialistas e usuários ouvidos pelo COMPUTERWORLD.
Rinaldo Angelicola, diretor da FTI Consulting, lembra que nos últimos anos a Microsoft focou-se muito na integração de seus produtos, principalmente com foco em aumentar o nível de segurança. “Hoje se fala muito mais em ‘plataformas’ do que em produtos isolados. Um bom exemplo é o Forefront, ferramenta de antivírus, que é uma plataforma”, ressalta.
Neste sentido, o analista acredita que Internet Explorer oferece hoje melhores condições de gestão dos controles de acesso à internet pelos administradores de ambiente, devido a sua integração com as diretrizes de segurança definidas nas GPOs do Active Directory e controles de acesso do ISA. “O Firefox, por exemplo, burla uma série destes controles”, diz.
Além disso, Angelicola lembra existir uma maior interoperabilidade entre o IE e demais produtos da Microsoft. “Eu, por exemplo, tenho o Firefox como browser primário o Firefox, mas não é possível realizar 100% de navegação sem recorrer ao IE. Os sites que possuem um alto nível de segurança em componentes desenvolvidos em Java da MS, não rodam no Firefox”, afirma.
Do lado das empresas usuárias, as justificativas para o domínio do IE coincidem com a opinião do analista. A Universidade Metodista, por exemplo, enfrenta duas realidades. Na área acadêmica, a instituição de ensino utiliza todos os principais navegadores. “Temos máquinas com diversos sistemas operacionais”, justifica Wilson Baraban Filho, gerente de telecomunicações e redes da empresa. Agora, nas máquinas do pessoal da administração, somente o Explorer é permitido.
Segundo o gerente, o sistema de gestão da universidade está homologado apenas para o navegador da Microsoft. Mas o departamento de tecnologia da instituição está trabalhando para adaptar o software, desenvolvido internamente, para trabalhar com os outros browsers. “Não temos nenhuma restrição de segurança, a diferença dos outros navegadores está na visualização”, explica.
Em relação ao gerenciamento de atualizações dos sistemas, Baraban afirma que, na Metodista, não há muita diferença entre os navegadores, mas que isso só é possível porque a instituição utiliza um sistema de gerenciamento de ativos que permite atualizar todos os sistemas de forma centralizada. Sem o software, seria mais fácil gerir as atualizações do Explorer. “Nós temos instalado o Windows Server Update Server (WSUS), que permite fazer esse tipo de gerenciamento”, explica.
Na Kimberly-Clark, o Explorer é o navegador padrão. A empresa está na versão 6 do software, mas deve atualizar o sistema em breve, quando completar a migração para o Windows Vista. “A razão de utilizarmos o IE é que temos uma imagem distribuída globalmente na qual o navegador é o IE, assim como toda a suíte Microsoft; essa definição foi realizada já há algum tempo e levou em consideração a expertise da empresa, e a otimização do TCO”, explica Paulo Biamino, gerente de informática da companhia.
A atualização para a versão 7 do Explorer está atrelada à implantação do Vista. Como a empresa não vai investir em atualização de máquinas para fazer a migração, ela só deve concluir a mudança no final de 2010. “Os equipamentos não compatíveis com o Vista serão substituídos naturalmente”, declarou Biamino.
CIO ou técnico: como descobrir a verdadeira vocação
Para consultor, nem sempre a posição de gestor representa a melhor opção para os executivos que, em muitos casos, têm saído da diretoria de TI para cargos menos estratégicos e mais técnicos
Patrícia Lisboa, repórter da CIO Brasil
Publicada em 19 de março de 2009 às 08h00
Trabalhar como analista de sistemas, coordenador de área, gerente de núcleo e, então, enfim, seguir para a liderança da TI, reportando-se diretamente ao alto comando da companhia e participando da tomada de decisões estratégicas. Essa parece ser a trajetória ideal para um profissional de tecnologia, certo? Nem sempre.
De acordo com Fernando Feitoza, superintendente comercial da Across – consultoria especializada em desenvolvimento organizacional com foco em gestão de pessoas – muitas vezes os profissionais que iniciam suas carreiras em áreas técnicas são seduzidos pelos benefícios e pelo status trazidos por um cargo de gestão.
“Em postos de CIO, por exemplo, há casos de executivos que, ao analisar mais profundamente seus desejos e aspirações profissionais, percebem que gostariam de ter permanecido na área técnica”, conta Feitoza.
O consultor explica que isso acontece devido a pressões do próprio mercado e até pela falta de autoconhecimento dos profissionais. “Quando estão envolvidos em projetos interessantes e têm a chance de prosperar na área em que atuam é muito difícil que consigam avaliar que esse próximo passo não vai ao encontro de suas vontades mais legítimas”, complementa ele.
Segundo Feitoza, a sensação de insatisfação dos executivos quanto aos rumos de suas carreiras só é percebida quando esses profissionais atingem certa maturidade e passam a analisar as escolhas feitas ao longo da vida. “No entanto, mesmo que não seja fácil, é possível voltar atrás e conseguir uma posição técnica tão bem remunerada e reconhecida como o cargo de gestor”, garante o consultor.
Ele ressalta que, para tanto, o executivo precisa passar por um processo de recolocação profissional e estar disposto a aceitar propostas iniciais com salário inferior ao pago para um CIO.
“Além disso, e até mais importante, o profissional precisa estar atualizado quanto às tendências do segmento", afirma Feitoza, que analisa: "Depois que se mostrar um especialista, certamente conseguirá atingir o mesmo patamar financeiro que ocupava como executivo.”
Para concluir, o consultor defende que quanto antes o profissional conhecer suas reais aspirações, mais rapidamente atingirá seus objetivos. Para chegar a essa decisão, ele dá as seguintes dicas:
• Preste atenção aos feedbacks: tanto para a vida profissional quanto pessoal, ouvir opinião dos outros é muito importante e pode revelar faces da nossa própria personalidade que não enxergamos ou tentamos, inconscientemente, esconder;
• Lembre-se de seus sonhos de juventude: faça esse exercício e tente adequar seus antigos anseios às suas atuais necessidades e angústias;
• Compare seus objetivos individuais com os da empresa na qual está inserido: e descubra se ambos estão trabalhando na mesma direção. Assim é possível mensurar se o problema profissional é com a companhia em si ou, realmente, com a função desempenhada;
• Busque o autoconhecimento: por meio de coaching, terapia, ou qualquer outro meio, esse é a única forma de conhecer seus reais objetivos.
Patrícia Lisboa, repórter da CIO Brasil
Publicada em 19 de março de 2009 às 08h00
Trabalhar como analista de sistemas, coordenador de área, gerente de núcleo e, então, enfim, seguir para a liderança da TI, reportando-se diretamente ao alto comando da companhia e participando da tomada de decisões estratégicas. Essa parece ser a trajetória ideal para um profissional de tecnologia, certo? Nem sempre.
De acordo com Fernando Feitoza, superintendente comercial da Across – consultoria especializada em desenvolvimento organizacional com foco em gestão de pessoas – muitas vezes os profissionais que iniciam suas carreiras em áreas técnicas são seduzidos pelos benefícios e pelo status trazidos por um cargo de gestão.
“Em postos de CIO, por exemplo, há casos de executivos que, ao analisar mais profundamente seus desejos e aspirações profissionais, percebem que gostariam de ter permanecido na área técnica”, conta Feitoza.
O consultor explica que isso acontece devido a pressões do próprio mercado e até pela falta de autoconhecimento dos profissionais. “Quando estão envolvidos em projetos interessantes e têm a chance de prosperar na área em que atuam é muito difícil que consigam avaliar que esse próximo passo não vai ao encontro de suas vontades mais legítimas”, complementa ele.
Segundo Feitoza, a sensação de insatisfação dos executivos quanto aos rumos de suas carreiras só é percebida quando esses profissionais atingem certa maturidade e passam a analisar as escolhas feitas ao longo da vida. “No entanto, mesmo que não seja fácil, é possível voltar atrás e conseguir uma posição técnica tão bem remunerada e reconhecida como o cargo de gestor”, garante o consultor.
Ele ressalta que, para tanto, o executivo precisa passar por um processo de recolocação profissional e estar disposto a aceitar propostas iniciais com salário inferior ao pago para um CIO.
“Além disso, e até mais importante, o profissional precisa estar atualizado quanto às tendências do segmento", afirma Feitoza, que analisa: "Depois que se mostrar um especialista, certamente conseguirá atingir o mesmo patamar financeiro que ocupava como executivo.”
Para concluir, o consultor defende que quanto antes o profissional conhecer suas reais aspirações, mais rapidamente atingirá seus objetivos. Para chegar a essa decisão, ele dá as seguintes dicas:
• Preste atenção aos feedbacks: tanto para a vida profissional quanto pessoal, ouvir opinião dos outros é muito importante e pode revelar faces da nossa própria personalidade que não enxergamos ou tentamos, inconscientemente, esconder;
• Lembre-se de seus sonhos de juventude: faça esse exercício e tente adequar seus antigos anseios às suas atuais necessidades e angústias;
• Compare seus objetivos individuais com os da empresa na qual está inserido: e descubra se ambos estão trabalhando na mesma direção. Assim é possível mensurar se o problema profissional é com a companhia em si ou, realmente, com a função desempenhada;
• Busque o autoconhecimento: por meio de coaching, terapia, ou qualquer outro meio, esse é a única forma de conhecer seus reais objetivos.
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