sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Empresas mudam políticas para atender à geração Y

Jovens esperam mais reconhecimento, horários flexíveis, promoções e tecnologia. E estão conseguindo

CIO (EUA)*
Publicada em 06 de novembro de 2008 às 18h06

A geração Y, aqueles jovens excessivamente confiantes tipicamente definidos por terem nascido entre 1982 e 2005, estão causando uma tempestade nas empresas norte-americanas (e já começam a gerar trovoadas por aqui também). Eles esperam promoções, horário de trabalho flexivel, férias abundantes e bons salários – e agem como se tudo isso fosse seu direito e não benefícios oferecidos pela empresa. Porém, de acordo com uma pesquisa conduzida pela CareerBuilder e a Harris Interactive, como a geração Y representa a força de trabalho dos próximos anos, as companhias estão mudando suas políticas de RH para atender às suas demandas.

A pesquisa, que envolveu 2,5 mil profissionais de recursos humanos e gestores de pessoas, teve como foco explorar os desafios e os benefícios da entrada da geração Y no mercado de trabalho. As empresas responsáveis pelo estudo classificaram todos os jovens com medos de 29 anos como integrantes da nova geração.


Os resultados mostram que os jovens estão batendo de frente com as gerações mais velhas especialmente devido às diferenças no estilo de comunicação, expectativas em relação ao trabalho e referências culturais. Esses fatores, segundo o estudo, podem criar tensão entre os profissionais e diminuir a produtividade.


Quase metade (49%) dos que responderam à pesquisa disseram que a geração Y prefere se comunicar usando ferramentas tecnológicas (blogs, comunicadores instantâneos e mensagens de texto, por exemplo), enquanto os mais velhos têm preferência por conversar cara-a-cara ou por telefone.


As influências culturais diferentes entre as gerações também pode aumentar a distância entre os profissionais no ambiente de trabalho. Os jovens têm referências tecnológicas – blogs, internet, etc – enquanto os mais velhos são influenciados pelas mídias tradicionais, como TV e impressos.


Comunicação é fator-chave

De acordo com o relatório, os estilos de comunicação impactam de forma ainda mais decisiva que as referências culturais na produtividade e na moral dos profissionais. Como são mais afeitos à tecnologia, os jovens normalmente se comunicam de forma abreviada, o que, algumas vezes, pode ser interpretado como grosseria. Além disso, a maior parte (55%) dos profissionais com mais de 35 anos acredita que os membros da geração Y têm problemas em seguir ordens e responder a superiores mais velhos.


Outros resultados significativos mostram que os jovens esperam ser mais bem-tratados no trabalho que seus colegas das gerações anteriores. Veja os exemplos:74% dizem que os membros da geração Y querem ganhar mais 61% dizem que a geração Y quer horário flexível 56% dizem que a geração Y espera ser promovida dentro de um ano 37% acreditam que os profissionais da geração Y querem ter acesso ao que há de melhor em termos de tecnologia


O fato é que a geração Y tem sido tão clara sobre suas expectativas que as empresas estão começando a tomar atitudes sobre isso. O estudo mostra que 15% dos empregadores mudaram suas políticas de RH para ateder a esses jovens. Entre as mudanças, estão:

57% introduziram horários flexíveis

33% implementaram programas de reconhecimento

26% permitiram acesso a novas tecnologias

26% aumentaram salários e bônus

24% aumentaram os programas de treinamento

20% pagam por celulares e Blackberrys

18% oferecem opções de trabalho remoto


*Meridith Levinson, CIO

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

"Continuem famintos, continuem Tolos"

Por Steve Jobs, Diretor Executivo da Apple e Pixar Animations.http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=-3827595897016378253&hl

Contribuição: Fernanda Sousa

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Saiba qual será o futuro dos sistemas operacionais sem o Windows

Por InforWorld/EUA
Publicada em 05 de novembro de 2008 às 07h00
Atualizada em 05 de novembro de 2008 às 09h02

São Francisco - Cloud computing e aplicativos online são a tendência. Como ficará o seu PC se o Windows 7 for o último sistema da Microsoft?


Na semana passada, olhos curiosos dirigiram toda a sua atenção à Professional Developer Conference, da Microsoft, quando a empresa detalhou o Windows 7, que substituirá o sistema operacional Windows Vista.

A primeira reação é de que o Windows 7 nada mais é do que um Vista ‘limpo’ e muito melhor. O kernel é basicamente o mesmo, com novas tecnologias. Mas se o Windows 7 é mais do mesmo, talvez seja a hora de concluir que ele não tem mais para onde correr - o sistema morreu. O que virá depois dele, então?


Já há alguns sinais. A entrega de serviços em cloud computing torna o browser, e não o sistema operacional, o kernel do PC de amanhã. A tecnologia de aplicativos ricos de internet (do inglês RIA, de Rich Internet Application), dá aos serviços características que a primeira geração da web jamais contemplaria.


Com a virtualização e estas características, é possível ter aplicativos mais ricos sem embutir o peso de um sistema operacional pesado para os usuários.


Isto tudo junto é o futuro do PC, segundo o analista do Gartner, Neil MacDonald. Seja qual for o sistema operacional, se tornará irrelevante com o tempo.


A nova leva de aplicativos provavelmente incluirá serviços que rodam por tecnologias como o Flash e o AIR da Adobe, ou o Silverlight da Microsoft. Afinal, não é por acaso que todas rodem em todos os browsers e nos principais sistemas de hoje - Windows, Mac OS e Linux.


Os aplicativos poderiam rodar em máquinas virtuais que aparecem como parte do sistema para o usuário, assim como os usuários de Mac podem, com o VmWare Fusion e Parallels Desktops, rodar softwares do Windows e Linux como se fossem usuários nativos do Mac.


O uso de máquinas virtuais pode ajudar o sistema operacional a evoluir sem quebrar o legado dos softwares e, ao mesmo tempo, permitir a rápida migração para fora deste mundo.


Neste universo, a Adobe e a Microsoft podem ser as novas fornecedoras de sistemas operacionais, com apoio de mecanismos de virtualização da unidade Xen, da Citrix, da Vmware, da EMC ou mesmo da Microsoft.


Os browsers de hoje podem não ser necessários, exceto como agregadores de favoritos e outras atividades para gerenciamento de arquivos.


A Apple, contudo, não aparenta ter estratégias em cloud computing além de oferecer lojas de aplicativos para download em desktops e celulares. Aparentemente, para o Mac OS X Snow Leopard, em 2009, a fabricante considera um sistema escalável, que operaria em um ambiente ‘misto’ de softwares na máquina e serviços online.


Independente disto, os PCs devem ser otimizados para ter memória e armazenamento suficientes para rodar aplicativos locais em máquinas virtuais quando desconectados da web - mas não precisariam de um sistema tradicional para funcionar.


Parece ficção científica? Pois a empresa DeviceVM já tem uma tecnologia de boot instantâneo para o Windows que inicializa o Linux primeiro, para rodar browsers imediatamente. O Windows continua a trabalhar em seu próprio tempo.


A Dell, HP e Lenovo trabalham em iniciativas similares, enquanto a Microsoft afirma investigar um conceito parecido, usando uma parte do Windows para rodar o navegador enquanto o resto do sistema inicializa.


Estas transições envolvem questões, como a sobrevivência dos drivers ou um padrão universal para todos os fabricantes de hardware. Mesmo que o novo PC seja uma combinação de serviços, aplicativos online e ambientes virtuais, ainda há dispositivos e periféricos para gerenciar. O hardware não sumirá.


Microsoft no futuro

A questão é: o futuro envolve ou não a Microsoft? Uma espiada no Windows 7 pode levar à resposta “não”, mas MacDonald, da Gartner, indica movimentos em que a Microsoft mostra entender as tendências. Segundo ele, há uma transição de cerca de 10 anos pela frente. Isto será aparente à maioria dos usuários em 2011, quando o modelo for centralizado em serviços e não no sistema.


Algumas pistas mostram que os pesquisadores da empresa estão investigando tecnologias para a transição. Talvez a mais significativa seja o Silverlight 2, que competirá com o Flash e o AIR da Adobe. A Microsoft, que criou a tecnologia proprietária ActiveX - que só rodava no Internet Explorer -, a perdeu para os desafios de novos browsers, como o Firefox e o Google Chrome.


Dessa forma, a idéia é que o Silverlight rode no Windows, Mac OS e Linux, além de compatível com outros navegadores - e não necessariamente precisará deles.


A conclusão é que o Silverlight pode ser o método de entrega de aplicações ricas em quase qualquer contexto. “A Microsoft pode monetizar com plataformas não-Windows se fizerem tudo certo”, diz MacDonald.


O ‘kit de ferramentas’ para a Microsoft permitir a transição para um novo PC vai além do Silverlight, contudo. A empresa já entrou no universo de virtualização, com a ferramenta Hyper-V. Na semana passada, anunciou o Azure, versão do Windows para cloud computing.


O novo sistema, que parece ter como base a plataforma SharePoint, pode ajudar a unir o cloud computing ao mundo existente de desktops, dando à Microsoft e outras empresas um ponto de transição.


MacDonald enfatiza que alguns projetos na Microsoft a manterão ‘central’ pós um mundo com Windows. Um deles é o Singularity, que explora a reinvenção do sistema operacional para o contexto atual.


Algumas questões prevalecem: será que a Microsoft conseguirá juntar as peças e seguir pelo caminho obrigatório? Ou será que a visão antiga de Bill Gates, de PCs sendo mainframes, se manterá no caminho?


Galen Gruman, editor da InfoWorld, de São Francisco

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Executivos trocam MBA no exterior por curso no país

30/10 - 13:20 - Agência Estado

Ao escolher um programa de MBA, o diretor de compras da Cisco do Brasil, Edson de Vitto, tinha de equilibrar uma equação complicada. Experiência internacional e um curso forte eram necessários, mas, ao mesmo tempo, em um momento instável, ele não poderia se afastar da empresa (e não queria se afastar da família).

"Optei por um curso no Brasil. O que eu não podia era abandonar os planos de aprimorar minha formação, com crise ou sem ela."

Ele escolheu o curso de MBA executivo da Universidade de Pittsburgh, entidade americana que tem aulas também em São Paulo e em Praga, na República Checa. "Os mesmos professoras viajam entre os países para dar aulas", explica o diretor da universidade no Brasil, Fabio Yamada. "O curso dura 15 meses, mas os alunos passam duas semanas nas outras unidades. Ou seja, têm a experiência internacional, sem ficar muito tempo longe do trabalho."

Segundo Yamada, a turbulência global deve fazer com que muitos executivos mudem seus planos de estudar no exterior para buscar cursos no Brasil. "Notamos um aumento na procura pelo curso, e estimamos que passe de 25%", diz.

O diretor de clientes da Fundação Dom Cabral, Antonio Batista, afirma que já houve uma procura maior nos últimos meses pelos programas fechados, aqueles feitos sob medida para algumas empresas. "Acredito que vá haver uma maior procura pelos cursos nacionais, pagos em reais", afirma Batista. "As escolas americanas estão vendo quedas em suas matrículas, enquanto no Brasil vemos um crescimento constante."

Um estudo da Universidade de Maryland, nos EUA, mostra que, nos países ricos, a relação entre matrículas em escolas de negócio e situação econômica é direta: quanto melhor a economia, mais executivos estudando. Nos momentos de crise, as matrículas caem: os estrangeiros ficam em seus países e os americanos adiam planos.

"Acredito que todas as empresas devem se preocupar com a crise, mas não deve haver queda por aqui", diz Batista. "Temos crescido de 10% a 20% ao ano. Os executivos vão continuar estudando, mas em cursos mais práticos, em vez de formações teóricas."

O diretor de estudos executivos do Coppead, Vicente Ferreira, concorda. "MBA está se tornando um pré-requisito, como o inglês foi há 15 anos." Segundo ele, na impossibilidade de bancarem um curso fora, ou de se afastarem de suas empresas por muito tempo, os executivos vão investir nas escolas de primeira linha do Brasil. "Lidamos com altos executivos. Para a crise afetar a verba de formação dessas pessoas, terá de ser muito longa."

Bluetooth Zone. Sabe o que é isto?

Estabelecimentos em todo o Brasil começam a usar a tecnologia

Imagine um local onde você seja convidado a ligar o bluetooth do seu celular para
receber mensagens e promoções. Bom, com um pouquinho mais de criatividade, este tipo de ação pode ser um atrativo a mais na hora das empresas venderem seus produtos, fazendo com que as pessoas realmente participem do chamado marketing-online. Mas, isso tudo será seguro?

Confira:

http://olhardigital.uol.com.br/central_de_videos/video_wide.php?id_conteudo=6704


Exibido em: 02/11/08
Fonte: Olhar Digital

Luciano Ferrari na F1 - GP Brasil 2008


Na última sexta-feira estive no treino da F1. Confira as fotos no link abaixo.

http://picasaweb.google.com/FotoLumens/F1Brazil2008Training#

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Comunicação entre funcionários: como calcular custos

Dicas para construir um modelo de cálculo para estimar qual será o custo de comunicação de adicionar ou mover funcionários

Johna Till Johnson, CIO (EUA)
Publicada em 29 de outubro de 2008 às 19h14

Em uma feira de tendências, mencionei por acaso que muitos dos meus clientes com maior visão de futuro criaram “cálculos de comunicação” que os permite prever – com um bom nível de exatidão – quais serão os custos de comunicação de mover ou aumentar o número de funcionários. Digamos que o dono de unidade de negócio quer mudar 5 mil empregados do local A para o local B – como isso afetará os custos?

A primeira questão que me fizeram foi, “Como consigo fazer tal coisa?” Aqui estão as minhas sugestões:

Comece investindo em produtos que possibilitam você identificar de forma exata os fluxos das aplicações pela rede – por tipo, local e usuário. Rastreie ao longo do tempo, para determinar tendências de longo prazo, então você terá a acesso a porcentagem de WAN consumida por cada aplicação.

Enquanto capta essa informação, certifique-se de que está investindo em melhorar o gerenciamento de tecnologia. Certifique-se de que tem conhecimento de quais hardwares e softwares você tem, o que está sendo usado, quais estão ociosos e por quem são usados. Conte tudo: custos de licença por aplicações de comunicação unificada, telefones IP e TDM e, claro, todos os equipamentos e apetrechos de comunicação de dados.

Também audite seus contratos de serviço WAN. Tente encontrar uma métrica consistente de reais por megabytes por segundo para tráficos diferentes e classes de serviço. Em outras palavras, se ainda usa POTS, converta seu tráfico de voz de centavos por minuto para reais por megabytes. Calcule o preço de seu MPLS, linha privada, tráfico de dados ATM da mesma forma (você talvez precise de múltiplos preços, se você paga por diferentes classes de serviço). E não esqueça a wireless – é um componente cada vez mais importante em seus gastos de comunicação.

Descubra quantas pessoas você tem suportando os usuários, e o que estão fazendo. Separe os caras da arquitetura e planejamento dos de suporte direto.

O perfil do usuário é essencialmente um mapa entre a função e os requerimentos técnicos de sua função. A idéia aqui é estar apto a construir de forma justa e direta definições como “um trabalhador de back office administrativo tem as seguintes requisições....e....um desenvolvedor/engenheiro tem as seguintes requisições.

Próxima etapa: construa seu modelo. Atenção para o aumento de funções – lugares onde ao acrescentar um usuário a mais requer elevar um “pipe” de T1 para T3, ou acrescentar um novo servidor ou contratar uma equipe de apoio. Ao final desse exercício, você deve estar apto a estimar os custos de comunicação de cada funcionário muito bem.

Finalmente, vá para a contabilidade. Para aperfeiçoar seu modelo, precisa de dados reais – então compare a estimativa e os custos atuais, e investigue qualquer discrepância. Com alguma interação, poderá identificar onde seu modelo pode ser atualizado.